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Motorola: quais desafios ela precisa superar em 2019?

Esse ano, a Motorola completou 90 anos. Uma empresa que começou com rádios para carros evoluiu para se tornar uma das maiores do mundo em tecnologia, e depois definhou até ser comprada e passada de mão em mão entre empresas. Hoje com a Lenovo, ela ainda é um ícone, mas precisa ultrapassar obstáculos para se sobressair novamente.

Assim como fizemos com a Asus dias atrás (veja o artigo abaixo), hoje trago aqui os três maiores desafios da empresa antes americana e agora chinesa para 2019, com foco em nosso país, um dos mercados mais importantes para eles. Talvez, o mais importante. Mas se somos tão especiais assim, o que houve com a linha Moto G?

1. Tornar o Moto G chocante de novo

Quem está ligado no meio da tecnologia móvel há pelo menos 6 anos se lembra do frisson causado pelo primeiro Moto G, em 2013. Um aparelho pequeno, de plástico, mas com um sistema rápido e fluido, terminando em um custo benefício arrasador para a época. E, ainda por cima, cuidado pelo Google.

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A segunda geração do Moto G / © AndroidPIT por Stella Dauer

A segunda e a terceira geração tentaram repetir, com certo sucesso, o mesmo furacão. Na quarta geração já estávamos nos perguntando o que estava acontecendo e no Moto G5, já não reconhecíamos mais aquele pequeno guerreiro que tanto gostamos. A sexta geração, agora em 2018, veio para sedimentar de vez a mudança da linha para algo ais elegante e poderoso.

Porém, não é bem isso o que estávamos esperando. É fato que a Motorola continua em segundo lugar, bem folgadamente em relação à terceira LG, quando o assunto são vendas, e o Moto G ainda vende muito bem obrigado. Porém, é um combustível finito o que a nova dona Lenovo está gastando, e pode ser que deixe de funcionar em breve.

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Esse deverá ser o Moto G7 / © Mr Gizmo

Com os últimos vazamentos sobre o Moto G7, já podemos ver que essa linha continuará de onde parou o Moto G6, mas não custa nada esperarmos por uma nova linha que traga de volta o sonhado custo benefício de volta. A Xiaomi, com o Pocophone, já mostrou que isso é possível com high ends, e a Motorola, com a expertise que tem, poderia mostrar que isso ainda é possível também com intermediários, não é mesmo?

2. Voltar a entregar atualizações rápidas

Outra coisa que faz os fãs da Motorola chorarem baixinho antes de dormir é o fim das atualizações rápidas. Com os primeiros Moto G e Moto X, a Motorola, junto do Google, mostrou que era possível manter um cronograma de atualizações rápido e eficiente.

Com a Lenovo, isso foi se perdendo pouco a pouco, ao ponto de a marca nem ser mais uma referência hoje em dia. Outras empresas, como a Samsung e a Sony, já estão mostrando maior velocidade nesse quesito. Seria isso devido à um inchaço do portfólio? Muitos aparelhos quando antigamente tínhamos apenas E, G e X?

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Moto G6 rodando beta do Android Pie / © AndroidPIT (captura de tela)

É difícil saber, mas esse é um caminho. Talvez, com menos produtos, a empresa possa retomar seu ritmo, e oferecer esse serviço que é tão caro a quem entende o mínimo de smartphones. Atualizações fazem seu dinheiro gasto valer a pena, você se sente lembrado pela empresa para a qual você deu seu suado dinheiro e, obviamente garante a segurança dos seus preciosos dados.

3. Se alinhar novamente com o brasileiro, o seu mais importante

Esses dois desafios mostram o óbvio: a Motorola ainda faz um sucesso tremendo no Brasil, mas até quando? A ameaça da LG e da Asus parece pequena, mas e se tivermos a entrada oficial de qualquer chinesa por aqui? E se chega uma Huawei, Oppo, Xiaomi (de novo)?

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Queremos o One Power no Brasil! / © AndroidPIT

Quem importa smartphones não o faz somente por preço. Faz procurando melhores recursos, mais capricho, mais atenção com o usuário. Se uma dessas empresas aportar por aqui, duvido que consiga manter os mesmos ótimos preços da importação, mas se oferecer um melhor pós venda, atualizações mais rápidas e recursos concisos, já estará na frente de muitos que vendem no país atualmente.

A Motorola tem todas as cartas na manga, entende como ninguém o brasileiro. Sabe o que faz sucesso, mas insiste em trazer apenas o Moto One (e não o modelo Power) e por um preço elevado. Ela é uma das marcas consideradas mais confiáveis pelo brasileiro, por quê desperdiçar isso dessa maneira?

E para você? Quais os maiores desafios para a Motorola nessa próximo ano?

Os comentários favoritos dos leitores

  •   42
    Conta desativada há 1 mês

    "Motorola conquistando o povo brasileiro? Motorola entendendo o brasileiro como ninguém?"

    Essas menções me fazem cair na gargalhada, cara! KKKKKKKKKKKKKK'

    Eu, EEEEEEEEU! Me lembro bem da Motorola em 2013, a minha paixão. Eu me lembro até agora, e me arrepia só de lembrar da sensação que passou pelo meu corpo ao vê-la se reinventando por inteiro em um período muito curto de tempo e abandonando o design quadradão do RAZR i (smartphone LINDO demais) para se mordernizar e entrar na era Google! Eu acompanhei toda a revolução no segmento intermediário de smartphones no país, com a Motorola destruindo uma leva de aparelhos como Galaxy S Advance, Optimus L5 II, L7 II e L9 II, Xperia SP e RAZR D3 para se alinhar à responder rapidamente a LG quando lançou o aclamado Google Nexus 5 e TODO MUNDO DESEJAVA UMA CÓPIA DO APARELHO! Eu peguei o Nexus 5 na mão nesse dia e senti o gosto da 4.2.2 AOSP na época, sonho que A MAIORIA DOS VETERANOS AQUI TAMBÉM SONHOU! Daí eu pergunto a todos aqui presentes:

    Quão rápida ela foi para cerca de cinco meses após o lançamento do Google Nexus 5, apresentar ao país inteiro o Moto X com comandos de voz embarcados no 4.3 JB e o Moto G Colors Edition™ com 16GB de memória e quatro tampinhas por R$799, arrancando suspiros de uma legião de pessoas, mesmo não sendo fãs da marca por causa do seu design xulo?

    ESTIVEMOS NA FILA para adquirir estes aparelhos, gente! Eu me lembro daquele 13 de Novembro, quando comprei o meu Moto G de 16GB, o último do estoque com esse armazenamento (estoque de 322 aparelhos esgotado de uma Lojas Colombo em pouco mais de seis horas, isso apenas nessa loja). O Moto X massacrou o Galaxy S4 na época de tão agradável que era e o Moto G reinventou o termo intermediário, conquistando o coração de mais de 50 milhões de pessoas naquele ano só aqui no Brasil. ±Quatro meses depois, o KOT49H 4.4.2 KitKat estava sendo lançado com a campanha da Nestlé em comerciais de TV e recebido pelos aparelhos da Motorola DE IMEDIATO!

    Eu me lembro do meu aparelho caindo do beliche TODAS AS MADRUGADAS DURANTE SEIS MESES INTEIROS E NÃO QUEBRANDO NUNCA! Eu chegava em casa depois de tempestade, pegava uma toalhinha para secar o meu Moto G e via uma poça de água caindo quando abria a tampa traseira! Derrube um Moto G6 ou um Moto Z3 de 50cm pra ver o que acontece com ele?

    Sabem quando isso vai acontecer novamente?

    NUNCA!

    Não existe mais a Motorola by Google, aquela Motorola que eu e muitos aqui veneravam, aquela Motorola valorizada pela sua comunidade de desenvolvedores no XDA, aquela Motorola que fazia todos os seus usuários se sentirem donos de um "Google Nexus"! Não adianta ninguém esperar por uma reviravolta da americana pois agora ela é xing-ling, comprada e gerenciada por uma das PIORES fabricantes de smartphones do planeta! Acabou a qualidade, acabou o custo-benefício, acabaram os updates precisos e ultra rápidos, acabou-se o bom gosto com tampinhas coloridas e Moto Maker, acabou a essência que todos nós amávamos! Não sei nem porque a Lenovo continua utilizando a marca Motorola. Está desonrando a marca ao invés de reinventá-la, lançando dispositivos podres e mal construídos!

    Sempre fui apaixonado pela Motorola...

    Hoje eu sinto nojo dela.

  • Tenente Zureta há 1 mês

    A Motorola no Brasil está bem acomodada no seu 2º lugar devido a vários fatores, mas o principal é: o povão desconhece outras marcas. O tiozinho, a tiazinha... Eles nao tem o conhecimento e nem a sagacidade de pesquisar... E nem se interessam por isso. Querem é preço baixo e "acessar o WhatsApp" por uma marca conhecida. Então, mesmo que viessem para o país, marcas como Oppo, Xiaomi, Huawei sofreriam com a falta de conhecimento da grande maioria (a ASUS passa por isso...). Quem realmente poderia incomodar caso venha a desembarcar em solo tupiniquim seria a Nokia...

35 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

  • - Ter um smartfone desejável: Sou um feliz proprietário de um Moto Z2 Force, o último "flagship" da Motorola. Tudo o que ela lançou do final de 2017 para cá é lixo na frente do Force. Recebo propagandas dos "novos" modelos (sério, em 2018 lançar um aparelho "mid-range" de mais de R$ 1500 com tela HD só pode ser piada) e nem olho para elas, já que NÃO HÁ NA LINHA DA MOTOROLA NENHUM APARELHO QUE ME INTERESSE!!!!!
    Se ela lançar um Z4 Force a gente pode até pensar no assunto. Senão, vou deixar o meu Force ficar bem velhinho usando ele feliz da vida.


  • Motorola perdeu relevância porque outras empresas também hoje entregam o que ela entregava, então ela tentou se posicionar no segmento de intermediários avançados e também foi ofuscada desta vez pelos chineses.


  • Vcs tão viajando. Os tempos mudaram. Ela fez algo incrível, criou um ótimo celular com preço muito bom pra competir com qualquer um na época. No mesmo tempo só tínhamos Samsung com seus famigerados galaxy y e Ace. Os outros seguiram a Motorola e lançaram aparelhos melhores que as merdas que eles faziam. Toda evolução deu uma parada, todos estão focados em besteira de tela cortada... Acredito que uma mudança só daqui a 4 anos pra todos. Motorola inovou completamente com o Moto X... Até agora o melhor é Motorola, pois é o mais estável, não é perfeito, mais é o melhor. Eu acho que ela deveria ser mais agressiva, baratear uma determinada linha pra pegar toda concorrência.


  • cara, como foi dito, a Motorola virou mais uma. A Lenovo vai continuar lançando aparelhos mais do mesmo, aproveitando todo o legado da marca e do período By Google. Até parar de ser lucrativo.

    Meu último Moto, foi um Style.
    Belo aparelho! Bonito, bom desempenho, uma câmera descente e com o Moto Maker.

    Os tempos de Moto G 1 e 2, Moto X 1, 2 e Style e Moto Maxx não voltam mais.


  • Temos que parar de sonhar com a linha G. Ela deixou de ser de "entrada". O foco agora está na linha E. Tive vários Moto G, até que agora migrei para a linha E, que representa um excelente custo X benefício. Infelizmente, não bate o J6 da Samsung... e nisso a Motorola precisa mudar. Os próximos Moto E precisam contar com processadores um pouco melhores.


    • Um aparelho da linha "E" hoje em dia nunca vai entregar e satisfazer tanto quanto o Moto G fez em 2013/2014... Acho que, pra pessoa focar na linha "E" ela tem que se satisfazer com o mínimo que um aparelho possa entregar. Acho que é mais válido, ainda, pegar o mais "capado" da linha G... G Play !!!


      • Moto G3, cerca de 21.000 pontos no Antutu. Moto e5 Plus: 44.000 pontos. A mesma pontuação do G4 (o último celular barato da linha G). Bom custo X benefício por 700 reais (6 meses depois do lançamento) como acontecia com a linha G... agora, só com a linha E. Se o E6 vier com Snapdragon 430, o mesmo do G6 Play, custando 700 reais, e bateria de 5.000mA, está ótimo! A diferença entre o E5 Plus e o G6 Play, de apenas 3.000 pontos no Antutu, é desprezível. A bateria do E5 dura 2-3 dias e a câmera tem foco a laser.


  • A Motorola que eu conheci, a do passado, como também a grande Nokia, não existe mais, não adianta a Lenovo usar o nome Motorola, pois a mesma inexiste, é ilusão acreditar nisso. Desde o Moto G4 em diante é só bomba, aparelhos gigantes, caros e de péssima qualidade e resistência. Já cansei de acompanhar amigos em assistência técnica, onde os próprios técnicos falavam que a qualidade acabou quando a Lenovo adquiriu a empresa, ou seja o know how se foi.

    Por que insistir em algo que é só decepção? Infelizmente as coisas mudam, empresas assumem outras, destroem tudo, a Lenovo nunca teve expertise nisso, aliás queria entender até hoje, o motivo do Google ter vendido a empresa. Sony é outra decadente, então o que se esperar?

    Ficamos a mercê da Samsung, Apple e quiçá Asus se realmente não desistir desse mercado. Não há para onde correr, ou existem empresas melhores que essas supracitadas?

    Tem a Xiaomi, Huawei e OnePlus, que considero boas empresas, mas a fama e boa qualidade das tradicionais, exceto a Asus nesse segmento, tem o fator dessas empresas não venderem seus produtos globalmente, isso faz a diferença, especialmente para o consumidor habituado já com marcas tradicionais, por isso a dança das cadeiras dificilmente ocorre, só se o consumidor se decepcionar, ai o encanto acaba.


  • Motorola é uma merda. Quando ainda era norte-americana, comprei um viva-voz bluetooth dela, no Brasil, pois meu motorola v60 o som era muito baixo. Aos 13 meses, deu defeito. A mortoenrola brasil diz que não fazia reparo. Se na garantia, trocava. Se fora da garantia, joga fora e compra outro (palavras da própria).


  • Meu falecido pai era fã dos rádios Motorola e eu sempre quis ter um celular ou smartphone da mesma até que consegui o Moto E 2, e esperava continuar ...porém depois do descaso com o E4 e afins fiquei com receio e resolvi abandonar a marca (com tristeza e relutância)...o dia que ela desvencilhar da Lenovo e voltar a respeitar o público até posso voltar ....


  • A Motorola no Brasil está bem acomodada no seu 2º lugar devido a vários fatores, mas o principal é: o povão desconhece outras marcas. O tiozinho, a tiazinha... Eles nao tem o conhecimento e nem a sagacidade de pesquisar... E nem se interessam por isso. Querem é preço baixo e "acessar o WhatsApp" por uma marca conhecida. Então, mesmo que viessem para o país, marcas como Oppo, Xiaomi, Huawei sofreriam com a falta de conhecimento da grande maioria (a ASUS passa por isso...). Quem realmente poderia incomodar caso venha a desembarcar em solo tupiniquim seria a Nokia...


    • Como eu falo.
      -A pessoa "comum" vai numa loja de varejo conhecida, as vezes pq não confia na internet e quer ter o aparelho em mãos, encontra um celular relativamente bonito com coisas que ela precisa (dual chip, câmera com vários MP, memória suficiente e algumas coisinha a mais) por um preço que ela pode pagar.
      -O vendedor falará super bem do aparelho e tentará vender o mais caro que conseguir.
      -A pessoa levará um produto que atende suas necessidases, por um preço que ela pode pagar e ela acaba não se preocupando se há um celular melhor e mais barato em outro lugar.


    • A diferença da Xiaomi com a Asus é que a chinesa tem um ótimo portfólio, além de ser bem conhecida dos geeks antenados, a Asus tem bons produtos, porém péssima assistência técnica, o que matou a Xiaomi no Brasil foi o modelo de vendas, o aporte de aparelhos simples demais e nossa maldita burocracia.


    • De fato concordo contigo porém esse segundo lugar é ameaçado hoje apenas por uma coisa o tempo....

      Seja o tempo das pessoas mais velhas perderem o interesse por tecnologia (visto que não trocam de aparelhos a cada dois anos como a maioria).

      Ou o tempo de ingressar novas gerações de consumidores que tem o habito de fazer pesquisas e derrubar as vendas.

      Infelizmente se a empresa não se mexer deixará de ser uma boa fabricante, a uns anos que deixou de ser um exemplo a ser seguida...


  • Fui um feliz e satisfeito proprietário de um Moto X de segunda geração... Aparelho que mesmo com bateria e câmera abaixo da concorrência entregava desempenho e recursos muito à frente do seus tempo.
    Quando na geração seguinte a magia acabou de vez pra mim. Lançaram dois Moto X. O Style era grande demais e caro e o play que tinha o tamanho ideal era fraco... Resultado, fui ver o que a Samsung tinha feito com a reinvenção dos Galaxy no S6...
    Foi assim que minha paixão pelo Android menos modificado acabou, não faço questão alguma de interface limpa hoje em dia por conta do redesign da Touchwiz no Galaxy S6... Comecei a gostar de funções extras.

    Agora venho acompanhando a Moto by Lenovo com tristeza, pois mesmo não comprando mais a marca sempre tive uma admiração pela Motorola que se reinventou dos Razr pros Moto... Hoje é só mais uma marca e pior ainda sem nenhuma relevância no mercado mundial.

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