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Básico 4 min para ler 6 Comentários

AOSP (Android Open Source Project): saiba o que é e para que serve

O Android é um sistema operacional de código aberto. Mas, antes do mundo poder colaborar com o ele, o projeto passa pelas mãos do Google. O Big G colabora com uma série de fabricantes de smartphones para produzir um código open source que será a base dos nossos aparelhos. E foi assim que começou o Android Open Source Project ou, simplesmente, AOSP.

AOSP - Android Open Source Project

Como você já deve ter percebido a sigla AOSP é o acrônimo de Android Open Source, ou, "Projeto de código aberto Android", em português. Esta é a plataforma do Google que é distribuída às fabricantes e desenvolvedores independentes, responsáveis por adaptá-lo para os seus dispositivos.

O AOSP também é conhecido como o "Android puro", termo usado para descrever o Android antes das modificações feitas por terceiros. E que também é o mais parecido com o sistema que o Google coloca em seus dispositivos Pixel.

AndroidPIT google pixel 3 pixel 2 front
Pixel 2 e Pixel 3 são dois dispositivos que usam versões quase AOSP do Android / © AndroidPIT

Quando a sigla é usada para descrever uma ROM, quer dizer que esta versão do sistema operacional Android está baseada no código-fonte saído diretamente do Google, sem que ninguém tenha colocado as mãozinhas nele antes do desenvolvedor.

Da baunilha às fabricantes

Não, não é o nome de uma novela mexicana. O Google apelidou carinhosamente de Vanilla (ou baunilha) a versão do Android puro que compartilha com as empresas. Com este código em mãos, as fabricantes modificam e adicionam adaptações e sua camada de personalização ao hardware dos seus aparelhos.

Ou seja, o Android mais puro de todos seria a versão Vanilla e cada edição do sistema que vemos em um dispositivo é uma versão modificada da mesma. Os antigos Nexus, por exemplo, não tinham nenhuma função extra sobre a versão inicial, mas incluíam os GApps (apps do Google), que não fazem parte do código aberto. O mesmo acontecia com os aparelhos da linha Moto. Os aplicativos que você via no dispositivo são desenvolvidos pela Motorola.

O sistema embarcado nos Pixels não é o Vanilla, o AOSP. Isso porque o próprio Google pega a versão Vannila do Android e coloca funções especiais para seus aparelhos. Por isso que o launcher dos Pixels se chama Pixel Launcher, e também por isso que eles trazem os GApps.

Para utilizar os GApps, as outras fabricantes precisam pagar ao Google, embora o AOSP seja gratuito. É assim que o Google acaba rentabilizando seu sistema.

android aosp
Todas as camadas de software do Android / © Google

Em casos extremos, temos como exemplo a Samsung e Huawei, que transformam tanto o código do Google a ponto de torná-lo quase irreconhecível e, inclusive, têm seus próprios nomes para a interface. Todas as versões finais que se encontram nos aparelhos são chamadas de OEM releases. OEM é a sigla para Original Equipment Manufacturer ou ("Fabricante de equipamentos originais" em português), e releases são as versões.

Estas edições finais são uma mistura da versão baunilha do código aberto do Google e o código particular ou fechado das fabricantes de dispositivos ou de algum dos seus componentes, como é o caso da Qualcomm.

ROMs baseadas em AOSP

Muitas das ROMs que você encontra pela internet levam o AOSP como sobrenome. Isso significa que os desenvolvedores colocaram os drivers do hardware do dispositivo (normalmente livres) e seus próprios apps no código aberto do Android.

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A Paranoid está baseada no AOSP / © ANDROIDPIT

Há vários projetos de ROMs customizadas baseados em AOSP. Todos estes têm algo em comum, que é tentar liberar ainda mais o SO Android, sem a influência do Google. Claro que a sua missão também é melhorar o rendimento do dispositivo e livrá-lo de bloatwares. Sendo assim, as ROMs customizadas melhoram a qualidade do smartphone em comparação com o sistema operacional que o mesmo traz de fábrica.

E você, o que acha da estratégia do Google de compartilhar o código base com todas as fabricantes?

6 Comentários

Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

  • Faltou uma informação na matéria que eu gostaria que o Bruno ou outra pessoa me respondesse:
    Quem tornou o Android Open Source? Foram os criadores antes da Google comprar? Foi a Google depois de comprar? Ou foi um processo automático e obrigatório por ele ser baseado em Linux?


  • É uma boa iniciativa do Big G, visto que, isso só vem para corroborar para que as atualizações ocorram de forma bem mais rápida para os dispositivos.


    • Bem, você acabou de demonstrar que não leu nada sobre o tema. Por causa das modificações feitas pelas fabricantes de celular, é que demora para as atualizações chegarem.
      E mais, em muitos nem chegam, por causa da obsolência programada.
      Leia mais.


  •   42
    Conta desativada há 1 mês Link para o comentário

    Por um lado, a vantagem de compartilhamento do código-fonte AOSP para nós, usuários, é sempre ter disponível aos nossos olhos uma diversidade gigante de aparelhos, funcionalidades e extras exclusivos que permitem-nos escolher o que mais corresponde ao nosso uso. Modularidade, IA, RA, RV e suporte a milhares de aparelhos e funções com as mais diversas opções de software se encaixam nesta menção. Claro que nem todas oferecerão sempre os mesmos atributos, mas o simples fato de se ter uma versão do Android diferenciada da tradicional que utilizamos é comprometedor na decisão de compra de um smartphone. Além de claro, tornar qualquer tipo de aparelho inteligente. Acredito que se não fosse pelo código-fonte liberado hoje, não existiria smart thing, vestível ou werable tornando o nosso dia muito mais prático e produtivo.
    Por outro lado, a distribuição do código-fonte acaba gerando problemas muito grandes envolvendo a tão dita fragmentação, gerando conflitos intensos em atualizações de software - problema enfrentado por quase 90% de todas as fabricantes oficiais no planeta -, desvalorizações imprevistas de dispositivos equipados com o sistema, visto que o Google recomenda apenas 24 meses de suporte, incompatibildade com peças e componentes, comprometendo de uma maneira negativa o usuário mais básico, que procura um aparelho para o uso a longo prazo. E, claro, são geradas oportunidades muito grandes para cibercriminosos agirem, visto que um código-fonte aberto serve como plataforma de desenvolvimento para materiais nocivos e perigosos.

    Curto muito a interface nativa do sistema, mas não a usaria novamente.