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Alguém ainda se importa com os acessórios modulares?

O projeto ARA vem gerando muito furor desde 2013. A possibilidade de substituir módulos individuais em um smartphone seria certamente uma revolução no design intocável dos dispositivos de hoje. Mas agora, em 2016, já estamos vendo aparelhos modulares surgirem. A pergunta é: são realmente modulares?

Os falsos módulos

Os modelos modulares do momento são o LG G5, com seus "Amigos" - que incluem uma câmera 360, um módulo de áudio com auto falante B&O, um módulo de câmera e um módulo de aumento de bateria, e o Moto Z, que foi anunciado esta semana, e veio com os Moto Snaps ou Moto Mods, o mesmo conceito dos "amigos" da LG. 

MOTOSNAPS
Os Moto Snaps não são mais do que acessórios glorificados / © Lenovo

Enquanto estes dispositivos parecem ser modulares, à primeira vista, eles são pouco mais do que acessórios exclusivos. Embora haja um benefício direto em possuir estes módulos do LG G5, eles não se adaptam ao mesmo conceito ou design de um smartphone realmente modular como o Project Ara.

Os módulos são pouco mais do que acessórios exclusivos

Estes módulos só trazem um aumento para recursos que você já encontra no dispositivo.

Perspectivas do Projeto Ara

O Projeto Ara parecia muito promissor quando veio à luz. A ideia de se ter uma base de telefone que pode ser adaptada com módulos individuais a qualquer necessidade agradou a quase 21 milhões de pessoas que assistiram o vídeo viral.

O Projeto Ara começou como um projeto de desenvolvimento da Motorola, que logo foi herdado pelo Google. Se trata de um codinome para um smartphone modular que é esperado para 2017. Contudo, as últimas notícias informam que o dispositivo não será tão modular como esparávamos, sendo que ainda não está claro como o aparelho funcionará.

project ara 04
O Projeto Ara é o celular perfeito para qualquer pessoa / © Google

O que faz esse conceito ser tão promissor é que as especificações do disposito estariam nas mão do usuário, que poderia então dar ênfase ao recurso que mais lhe beneficiaria. Há também um benefício ambiental, com componentes individuais que podem ser atualizados à medida que envelhecem, ao invés de comprar um celular totalmente novo, simplesmente porque no antecessor alguma parte está quebrada ou datada, por exemplo. É como um computador.

Computadores são modulares desde que eu me entendo por gente

Computadores modulares não são um conceito. Se você já usou um computador, um sistema modular não é algo novo para você. Você poder ser um gamer hardcore que constrói plataformas de jogos, ou alguém que simplesmente adiciona um novo módulo de disco rígido ou memória RAM para aumentar o armazenamento e desempenho do seu PC. Não é preciso muito conhecimento para ter uma idéia de como o Projeto Ara pode funcionar.

Smartphones como o LG G5 e o Moto Z não são realmente modulares.

Com um mercado gigante de peças originais e de segunda mão, as possibilidade de modificação de um PC são vastas. Isso agrega riqueza à experiência do usuário no desktop, da mesma forma que um design modular que é tão prometido para os smartphones o faria. Mas com dispositivos como o LG G5 e o Moto Z proporcionando experiências quase-modulares - um sombra do que poderia ser o Projeto Ara - fica a pergunta: alguém realmente se importa com os acessórios modulares? Até agora, a reação foi bem menos entusiamada do que com o Projeto Ara. 

Qual a sua opinião sobre os módulos?

E você, acha mesmo que o LG G5 e o Moto Z são mesmo modulares? Deixe-nos saber nos comentários.

Os comentários favoritos dos leitores

  • Felipe de Carvalho há 5 meses

    Atualmente, insiro um pequeno componente (cartão de memória), e pronto, tenho mais espaço de armazenamento.

    No dia em que eu inserir um pequeno componente, e com ele conseguir aumentar a memória RAM, ou acrescentar alguns núcleos ao processador, talvez aí, eu tenha um smartphone modular.

    Este atuais são um bom começo, mas não queremos acessórios, e sim componentes do sistema.

  • Steven Oliver há 5 meses

    Não vejo nada de interessante em um aparelho modular. Acho que as pessoas sonham que poderão trocar os módulos indefinidamente, mas acredito que um aparelho desses vai ter vida útil de uns dois anos, quando lançarão outro em que os módulos mais modernos serão compatíveis, obrigando o usuário a trocar o aparelho para usar os últimos lançamentos.

  • Muraque O. há 5 meses

    Olá, também acho desnecessário.

91 Comentários

Escreva um comentário:
  • Ainda estamos engatinhando no sentido modular da coisa. Mas acho super legal ver a evolução.
    Quanto a comprar, prefiro investir em algum VR

  • A questão é que ainda não fizeram um aparelho realmente modular, o Projeto Ara só dá pra ter algumas características retiradas do aparelho como câmera ou som, mas, o que poderia realmente importar como processador e memória ainda não será possível. Acho os módulos da Lenovo mais interessantes, não por mudarem o que está dentro do aparelho e sim como acrescentar novas experiências, como um projetor ou áudio melhorado, a mudança de aspectos no próprio smart ainda não é algo que anime tanto por já termos aparelhos que possam ser usados por anos.

  • Se não encarecessem tanto o produto final e os próprios módulos seria uma boa...

  • Módulos servem sim, pra encarecer o produto.

  • Eu não acho graça nos acessórios, pois são gastos a mais. Pra mim, a graça do smartphone é o mesmo vir completo. Ser quase um pc portátil. Hoje ele faz as vezes de computador, agenda, videogame portátil, player de música, entre outras funções. Algumas com maior sucesso, outras nem tanto. Mas como está havendo uma falta de inovação grande no setor, esses módulos são uma ferramenta de marketing que serve só pra arrancar dinheiro daqueles ávidos por novidades.
    Na prática, poucos gastarão dinheiro em um acessório de um aparelho que já é muito caro.

  • Aparelhos modulares são o futuro, isso é inegável, e o que está acontecendo é apenas o começo, mesmo eu achando que a Motorola e a LG não souberam fazer da maneira correta, ou pelo menos com o preço justo. Assim não vai haver popularização do uso e consequentemente é possível que essa evolução, tão bela, não decole.

    M S

  • Esses módulos sevem apenas para tomar um pouco mais da grana dos otários que compram tudo que essas empresas oferecem.

  • Acho engraçado esse ''módulo de bateria'' essas capinhas com bateria já existem há tempos aí agora querem vender mais caro com esse nome novo de ''módulo'', é?

  • Concordo com o editor da matéria, os "friends" do G5 são apenas acessórios e os "Moto Mods" são "apenas" módulos que ampliam as funções do Moto Z. Porém gostei muito dos "mods" e compraria todos com certeza, visto que os considero úteis sim, têm outra proposta/utilidade que os módulos do ARA, porém os achei muito práticos e que só valorizam o dispositivo da Motorola by Lenovo.

  • Até agora não me interessa nenhum (talvez o que transforma o Moto Z num "PC", mas a praticidade dele é algo muuuito relativo). O dia que fizerem o módulo de câmera decente, que acrescente um zoom óptico e controles bons, aí a gente conversa.

  • cartão de memória é modular? senão não me interessa

  • Excelente matéria.
    É interessante ver tal atenção ao conceito modular (talvez isso dê uma apressada na Google com o Ara), mas isso não são módulos. Parecem mais acessórios, como a própria matéria diz.

    Para um smartphone ser "modular", que seja totalmente "modular" (vide Ara), não para acrescentar uma coisinha aqui, outra ali.

    A ideia de ambas (LG e Lenovo/Motorola) é boa, mas não vejo utilidade alguma em nenhuma delas.

  • o problema que os módulos são caros ...

  • Isso ai é só mais um monte de trambolho pra carregar

  • Um aparelho modular de verdade é algo bem interessante, mas ainda não vimos isso no mercado. Como o artigo "Novo Moto Snap permite o uso do Moto Z como um computador" disse, nós temos aparelhos com acessórios exclusivos, e isso me preocupa.
    Tendo em vista que cada "modulo" tem seu preço bem salgadinho, a fabricantes podem usar disso para lucrar. Imaginem que a Motorola lance o Moto Z com uma câmera que deixa bastante a desejar só para vender seu módulo de câmera, viram a safadeza? Imaginem a LG lançar o G5 com áudio horrível só para vender seu módulo de som, olha o lucro novamente.
    Assim elas (fabricantes) podem até diminuir o valor do aparelho em si para ter um chamariz e lucrar em cima dos "módulos".

  • Vantagens não faltam aos smartphones modulares. Incluiria outra.
    Como nos PCs, a modularidade ajudaria exponencialmente ao fim da fragmentação do Android, haja vista a necessária padronização das chamadas "portas" de cada módulo.
    Esse é o ponto fulcral do "problema".
    As "montadoras" desses aparelhos (não dá pra chamar de fabricante quem compra hardware de fornecedores distintos para "fabricar" seu produto) perderiam sua reserva de mercado, ou seja, quem fabrica telas ou autifalantes ou baterias ou câmeras estaria livre das "fabricantes de smartphones" e poderia realizar suas vendas diretamente ao consumidor final.

  • Quem que pensou nas perguntas da enquete? srsrsrs Eu gostei dos módulos, mas nem por isso eu compraria todos.... e opção Acho legal mas não vejo necessidade também não encaixa porque eu vejo uma necessidade, adoraria o modulo de som e de mais bateria, e vejo necessidade sim...

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