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Por que o YotaPhone é uma decepção?

No sábado, antes de voar para Barcelona, escrevi uma matéria cheia de expectativa sobre o YotaPhone e, depois do meu contato com o aparelho, minha expectativa virou zero! Não sei se foi pela forma como o aparelho me foi apresentado ou se foi porque não possui realmente nada de interessante. A ideia de ter um backup de informações para quando acabar a bateria do smartphone ou poder ler um livro utilizando a tecnologia e-ink é interessante, porém, não é um recurso que me faria comprar este smartphone. Faria você?

Eu realmente gosto de smartphones com tela grande.
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O e-ink é uma tecnologia que imita o papel convencional usando uma impressão eletrônica de textos e imagens, que podem ser apagadas ou alteradas a qualquer momento sem necessidade de um novo papel. Em resumo, é o princípio do funcionamento de um e-reader. O que diferencia o YotaPhone dos outros smartphones é este recurso.

O brasileiro é um povo conhecido por um gosto bastante original quando o assunto é recurso curioso, como assistir televisão no telefone ou maior potência de som, por exemplo, logo, quando conversei com o porta-voz da YotaPhone durante o MWC e disse que escrevia para o mercado brasileiro, os olhos dele brilharam. Segundo, Vladislav Martynov, existe interesse no mercado da América Latina, porém, assim como mencionei ontem no artigo sobre os smartphones da Sony para o primeiro semestre deste ano, tem que existir interesse das operadoras e um debate sobre as especificações do aparelho, como a versão do sistema operacional que o aparelho rodará.

O manuseio do dispositivo é um fator que deixa a desejar ou apenas causa estranhesa à primeira vista. Depois da explicação de Martynov, eu e mais dois colegas tivemos a oportunidade de utilizar o YotaPhone por alguns minutos e ambas as experiências foram capcioas. Para começar, os botões físicos são baseados em gestos:

1. Home - deslizar o dedo da direita para a esquerda:

2. Voltar - deslizar o dedo da direita até o centro:

3. Multi-tarefas - pressionar o dedo no centro:

4. Imprime a informação na tela e-paper - deslizar dois dedos sobre a tela de cima para baixo:

Algumas funções são interessantes, não posso negar. Como é o caso da impressão de informações importantes, como o bilhete de avião que pode ser acessado mesmo se o smartphone estiver sem bateria, ler livros como em um e-book ao sol ou mesmo “imprimir” e-mails e notificações importantes na tela e-paper deste aparelho dual-screen.

Porém, como disse no início, para o meu uso diário, este recurso não me faria comprar o YotaPhone.

Também é importante dizer que este é um protótipo e que ainda passará por melhorias, por isso, não vou nem mencionar o fato de que é lento e possui problemas com relação ao reconhecimento da tela de toque.

O YotaPhone é embalado por um processador Qualcomm Snapdragon MSM 8960 Dual Core  de 1.5 Ghz Krait, possui uma tela de 4.3 polegadas LCD com resolução de 1280 x 720 p (frontal) e uma tela e-paper de 200 ppi (traseira). A princípio, rodará com Android 4.2 Jelly Bean, oferece memória RAM de 2 GB, e memória interna de 32 ou 64 GB (não expansível). A bateria não é das piores, já que oferece 2100 mAh de energia. As câmeras são de 12 MP e HD, traseira e frontal, respectivamente, e o protótipo precisa melhorar muito neste sentido; a conexão é LTE e Wi-Fi e ainda tem conectividade Bluetooth.

O smartphone em si possui especificações excelentes, mas na mão o aparelho parece barato e frágil. Os comandos gestuais incomodam um pouco porque saem do lugar comum, o que para alguns pode ser instigante e para outros apenas incômodo.

Meus colegas do site francês chamaram o YotaPhone de “UFO no mundo do smartphones”, ainda não sei se esta é a melhor compação, porém, que este aparelho causa estranhesa, causa. Agora, caso o YotaPhone chegue ao mercado brasileiro, você acha que teria sucesso? Você compraria este smartphone? Por quê? Deixe-nos saber a sua opinião nos comentários abaixo.

O YotaPhone tem previsão de chegada ao mercado no segundo semestre de 2013 e o preço sugerido do aparelho é de 500 dólares, cerca de R$ 985 (este valor é apenas uma conversão cambial, não significa que se lançado no Brasil custará este valor).

Abaixo, você confere um vídeo hands-on do YotaPhone realiado durante o Mobile World Congress:

Link para o vídeo no YouTube.

6 Comentários

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  • Achei o Smartphone legal, adoraria ter um desses, mas vendo a sua analise do produto eu me decepcionei um pouco..
    Eu gostaria de ter a oportunidade de ter um pois apesar do que falam sobre a segunda tela(um diferencial) ele assim seria um ótimo telefone para mim, se ele realmente fizer o que os outros fazem.

    Pelo meu modo de pensar o designer não deixa a desejar (foi o que mais me chamou atenção) pelo menos ele não e tão feio quando o novo Nokia XL (lançado hoje com uma versão macabra do Android com visual de Win phone. Pelo meu ver aquilo e que é horrível) Eu gostaria muito de ter um em mãos.
    Preço atual dele 19.990,00 Rub -ou+ 1.400,00 BRL

  • Não acho que seja uma decepção - achei até interessante. Mas como já disseram, ele precisa de uma interface personalizada e realmente útil e de um hardware um pouquinho mais decente. Já a ideia dos gestos para os botões clássicos do Android 4 parece ser útil, pois o Google pede exatamente isso quando se vai desenvolver um aplicativo: a mobilidade e facilidade dada ao consumidor. Então, penso que talvez isso também venha a calha para a fabricante.
    Entendo que o aparelho pareça bizarro, já que seu design não é um dos melhores, mas não precisamos julgá-lo tão mal.
    No mais, cabe a nós esperar pelo lançamento oficial.

  • Acredito que existe espaço para um smartphone com tela E, mas não assim. Não um smartphone como outro qualquer apenas com a tela diferente.

    Teria que ser algo mais simples, um sistema altamente personalizado, para tirar proveito da tela. Se ele tiver as principais atividades que um usuário médio uso, em uma interface que não fique ruim na tela E, por que não? Daí incentivava um pouco fazer programas com a interface adaptada para ele. Mas não, querem fazer do jeito impossível.

    Eu até compraria um smartphone com tela E, se ele tivesse a interface bem adaptada e a bateria durasse pelo menos uma semana inteira.

  •   6

    Não é o tipo de inovação que me atrai.
    Com certeza não compraria, e nem indicaria.
    E dúvido que chegue ao mercado brasileiro, e se chegar vai vender tanto quanto os HTCs que rodavam por aqui.

  • Camila Rinaldi
    • Admin
    • Equipe
    1/mar/2013 Link para o comentário

    É difícil falar exatamente sobre o YotaPhone, mas quando você tem o aparelho nas mãos algo sobra e acho que isso é pior do que quando falta, pois quando falta algo você vai a procura do que é, já quando sobre, parece que você comprou gato por lebre!

    Mas acho que a ideia em si é bastante relevante, só falta melhorá-la! ;)

  •   60

    se tivesse 2 chips, seria um sucesso, rrsrsrsrs, realmente é uma incognita, pois ao mesmo tempo que a função e-reader não faz falta , ela é um direncial.

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