Desde que conhecemos a internet, o Google estava lá nos ajudando nas buscas e capturando dados. São mais de 20 anos capturando informações de bilhões de pessoas. E só com um uma base dessas é que você pode apresentar o que o Google apresentou hoje em seu evento para desenvolvedores, o Google I/O.
Depois de alguns anos vendo funções básicas, imaturas, que só funcionam quando querem (inclusive por parte da Big G), vimos o verdadeiro passo de IA ser dado. No evento de hoje, a empresa deixou os concorrentes no chinelo e mostrou que nem só de hardware e recursos visuais vivem nossas necessidades tecnológicas.
Não faz sentido termos de falar "Hey Google" todas as vezes em que queremos falar com o Assistente da empresa, e uma coisa simples como essa só mudou hoje. Outra coisa que para nós é corriqueira, usar frases compostas com diversas informações diferentes, também passou a fazer parte do entendimento das máquinas.
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Agora, você pode perguntar quanto foi o resultado do jogo do time 1 e do time 2, ao mesmo tempo, e a voz agora menos robotizada da Assistente vai ter responder. Você também poderá fazer pedidos nos restaurantes e cafés próximos a você, e apenas chegar lá e pagar com seu Google Pay. Parecem coisas simples, mas isso eram coisas impossíveis antes de hoje.
Quantas vezes você não tentou engatar uma conversa com o Bixby, com a Siri, Cortana, Alexa, Assistente, e se frustrou quando algo ligeiramente mais complexo que você falou foi respondido com um “Desculpe, não entendi”? Quantas vezes você quis continuar a conversa, agradecer, pedir mais alguma coisa, e teve que reativar com seu Hey Google?
Essas coisas estão mudando, e realmente fará sentido usar Inteligência Artificial. Não será apenas algo para mostrar aos amigos, ou para brincar de vez em quando. Será realmente, de verdade, uma solução melhor do que usar a tela e o toque e até o próprio telefone, já que agoras o Assistente também poderá marcar compromissos para você, via ligação com pessoas reais.
Em menor proporção, vimos a IA chegar junto de mais recursos. O Gmail terá predição de frases e palavras; as notícias exibidas pelo Google usarão a IA para combater fake news e mostrarão notícias menos pasteurizadas ao usuário; os apps entrarão a fundo no sistema com os Slices; o Google Lens reconhece palavras e permite fazer anotações de livros diretamente no smartphone, sem precisar digitar nada.
Seu smartphone aprenderá com você como gastar bateria e mexer no brilho da tela, e ele mesmo irá informar que você está tempo demais com a cara na tela (lembrando que você já pode ter esse recurso através de apps como o Space). Pelo Maps, você fará reservas de restaurantes e decidirá por voto entre seus amigos onde ir, e usará a câmera para acabar com a confusão enquanto estiver seguindo o mapa a pé.
Pequenas ações, pequenas mudanças. Individualmente, não parecem significar nada muito grandioso. Porém, juntas mostram o verdadeiro início da Inteligência Artificial para o consumidor final. E para chegar mais rápido a todos, a Google abriu seu programa Beta e suas APIs para outras fabricantes, e espero que usem bastante.
Eu fiquei verdadeiramente empolgada com esse Google I/O, e você?
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