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Em 2018, Xiaomi quer se consolidar na China e ganhar o mundo (de novo)

Emily Canto Nunes

A regra é clara: se tem notícia da Xiaomi circulando, ela é minha. Desta vez vamos falar de uma carta escrita por Lei Jun, fundador e CEO da Xiaomi, endereçada a todos os funcionários da empresa e que revela também os próximos passos da companhia – que, caso você não se lembre, teve uma breve e turbulenta passagem pelo Brasil no passado. Dentre os planos, estão o de conquistar de vez o mercado chinês e de planejar uma expansão para o mundo.

Lei Jun inicia comemorando os feitos da empresa no ano passado. O principal deles foi atingir a marca de 100 bilhões de RMB (o equivalente a 51 bilhões de reais) de receita. Tudo isso em apenas sete anos, o que é mais um motivo de celebração. O chinês inclusive relembra que, para alcançar a mesma marca, a Apple levou 20 anos, o Facebook levou 12 e a Google demorou nove anos.

Antes de revelar os próximos passos da Xiaomi, porém, Lei Jun ainda fala sobre o sucesso da empresa. Para ele, três razões foram responsáveis pela recuperação bem sucedida na venda de smartphones: a pesquisa por inovações tecnológicas, o foco na qualidade e o crescimento do negócio em âmbito global.

Lei Jun em evento da Qualcomm / © AndroidPIT

Essa última questão, inclusive, é justamente algo que a Xiaomi visa melhorar no futuro. Lei Jun afirma que a empresa vai se esforçar mais  para expandir internacionalmente. “Em 2017, estive três vezes na Índia, duas na Indonésia e uma no Vietnã, e vi oportunidades grandes e animadoras em todos os lugares em que estive”, afirmou o CEO.

 

Lei Jun tem, porém, cautela em seu discurso. Para ele, é importante se consolidar no mercado chinês antes de atingir a expansão global. “O mercado chinês é a base da Xiaomi. É o maior mercado de eletrônicos de consumo do mundo e o mais competitivo. Só ganhando no mercado interno podemos ter suporte suficiente para a expansão global. Somente ganhando na China, podemos ganhar no resto do mundo”.

Vale lembrar que, recentemente, a Xiaomi começou sua operação na Europa, mas especificamente na Espanha, e que o Brasil, muito embora não tenha dado certo no passado, nunca foi descartado.

E você gostaria que a Xiaomi voltasse ao Brasil?

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