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Verizon compra Yahoo: não existem intocáveis no mercado de TI

Nesta segunda-feira (25/7), a operadora norte-americana Verizon anunciou a compra do Yahoo, uma das maiores empresas de internet do mundo e que dominou esse mercado na era pré-Google. A aquisição gira em torno de US$ 4,8 bilhões e inclui não só a divisão web da companhia, mas também os imóveis onde estão localizados os seus escritórios. 

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Segundo agências de notícias como Bloomberg e Reuters – citando analistas de mercado e fontes envolvidas no negócio – a ideia da Verizon é ambiciosa: concorrer com Google e Facebook no mercado de publicidade online. Para isso, ela espera criar uma integração entre Yahoo e a AOL, outra empresa que já foi gigante no setor de internet e que também foi comprada pela operadora. 

Com a compra do Yahoo, a Verizon terá a terceira maior plataforma de anúncios online do mundo, ficando (bem) atrás da Big G e da rede social de Mark Zuckerberg. Além disso, o Yahoo também vai reforçar a área de conteúdo da operadora norte-americana - principalmente em vídeos - focado em smartphones e outros dispositivos mobile. 

Opinion by Rui Maciel
O Yahoo descobriu da pior forma que o mercado pune quem tenta viver apenas do nome.
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Para completar, os serviços do Yahoo (messenger, e-mail, etc), que são usados por mais de 1 bilhão de pessoas, o tornam um mercado em potencial para ser explorado na área de anúncios segmentados. 

E pensar que o Yahoo poderia ser dono de uma certa empresa que começa com G...

Os mais novos não fazem ideia, mas, se você era um adolescente ou adulto no final da década de 90, deve se lembrar: o Yahoo era a empresa dominante da internet mundial, uma espécie de Google da época.  A empresa tinha uma aura descolada, o melhor mecanismo de busca, e-mail e messenger extremamente populares, ótimo portal de notícias e sobreviveu firme e forte ao estouro da bolha digital no começo dos anos 2000. 

A empresa começou a ir ladeira abaixo a partir de 2002, quando tentou comprar um “tal” de Google. Naquele ano, seus fundadores, Larry Page e Sergei Brin, queriam vender a companhia e seu promissor mecanismo de busca – que, inclusive era usado pelo próprio Yahoo - por US$ 5 bilhões. Terry Semel, CEO da companhia na época, ofereceu “apenas” US$ 3 bilhões e mais nada. 

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O Yahoo gastou US$ 1 bilhão para comprar o Tumblr. E não soube o que fazer com ele / © ANDROIDPIT

O negócio não foi adiante e, a partir daí, todos sabemos o que aconteceu. Hoje, o Google vale mais de meio trilhão de dólares, mais de 10x o valor do Yahoo (se considerarmos a participação dessa última no Yahoo Japão e na gigante chinesa de comércio Alibaba, que não foram vendidas a Verizon). 

O mercado não perdoa quem fica estacionado. E prova que nome não ganha jogo

O fato é que a decadência do Yahoo só pode ser creditada à própria empresa. Ela não soube criar um algoritmo mais eficiente que o do Google para aperfeiçoar seu mecanismo de buscas (hoje a empresa usa o motor do Bing, da Microsoft); tentou criar formatos inovadores de anúncios no setor de publicidade online apenas quando seus rivais já estavam muito a frente; não acompanhou o crescimento das redes sociais e foi engolida pelo Facebook. 

Além disso, gastou dinheiro a rodo para comprar diversas empresas de tecnologia com potencial, como o Tumbrl e o Flickr, sem saber muito bem o que fazer com elas. E não sabe até hoje. Não conseguiu ainda criar produtos para o mercado mobile, que é o setor que mais cresce atualmente. Para completar, tentou investir em conteúdo (ato louvável, diga-se) e também se deu mal: a companhia registrou um prejuízo de US$ 42 milhões nessa divisão.

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Marissa Mayer: a atual CEO foi a última tentativa do Yahoo de voltar ao topo / © Yahoo

A última tentativa do Yahoo de tentar retomar o topo entre as gigantes da internet (ou, ao menos, chegar perto delas) foi a contratação de Marissa Mayer, que foi vice-presidente de produtos do Google e é uma cientista de computação. Logo, poucas pessoas seriam mais qualificadas para tirar a empresa do buraco, certo?

Errado. Mesmo promovendo cortes no quadro de funcionários, fechando produtos da marca que eram considerados pouco lucrativos (leia-se davam prejuízo) e continuando a comprar empresas promissoras de internet, Mayer não conseguiu reverter o cenário. E, inclusive, sofreu acusações de esbanjar dinheiro da empresa de forma desnecessária, mais precisamente em festas do Yahoo. No evento de Natal, por exemplo, ela teria gasto US$ 7 milhões. 

E pensar que, em 2008, a Microsoft tentou comprar o Yahoo por US$ 44,8 bilhões e seus fundadores recusaram a oferta. 

Se arrependimento matasse...

Você ainda usa algum produto do Yahoo?

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