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Tablets e Smartphones podem representar perigo para crianças?

No hype em torno da tecnologia de ponta mais recente, temos a tendência de, como sociedade, olhar mais para o “impressionante” que para o “preocupante”. Novas telas, processadores mais rápidos, dispositivos mais baratos - parece que quase todo mundo está em êxtase com o fato de que os aparelhos estão se tornando parte de nossas vidas diárias. Deixando de lado o jornalismo tecnológico puro, existem questões importantes a serem pensadas sobre o impacto de tablets e smartphones sobre os membros mais vulneráveis ​​da sociedade: as crianças e os bebês. Dispositivos touchscreen têm impacto negativo sobre o cérebro das crianças?

Uma Experiência Pessoal

Há duas semanas estive de férias na Espanha e, durante um dos meus passeios turísticos à Casa Battló uma cena me chamou muito a atenção: uma senhora - entre 70 e 80 anos - levava a neta - de 3 à 5 anos - para um tour no prédio. Até aí nada de anormal, mas a cada nova sala ou andar a criança tirava fotos, editava e publicava no Instagram, enquanto a avó pedia para que ela prestasse mais atenção na obra do arquiteto catalão. Se a criança tem idade ou não para perceber aquele tipo de trabalho não é a questão aqui, o que me chamou a atenção é que a relação dela com o smartphone parecia bem mais resolvida do que o fato de passar um tempo de qualidade com a avó.

É claro que as crianças ficam expostas a smartphones e tablets já que estes dispositivos são extremamente utilizados pelos adultos. O mundo interativo é um universo em descoberta para nós, adultos, imagine o que pode significar para uma criança. Entretanto, uma pergunta ainda permanece na minha cabeça sobre a cena que acabo de descrever: o que levava aquela criança a publicar imagens em tempo real, desgovernadamente, em vez de correr pelos cômodos, brincar com as colunas e os efeitos de luz e se deslumbrar com as formas?

O que faz a Ciência?

Assim como as pessoas se perguntam sobre o impacto da televisão sobre os corações e mentes da nossa geração, os pesquisadores e médicos estão começando a olhar para os efeitos do uso de smartphones e tablet entre as crianças. Pediatras americanos repetem a mesma coisa há muito tempo: crianças menores de 2 anos de idade não devem ser autorizadas a assistir a qualquer programa de TV. Porém, será que o mesmo pode ser levado em consideração quando o assunto é tablets e smartphones?

Como é frequente nestes casos, a investigação ainda corre a passos lentos e ainda não pode fornecer uma resposta definitiva. Entretanto, os principais especialistas da UCLA e de Harvard acreditam que as consequências de deixar crianças brincando com smartphones e tablets ainda muito jovens podem gerar uma relação superficial entre pais e filhos, poucas conversas e interações sociais. Distrair uma criança jovem, com uma tela brilhante poderia ter um impacto negativo sobre a capacidade de aprendizado, bem como de organização e tomada de decisões. Mesmo bebês de um ano de idade já estão aprendendo a “swype” antes mesmo de andar:

Infelizmente, um número muito grande de pais - mais de 70%, com base em um estudo da Kid Industries - erroneamente acreditam que os tablets realmente têm efeito positivo sobre seus filhos. Alguns de nós são levados a acreditar que os aplicativos educativos são de alguma forma até consideráveis, mesmo não sendo benéficos. O veredicto ainda está em apps educacionais, mas existem chances de que este “pensamento positivo” usado como justificativa possa no fundo ser uma desculpa para passar menos tempo de qualidade com as crianças. A falta de pesquisas relevantes sobre os perigos do uso de tablets e smartphones entre as crianças ainda não é suficiente para que pais evitem que seus filhos joguem em seus dispositivos touchscreen: mais de 52% das crianças já tiveram contato com dispositivos como tablets e afins.

O que devemos fazer sobre isso?

Embora possa demorar alguns anos para que tenhamos resultados concretos destas pesquisas (vários estudos estão sendo realizados no momento), é importante para os educadores e os pais pensem duas vezes antes de permitir que os pequenos joguem em seus dispositivos móveis. Estes aparelhos poderosos devem ser levados a sério e não como "babás digitais". As crianças devem, de preferência, aprender através das interações face-a-face e usando a própria imaginação em vez de jogar Angry Birds. Se você precisa manter seu filho feliz durante um vôo transatlântico longo, certifique-se de limitar o uso destes dispositivos por 20 minutos. A questão aqui não é proibir, mas educar.

E por favor, converse com seus filhos, conte histórias, faça caminhadas, pule e divirta-se. Em seguida, uma sessão de 10 minutos com um tablet não vai parecer um crime.

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