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“Economist” e a polêmica sobre possível Apagão das Teles no Brasil

Depois da proibição da venda de planos de dados e voz da TIM, Claro e OI, no mês passado, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a consequência natural seria a repercussão mundial desta decisão, já que o mercado de telecomunicações no Brasil é tido como um dos mais promissores da próxima década. Há uma semana, a revista Economist publicou uma matéria onde identificava que o próximo apagão no país seria o do setor de telecomunicações. Na Segunda-feira, 27, foi a vez do ministro das telecomunicações, Paulo Bernardo, negar veementemente esta informação. Porém, depois de tudo o que ocorreu no setor, nos últimos meses, certamente é um sinal de alerta.

 

Em dado momento, a revista afirma que, caso a presidente Dilma Rousseff não tome uma atitude agora, certamente a situação não será favorável ao seu partido:

O cerco às teles guarda muitas semelhanças com o apagão: investimento muito baixo, negligência diante do aumento da demanda e um pobre quadro legal e regulatório. Como a sra. Rousseff deve se lembrar, o apagão provocou retração na economia brasileira – que ajudou o partido dela a chegar ao poder dois anos depois.

Recentemente, publicamos aqui no AndroidPIT os problemas com a falta de planejamento por parte das operadoras e pela falta de legislação específica e unificada para o setor, pois até o início deste mês, a burocracia para a construção de antenas poderia deixar as companhias aguardando até três anos. Durante um almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o ministro informou que a ideia de uma suspensão dos serviços de telecomunicações por falta de infraestrutura está completamente fora de questão e relatou que prepara medidas para alteração do sistema tributário do setor como solução a longo prazo:

Não vamos ter apagão coisa nenhuma. [...] Achamos que mexendo na tributação vamos desenvolver o setor e manter a arrecadação, pois os serviços vão se expandir.

O ministro também apresentou alguns números do setor e afirmou que a previsão é de crescimento recorde para o setor em 2012. Porém, para usuários dos serviços das operadoras como TIM, Vivo, Oi e Claro, o cenário de crescimento esbarra na má qualidade dos serviços, no baixo custo benefício e na limitação de planos de dados.

Somado a isso, o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e, como bem apontado pelo Economist, a demanda por uso de conexão de banda larga nos jogos de Londres foi sete vezes maior em relação a de Pequim, em 2008. Ou seja, a tendência é aumentar a necessidade e, com falta de planejamento e alta burocracia, o cenário de um apagão das teles no Brasil parece não ser carta fora do baralho.

Outro ponto levantado pela revista e que, na minha opinião, faz todo o sentido, é o fato de que o tão comentado leilão da rede 4G - que mais parece uma chance desesperada de tentar encontrar uma solução para os problemas do setor - pode ser posto em xeque, uma vez que “os vencedores eram na sua maioria empresas que não deram conta do crescimento da demanda da conexão 3G”, como afirmado pela revista.

Pela sua experiência diária de telefonia móvel no país, temos mesmo chances de sofrer um apagão do setor de telecomunicações ou isso é balela da mídia internacional?

Imagem: Economist

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