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Até onde o reconhecimento facial do Facebook ameaça a sua privacidade?

O Facebook é, disparado, a maior rede social do mundo. E, para oferecer uma experiência que julga agradável, ele está mapeando os rostos de seus usuários. E isso vai muito além de simplesmente ajudar na marcação de suas fotos, tanto é que a empresa está sendo processada por isso. Confira detalhes a seguir.

A ação judicial alega que a marcação de fotos Facebook viola a privacidade do usuário, criando faceprints - representações geométricas do rosto de uma pessoa - sem consentimento explícito. Esses faceprints são normalmente usados ​​para identificar usuários e sugerir tags para fotos enviadas.

Segundo a denúncia, isso é uma violação de uma lei de Illinois, que proíbe o recolhimento de identificadores biométricos, como impressões digitais ou os próprios faceprints, sem o consentimento explícito do identificado.

Google e Twitter já utilizam este sistema de reconhecimento facial

O sistema de photo-tagging é divulgado na Política de dados da empresa e os usuários podem optar por ele, mas não está claro se essas medidas satisfazem a definição legal de consentimento. O Facebook afirma que a empresa obedece as leis do estado de sua sede, Califórnia, além das leis federais. Mas como cada estado dos EUA pode ter seu próprio conjunto de leis, isso abre brechas para processos do gênero.

Empresas como Twitter e o Google também usam recursos semelhantes, e isso propicia a elas um enorme banco de dados formado por faceprints. Eles serviriam, principalmente, para alimentar bancos de dados de empresas e programas de segurança de reconhecimento facial, estes últimos usados, principalmente, em locais que contam com grande aglomeração de pessoas e que podem representar um risco à segurança do público.

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Apps como o Google Photos também usam o recurso de faceprints / © AndroidPolice

A ideia pode até parecer interessante, mas pensar que você mesmo forneceu dados que podem ser usados para te identificar em meio a uma multidão pela simples análise de imagens de câmeras de segurança é um pouco assustador. Por isso, a necessidade de que os usuários sejam informados previamente - e de forma clara - dessa captura de informações e e deem seu consentimento a isso.

Provavelmente a maioria dos usuários que faz uploads de fotos em suas redes sociais sequer tem ideia de como as empresas por trás dessa infraestrutura podem usar os dados captados.

Por enquanto, não há no Brasil informações sobre a existência de processos do gênero, mas não seria nenhuma loucura se algum juiz determinasse a suspensão do Facebook por ele ter se recusado a entregar informações obtidas através de faceprints de um determinado usuário.

E você, o que acha dessa política do Facebook e de outras empresas de armazenarem tantos dados de seus usuários?

 

Via The Verge

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