Apareceu a margarida: Fuchsia deve ser o ecossistema do Google

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Emily Canto Nunes

Eis que apareceu a Margarida. Pelo menos é o que acha a internet, mais precisamente um usuário do Reddit que teria descoberto um site no qual é possível dar uma olhada, assim, bem de leve, naquele que deve ser o novo sistema operacional da gigante das buscas, o Google Fuchsia. Mas antes que você se anime, aviso que, basicamente, são duas telas apenas: uma do que seria o aparelho travado e outra uma espécie de tela inicial.

A tela travada só mostra a hora, mas a tela inicial traz espaço para apps e uma solução semelhante aos cards do Google Now, o que nos dá pistas sobre a intenção do Google em ter um sistema que funcione em ecossistema. Pensou na Apple? Sim, é isso. Como lembrou Michal Pisarski no blog 10 Clouds, o sucesso de muitos serviços da Google depende do Windows e até da Apple.

E todo mundo sabe que a Microsoft está tentando empurrar aos seus usuários o Office ao invés do Google Docs, o Bing no lugar da pesquisa do Google. Isso sem falar que a Google já paga bilhões de dólares por ano apenas para ser o mecanismo de busca padrão em iPhones. Com a chegada do Fuchsia, a empresa pode pegar alguns desses usuários casuais da Microsoft e fechá-los em seu ecossistema em vários dispositivos. Como faz a Apple com sua plataforma e que, vale lembrar, muitos usuários adoram. 

Suposta cara do Fuchsia / © AndroidPIT (captura de tela)

Sabemos que a Google tentou transformar o Android em um ecossistema, mas que não deu certo e que a solução foi ter mais de um sistema operacional rodando por aí. Android nos smartphones, Android na TV, mas Chrome OS nos chormebooks e uma versão dele nos Chromecasts. E quem acompanha o mercado, por mais que ame o robozinho verde, sabe que Android foi projetado em uma outra época, com diferentes propósitos.

E por mais que a plataforma tenha evoluído, existem coisas que não podem ser refeitas, e uma delas é essa integração entre plataformas e diferentes tipos de equipamentos. Algo que a concorrente Apple faz muito bem. Logo, o Fuchsia pode ser uma chance de apertar o botão de reset e começar do zero. Uma chance de criar um sistema com uma integração perfeita e que será o lar do ecossistema do Google em smartphones, tablets e notebooks e o que mais for criado.

E o que mais sabemos? Na verdade, já existe uma versão do desenvolvedor que pode ser instalada no Google Pixelbook, mas ela é bem antiga. Porém, é provável que tenha sido em cima dela que esse site que vemos aí foi criado, logo, não há certeza de que essa será a interface, apenas pistas. 

Mas e quando veremos o Fuchsia de verdade? Dizem que lá por 2020... então senta aí e só observa.

Fonte: 10clouds, BGR

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