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2 min para ler 70 Comentários

Em 2018, Xiaomi quer se consolidar na China e ganhar o mundo (de novo)

A regra é clara: se tem notícia da Xiaomi circulando, ela é minha. Desta vez vamos falar de uma carta escrita por Lei Jun, fundador e CEO da Xiaomi, endereçada a todos os funcionários da empresa e que revela também os próximos passos da companhia – que, caso você não se lembre, teve uma breve e turbulenta passagem pelo Brasil no passado. Dentre os planos, estão o de conquistar de vez o mercado chinês e de planejar uma expansão para o mundo.

Lei Jun inicia comemorando os feitos da empresa no ano passado. O principal deles foi atingir a marca de 100 bilhões de RMB (o equivalente a 51 bilhões de reais) de receita. Tudo isso em apenas sete anos, o que é mais um motivo de celebração. O chinês inclusive relembra que, para alcançar a mesma marca, a Apple levou 20 anos, o Facebook levou 12 e a Google demorou nove anos.

Antes de revelar os próximos passos da Xiaomi, porém, Lei Jun ainda fala sobre o sucesso da empresa. Para ele, três razões foram responsáveis pela recuperação bem sucedida na venda de smartphones: a pesquisa por inovações tecnológicas, o foco na qualidade e o crescimento do negócio em âmbito global.

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Lei Jun em evento da Qualcomm / © AndroidPIT

Essa última questão, inclusive, é justamente algo que a Xiaomi visa melhorar no futuro. Lei Jun afirma que a empresa vai se esforçar mais  para expandir internacionalmente. “Em 2017, estive três vezes na Índia, duas na Indonésia e uma no Vietnã, e vi oportunidades grandes e animadoras em todos os lugares em que estive”, afirmou o CEO.

 

Lei Jun tem, porém, cautela em seu discurso. Para ele, é importante se consolidar no mercado chinês antes de atingir a expansão global. “O mercado chinês é a base da Xiaomi. É o maior mercado de eletrônicos de consumo do mundo e o mais competitivo. Só ganhando no mercado interno podemos ter suporte suficiente para a expansão global. Somente ganhando na China, podemos ganhar no resto do mundo”.

Vale lembrar que, recentemente, a Xiaomi começou sua operação na Europa, mas especificamente na Espanha, e que o Brasil, muito embora não tenha dado certo no passado, nunca foi descartado.

E você gostaria que a Xiaomi voltasse ao Brasil?

Os comentários favoritos dos leitores

  • Stella Dauer
    • Admin
    • Equipe
    há 9 meses

    Os comentários aqui dizem exatamente o que penso. Sempre achei que a Xiaomi por aqui é uma ótima ideia. É uma empresa que não tem apenas smartphones, mas diversos produtos muito bons.

    Concorrência é sempre saudável, ainda mais com produtos de qualidade.

    Porém, a Xiaomi realmente errou em sua primeira vinda para cá, e acho que foi o próprio Hugo Barra quem ajudou a fazer isso. Vieram com uma estratégia que subestimou o público brasileiro, e foram embora com a imagem manchada.

    Espero que voltem, mas como disse o Sidney. De forma mais consciente, com uma gama maior de produtos e preços condizentes com o mercado.

  •   48
    Conta desativada há 9 meses

    Já deixei minha opinião uma vez aqui sobre a Xiaomi... A história de que foi embora somente pelos impostos Brasil não convenceu... Antes de se instalar em qualquer lugar do mundo seu setor financeiro e jurídico sabiam desses impostos.... O problema foi querer vender 2 ou 3 aparelhos de fim de estoque e achou que o brasileiro iria engolir isso... Acho que tem bons aparelhos, mas a forma como fez aqui não daria certo nem que fosse outro país

  • João há 9 meses

    Gente, vejo aqui muitas pessoas dizendo que não querem ver mais a Xiaomi nem pintada de ouro, e gente dizendo que quer ela de volta (desde que, atenda a certas condições, como preço).
    A Xiaomi sofre do mesmo mal (exatamente o mesmo mal) de TODAS as outras, como Samsung, LG, Sony, Motorola/Lenovo, Asus, etc.
    Qual mal ?
    Não estudam a fundo o mercado, apenas uma pesquisa encomendada, nem arriscam estratégias mercadológicas.
    Vou me explicitar, para ser mais fácil o entendimento daquilo que quero falar.
    ALLguém se lembra do avião CONCORDE, da Air France ? Fazia a viagem Rio-Paris em apenas duas horas, contra 10 dos demais aviões / empresas.
    Saiu de circulação (aliás, saiu não, tiraram) com a desculpa de ser muito barulhento e caro.
    Mas nunca viajou vazio. Caro ou não, havia mercado.
    O Audi A3 e o Fiat Palio 1.8 levam as mesmas 5 pessoas para os mesmo lugares.
    Sendo que o Fiat custa quase a metade do preço, mas ainda assim há quem compre Audi, BMW, Mercedes... (gosto ? custo benefício ? querer aparecer ? Não importa o motivo. Há quem queira e pronto).
    O Samsung J2 faz as mesmas ligações que os Samsungs A7, S7, S8, Apple 6, 7, etc, custando muito, mas muito menos. Mas o A7, S7, S8 e os Apples 6, 7, etc vendem, e bastante.
    Em suma: é caro ? E daí ? Há quem compre. Não há quem queira ? Mentira. Há gosto e necessidade para tudo.
    Muitos criticaram a LG de trazer aparelho capado. Eu comprei o LG 5 SE por causa do infravermelho. Se Houvesse o LG 5 "FULL" dual-chip, eu o teria comprado no lugar do SE.
    Onde estão o Asus Zenfone 4 pró, o Galaxy S7 Edge Dual, etc ?
    Se dual chip não vendesse, o J2,3,5,etc não o teriam.
    Traga o aparelho. Se não vender, muda a estratégia, preço, etc.
    Há quem compre. Apostem no Brasil.

  • Phelipe B. há 9 meses

    Quando trouxer aparelhos realmente bons para o Brasil, e com preços competitivos, aí sim ganhará nosso mercado.

  •   62
    Conta desativada há 9 meses

    A Xiaomi perdeu uma grande oportunidade de fincar raízes no Brasil, sua saída foi muito mal explicada e queimou o filme da empresa, embora tenha qualidade, mas precisa de ambição, para se tornar uma verdadeira gigante.

70 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
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