O AndroidPIT utiliza cookies para garantir que você tenha a melhor experiência no nosso site. OK
#throwbackthursday 182 Compartilhados 120 Comentários

Qual foi a versão do Android que mais marcou você? A minha foi o Gingerbread #TBT

Nesta semana, finalmente tivemos a liberação do Android 7.0 Nougat e a confirmação dos novos recursos do sistema operacional que mais gostamos no mundo. Com isso, e aproveitando que na semana passada escrevi sobre o meu primeiro smartphone, resolvi falar sobre uma das versões do Android que, ao mesmo tempo, me fez adorar e odiar a plataforma do Google: o Gingerbread!

A minha lua de mel com o Gingerbread

A versão 2.3 do Android foi anunciada junto com o Nexus S e, entre outros avanços, trouxe "melhorias na velocidade", "avanços no controle de energia" e "aprimoramentos nos gráficos do jogos". Se pararmos para analisar, as palavras usadas para descrever o novo SO em 2010 foram praticamente as mesmas que vimos na publicação do pessoal do Google nesta semana.

O Gingerbread podia ser dito, na época, uma grande plataforma

Na época em que foi anunciado, o Gingerbread também chegava com "a versão mais veloz já lançada". O sistema foi modificado para suportar temas com mais contraste e saturação, e lembro que apesar de hoje rever as características da interface do usuário e achar bastante tosca, em 2010 isso era inovação pura.

Antes de continuar, preciso dizer que a minha experiência com o Gingerbread veio em conjunto com a UI Sense da HTC, logo, não foi baseada no Android puro. Apesar disso, muitas das funções e recursos da UI traziam as otimizações do novo OS. Os menus, configurações e barras de status do sistema eram bem simples, mas super intuitivos ao mesmo tempo:

gingerbread UI
Minha experiência com o Gingerbread veio em conjunto com a UI HTC Sense / © AndroidPIT

Em comparação com as versões anteriores do Android, o Gingerbread podia ser sido, na época, uma grande plataforma. Os desenvolvedores do Google implementaram o suporte para NFC, um novo sistema de autocorreção, tornou mais simples o processo de copiar e colar palavras e textos, trouxe um maior controle de aplicativos, ofereceram atalhos no menu de opções e na tela inicial, e ainda tornaram possível fechar aplicativos em execução a partir deste mesmo menu.

E foi no Gingerbread que o processo de realizar ligações pela internet (por meio de contatos SIP) se tornava uma realidade, bem como o acesso dos aplicativos às câmeras. Lembro que o primeiro app que utilizei no celular para fazer chamadas usando a minha conexão de internet (e apenas ela) foi o Viber, e eu achava o serviço sensacional. Até porque chamadas do telefone fixo da Alemanha para o Brasil eram super caras.

gingerbread play store viber
O Gingerbread permitia fazer chamadas usando a conexão de internet / © AndroidPIT

O Gingerbread tinha um método de controle de aplicativos que oferecia uma maior autonomia da bateria ao fechá-los quando necessário, direcionando os recursos de processamento somente quando era preciso. E hoje, nós ainda conseguimos reclamar do Modo Doze! 

Lembro que algo realmente inovador no Gingerbread eram os relatórios de consumo de energia dos aplicativos, algo que hoje pode até passar batido para alguns usuários, mas em 2010 era uma evolução e tanto. Afinal de contas, quem não gosta de saber exatamente quais aplicativos estão drenando a bateria do aparelho?

gingerbread tbt app
Aplicativos de música, como o Sound Cloud, além do AccuWeather deixavam a minha experiência com o software ainda mais legal / © AndroidPIT

Enfim, o Gingerbread era um sistema operacional intuitivo, com uma UI mais conservadora em relação às cores do que o Android 7.0 Nougat, por exemplo. Ele trazia recursos realmente necessários ao usuário, como o NFC e as ligações pela internet, as animações do sistema ganhavam mais consistência e, digo sem medo, essa versão do SO tinha aquele "jeitão" de sistema operacional evoluído. Contudo, ela caiu em desgraça logo depois.

O meu inferno com o Gingerbread

O Gingerbread ficou muito tempo entre nós. A desastrosa ideia do Google de lançar duas versões do sistema operacional por ano, fez com que a versão 2.3 do Android estivesse defasada três meses depois do seu lançamento. Ele chegou em dezembro de 2010 e, em fevereiro de 2011, o pessoal do Google lançava o Android 3.0 Honeycomb.

Lembro de escrever vários artigos falando do desleixo das fabricantes em relação ao update do sistema dos aparelhos que rodavam com o Gingerbread, e isso estava sendo publicado em 2012, praticamente dois anos após o anúncio oficial do Android 2.3. A HTC, por exemplo, disse que não ia atualizar o meu Desire HD. E, em setembro de 2012, o Gingerbread ainda rodava em mais de 57% dos smartphones Android, sendo que a sua versão mais recente era a Jelly Bean.

Em março de 2014, o Gingerbread ainda aparecia com 19% da fragmentação do Android. Hoje, 25 de agosto de 2016, o Gingerbread ainda aparece com 1,7% de representatividade no gráfico de distribuição do SO, entregue mensalmente pela Google.

Depois de um tempo, claro, já havia percebido que não dava mais para ficar com o Gingerbread, e tive que deixá-lo ir. Contudo, apesar de ter ficado estagnada com um aparelho rodando uma versão defasada do Android por um bom tempo, não posso dizer que a minha experiência com ele foi ruim ou que o sistema era péssimo. Aliás, assistindo ao vídeo publicado em 2010, no qual os desenvolvedores apresentam as funções do sistema, me bateu uma certa nostalgia:

E aí, qual foi a versão do Android que mais marcou a sua experiência?


Throwback Thursday (#TBT), em português, seria algo como Quinta-feira de Retrocesso. Trata-se de um hashtag que se utiliza para, a cada quinta-feira, as pessoas postarem fotos, vídeos ou qualquer assuntos que tenha acontecido há algum tempo. Toda quinta-feira, você irá acompanhar aqui no AndroidPIT experiências passadas de nossos editores com smartphones, gadgets e tablets. Fique ligado!

120 Comentários

Escreva um comentário:
Mostrar todos os comentários

O AndroidPIT utiliza cookies para garantir que você tenha a melhor experiência no nosso site. Mais informações

Entendi