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Quais as intenções da Microsoft com a compra do Linkedin?

Se você não voltou de Marte há 15 minutos, deve saber que a Microsoft anunciou a compra do Linkedin, a maior rede social corporativa do mundo, por mais de US$ 26 bilhões. E, partir disso, fica a pergunta: qual seriam as intenções da fabricante do Windows com essa aquisição?

Alguns detalhes do acordo

Em comunicado oficial, a Microsoft afirmou que pagou US$ 196 por ação ao Linkedin, totalizando US$ 26,2 bilhões. De acordo com o documento, a rede social “manterá sua marca, cultura e independência”, e seu atual CEO, Jeff Weiner, será mantido no cargo, reportando-se diretamente a Satya Nadella, CEO da Microsoft. 

AndroidPIT Microsoft eats linkedin
Microsoft afirmou que pagou US$ 196 por ação ao Linkedin / © ANDROIDPIT

Ainda segundo o comunicado, a compra foi aprovada por unanimidade pelos Conselhos de Administração de ambas as empresas. Agora, o acordo precisa ser aprovado pelos acionistas do Linkedin, bem como passar por aprovações regulamentares dos órgãos reguladores.

Microsoft cada vez mais focada em empresas

A compra do Linkedin mostra uma Microsoft cada vez mais focada em atuar no mercado corporativo, de onde ela já obtém boa parte da sua receita. Ao que tudo indica, a empresa quer integrar cada vez mais produtos para este ambiente e a rede social fará parte dessa estratégia. 

Hoje a maior fonte de receitas da Microsoft vem da divisão de cloud computing e servidores

E isso faz sentido. Para se ter uma ideia, atualmente, o Windows é apenas a quarta fonte de receita da Microsoft, respondendo por apenas 10% do seu faturamento. Hoje, a galinha dos ovos de ouro da empresa é a sua divisão de cloud computing (Azure) e servidores.  

A segunda maior geradora de dividendos da empresa – e exceção ao cenário - é a unidade de games, puxada pela venda de Xboxes e de conteúdo no serviço online Xbox Live; a medalha de bronze fica por conta dos negócios gerados pelo pacote Office. E só depois destes três temos o Windows. 

O mobile também vai pelo caminho corporativo

Depois de fracassar com o Windows Phone, a ponto de anunciar a demissão de 1.850 funcionários do departamento de telefonia móvel, a Microsoft também resolveu direcionar o que restou dessa divisão para os clientes corporativos.

Para integrar a "parte mobile" nessa estratégia, a Microsoft usará, inicialmente, o Lumia 650 como carro-chefe. No entanto, um hardware mais “redondo” com o Windows 10 Mobile não chegará em 2016. 

windows 10 mobile
Windows 10 Mobile: a salvação pode estar no ambiente corporativo / © ANDROIDPIT

O plano é um "Ctrl + Alt + Del" para 2017, com um novo smartphone - talvez um Surface Phone - que consiga fechar todo esse arco de forma eficiente.  Com isso, o objetivo é oferecer pacotes integrados que privilegiem soluções de gerenciamento, segurança de dados e interoperabilidade. 

E isso inclui a integração do Linkedin, cujo tráfego proveniente de dispositivos móveis já chega a 60% do total de acessos.

E como o Linkedin entrará nessa estratégia corporativa da Microsoft? 

Ainda é cedo para descobrir como a Microsoft pretende ganhar dinheiro com o Linkedin, e as declarações dos CEOs de ambas as empresas, que você vê no vídeo abaixo, não ajudaram muito. Mas podemos tentar prever alguns movimentos.  

Para ativar as legendas em português, ative o Close Caption (CC) e, em seguida, clique no símbolo de Configurações (a pequena engrenagem ao lado do "CC"), clique em Subtitles > Auto-translate e escolha a opção "Português".

O primeiro deles é que é possível que ferramentas de produtividade e comunicação da Microsoft sejam integradas ao Linkedin. No vídeo, Satya Nadella, CEO da criadora do Windows, diz ser “um profundo admirador da produtividade, a partir de ferramentas e instrumentos de comunicação e que pegar esses instrumentos e conectá-lo a uma rede profissional pode tornar a vida dos seus usuários mais bem sucedida”.

Podemos associar isso a um trecho do comunicado oficial sobre a aquisição que diz que “juntos nós podemos acelerar o crescimento do LinkedIn, assim como do Microsoft Office 365 e Dynamics enquanto nós buscamos empoderar cada pessoa e organização do planeta."

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O que a Microsoft pretende ao comprar o Linkedin? / © Microsoft

Ou seja, é razoável prever que, em um futuro próximo, o LinkedIn ganhe a integração do Office 365em seu ambiente. Com isso, o usuário poderá criar e compartilhar textos (Word), planilhas (Excel) e apresentações (PowerPoint) dentro da rede social, bem como salvá-las na nuvem (OneDrive) e se comunicar diretamente com seus contatos profissionais via Skype. Todas essas funcionalidades podem ser incluídas no pacote Premium vendido pelo Linkedin aos seus usuários.

Além disso, com foco nas empresas que pagam para anunciar suas vagas no Linkedin, a integração com o Dynamics - a ferramenta de gestão de relacionamento com clientes (CRM) da Microsoft – também faz sentido. Com ela, as empresas clientes do Linkedin podem ter mais eficiência no compartilhamento de informações, segmentar candidatos, extrair e selecionar dados, entre outros recursos.  

Enfim, parece que dentro da sua estratégia de negócios corporativos, a Microsoft pode ter comprado a parceira certa para expandir. Aguardemos os resultados dessa operação. 

E o que você acha da compra do Linkedin pela Microsoft?
 

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