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Precisamos mesmo da volta do RAZR V3?

Na semana passada, a Lenovo divulgou um vídeo em seu canal no YouTube que mexeu com a curiosidade de muita gente: isso porque a peça deu a entender que um dos celulares mais icônicos da Motorola poderia voltar: o RAZR V3. Isso deixou muitos fãs da marca atiçados, mas, cabe a pergunta: será que precisamos da volta desse tipo de aparelho?

Faço essa pergunta porque realmente fiquei pensando por muito tempo em como a volta de um aparelho icônico como esse poderia representar algum tipo de evolução no mercado de smartphones. Lançado em 2004, o RAZR V3 foi um marco no mercado de telefonia, o sétimo celular mais vendido da história, com 130 milhões de unidades e conta com um design belíssimo. 

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RAZR V3: 130 milhões de unidades vendidas mundo afora / © Amazon.com

Épocas diferentes, necessidades diferentes

O problema é que o RAZR V3 deu muito certo porque  atendia a uma necessidade da época, quando as fabricantes disputavam entre si para ver quem lançava os menores celulares e que fossem, ao mesmo tempo, funcionais. Hoje, a disputa é outra e envolve outros fatores: melhor processamento, câmera, bateria com mais autonomia, qualidade de tela, suporte a aplicativos, quem tem o sistema operacional mais atualizado, etc. 

Atender a uma parcela nostálgica do público justificaria o investimento para promover o retorno do RAZR V3?

Claro que a Lenovo pode lançar uma versão totalmente repaginada. Um “RAZR V3 2.0” pode aparecer como um modelo flip, com duas telas touchscreen e configurações robustas, como é o caso do G9198, da Samsung. Mas ainda assim não consigo vê-lo como um aparelho que atenda às necessidades do público atual, a não ser dos mais saudosistas. 

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Samsung G9198: o aparelho tem o mesmo conceito do RAZR V3, mas não fez muito sucesso / © Samsung

E se o argumento for de que o novo RAZR V3 chegaria para competir pelo mercado de smartphones com telas menores, como é o caso do iPhone SE, respondo o seguinte: o telefone da Apple não abandonou sua proposta original de design. Apenas ajustou o tamanho da tela, para que isso tivesse impacto no preço e atendesse ao público que quer gastar pouco em um telefone. Um RAZR voltaria com uma proposta que talvez, não caiba mais nos dias de hoje. 

À propósito, não há notícias de que o G9198, da Samsung, tenha feito um sucesso estrondoso no mercado asiático até agora. E isso porque ele foi lançado há quase um ano.  

Você estaria disposto a comprar um RAZR V3?

Conclusão

Claro que o vídeo apresentado pela Lenovo não diz muita coisa e pode ser apenas uma (bem sacada) jogada de marketing. E possível que a empresa chinesa esteja usando a peça como um termômetro para ver como seria a receptividade do público diante de uma eventual volta. 

Mas mesmo assim considero a volta do RAZR V3 totalmente desnecessária. Ela atenderia a uma parcela muito pequena dos consumidores – os nostálgicos de plantão – e que não justificaria o investimento para promover o retorno do modelo. 

Mal comparando, é como o público que ficou empolgado com a volta dos vinis. Ainda que os LPs tenham uma melhor qualidade de som, não seria melhor investir tempo e dinheiro no desenvolvimento de um formato digital que entregasse um áudio de melhor qualidade ao invés de comprar uma vitrola?

Enfim, gosto é gosto. 

E o que você acha de uma eventual volta do RAZR V3 ao mercado?
 

Os comentários favoritos dos leitores

  • Thiago Fernandes há 6 meses

    Ahhhhhhh, o V3...
    O meu "i" foi direto dar um mergulho na privada em pleno carnaval! Ainda mijei nele sem perceber!
    Esses álcooltecimentos da vida sempre gera algum prejuízo!
    Hahahahahaha
    Durou nada mais, nada menos q 3 meses de vida!
    Q descanse em paz nos braços do deus Mobile!

74 Comentários

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