Será a Alcatel a fabricante que nos brindará com um Android Go no Brasil?

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Emily Canto Nunes

A gente não fala muito dela aqui mas, nesta última MWC, ela lançou não um, mas sete novos smartphones. Entrar no mercado brasileiro não é tarefa fácil, Xiaomi que o diga, mas aos poucos, ela estão não apenas se tornando mais conhecida, como conquistando mercado, ali entre os dispositivos móveis de entrada. De quem estamos falando? Alcatel, é claro. 

Nos outros anos, a Alcatel fez mais alarde dos seus lançamentos em Barcelona, na Espanha – pelo menos conosco, jornalistas brasileiros. Desta vez, não vi muito barulho, não. Depois de uma reestruturação da operação no Brasil, a Alcatel parece mais focada em dominar o segmento de smartphones de entrada, abaixo de R$ 1.000, do que fazer propaganda ou publicidade.

Na MWC, como eu disse, foram sete lançamentos. Eu sempre me pergunto: para que tanto? Mas daí, se tratando de Alcatel, logo lembro da estratégia deles: ser a Samsung de antigamente ao oferecer opções para literalmente todos os bolsos. Não raro encontramos no mercado aparelhos com diferenças na casa dos R$ 50 entre um e outro.

Alcatel Serie 1, Serie 3 e Serie 5

São três linhas: Serie 1, Serie 3 e Serie 5. O Alcatel 5 é o top da vez e vai custar em torno de US$ 370, cerca de R$ 1.000 na conversão direta. O Alcatel 5 por enquanto é só um produto: tela de 5,7 polegadas 18:9, corpo de metal, câmera dupla na frente (13 MP e 5 MP) e uma câmera com um ângulo maior na traseira (13 MP). Além disso, ele tem sensor de impressão digital na traseira e um recurso de reconhecimento facial. Com MediaTek 6750, ele tem 3 GB de RAM, 32 GB de memória, 3.000 mAh rodando Android Nougat, a sétima versão. 

Alcatel Serie 5 / © AndroidPIT

Na série 3, são quatro aparelhos: 3, 3C, 3V e 3X, todos com tela na proporção 18:9, HD, sensor de impressão digital e reconhecimento facial. Os preços ficam abaixo de US$ 200, em torno de R$ 700. Do mais poderoso para o menos:

  • Alcatel 3X: tela de 5,7 polegadas, processador Quad-core, 3 GB de RAM e 32 GB de memória, 3.000 mAh de bateria, câmera frontal de 5 MP, câmera traseira de 13 MP e 5 MP. Android Nougat.
  • Alcatel 3V: tela de 6 polegadas, processador Quad-core, 2 GB de RAM, 16 GB de memória, 3.000 mAh de bateria. Câmera frontal de 5 MP e traseira dupla de 12 MP e 2 MP (sério?). Android Oreo.
  • Alcatel 3C: tela de 6 polegadas, processador Octa-core MediaTek 6753, 3 GB de RAM, 16 GB de memória, 2.800 mAh de bateria. Câmera frontal de 5 MP, traseira de 8 MP. Com Android Nougat.
  • Alcatel 3: tela de 5,5 polegadas, processador Quad-core, 2 GB de RAM e 16 GB de memória, 3.000 mAh de bateria. Câmera frontal de 5 MP, 13 MP na câmera frontal. Com Android Oreo.

Por fim, a Serie 1, com dois produtos: Android 1C e o 1X, abaixo de US$ 125, cerca de R$ 500 na conversão direta. 

  • Alcatel 1C: tela de 6 polegadas, processador Quad-core, 2 GB de RAM e 16 GB de memória, 3.000 mAh de bateria, câmera frontal de 5 MP e traseira dupla de 12 MP e 2 MP (sério, o que se faz com essa câmera de 2 megapixels?). Android Oreo.
  • Alcatel 1X: processador Quad-core MediaTek 6580, com 1 GB de RAM e 16 GB de memória, bateria de 2.460 mAh, câmera frontal de 5 MP e traseira de 8 MP. Android Oreo Go Edition.

Android Go, please come to Brazil

Porém, minha aposta para o Brasil é no Alcatel 1X, um aparelho bem básico mas que, adivinhe, vem com Android One. E que se vier para o Brasil seria o primeiro com o sistema operacional mais leve da Google, e certamente teria algum apoio da Big G por aqui. 

Alcatel 1X/ © AndroidPIT

Eu tive a oportunidade de ver o produto de perto e é claro que ele é bem simples. Mas vir com Android One é mais do que vir com uma plataforma otimizada para aquele hardware, é vir com Android Puro. Sim, eu sei, é uma outra versão do sistema operacional, ainda assim é muito legal ver um aparelho rodando a plataforma pura, como a Google desenvolveu, apenas com aplicativos otimizados, como YouTube Go, e versões Lite de outros, como Facebook Lite. Além deles, tem apps para mercados emergentes como File Go, um Chrome otimizado, assim como uma Google Play e um Gboard, o teclado.

É claro que a Google quer vender mais aparelhos com seus parceiros ao lançar o Android Go. Porém, por outro lado, o do usuário, isso também é positivo, uma vez que as pessoas podem ter uma primeira experiência com smartphones que seja menos traumática do que é normalmente com aparelhos de entrada cheios de blotware.

Alcatel, traz um Android Go para nós?

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