Segundo comunicado enviado pelo Google, o acordo permite que a HTC continue com sua estratégia de smartphones, com um portfólio de produtos mais racionalizado, maior eficiência operacional e flexibilidade financeira. A equipe remanescente da HTC está inclusive trabalhando em seu próximo smartphones. A HTC também vai continuar a construir um ecossistema de realidade virtual para expandir a unidadeVIVE, investindo em outras tecnologias de próxima geração, incluindo a Internet das Coisas, a Realidade Aumentada e Inteligência Artificial.
Para o Google, "este acordo reforça ainda mais o seu compromisso com os smartphones e seu investimento global no seu negócio emergente de hardware. Além da talentosa e experiente equipe de profissionais, o Google continuará a ter acesso a propriedade intelectual (IP) da HTC para suportar a família de smartphones Pixel". Além disso, o acordo representa um investimento significativo do Google em Taiwan como um núcleo chave de inovação e tecnologia.
Cher Wang, presidente e CEO da HTC, disse que o acordo é um passo seguinte de uma parceria de longa data, que vai permitir que o Google impulsione seus negócios de hardware, garantindo a continuidade da inovação nos smartphones HTC e nos negócios de realidade virtual do VIVE.
Segundo a BBC, a HTC, que já vendeu seu aparelhos no Brasil no passado, tem lutado para competir com Apple e Samsung. Há 5 anos, a HTC era a quarta maior fabricante de smartphones do mundo, com uma fatia de mercado na casa dos 9%. Hoje, sua participação é de menos de 1%. Por outro lado, dados recentes da consultoria IDC mostram que o VIVE vende bastante mais que o Oculus Rift, do Facebook, hoje um dos principais rivais da Google/Alphabet.
Passado com a Motorola
Quando o acordo da Google com a HTC ainda era um rumor, o povo do Ars Technica fez uma análise e tanto desse revival da Google, agora com a HTC no lugar da Motorola. Do ponto de vista da empresa, a compra da Motorola não parece ter sido uma boa ideia na época. Ao adquirir a fabricante norte-americana, a Google acabou com um uma tonelada de patentes em mãos, o que normalmente é bom, mas também de fábricas, sendo que na época produzia apenas smartphones e nada mais.
Eles então venderam as partes que não queriam, como de modem, para focar nos smartphones. Em pouco tempo, a Motorola se transformou em um dos melhores fabricantes (OEMs) de Android, oferecendo Android puro, atualizações rápidas, e uma linha simples de cerca de três smartphones nas três faixas de preços da época. Ainda assim, não parecia valer para a Google, que resolveu vender a Motorola para a Lenovo, provavelmente resultado de negociações com outras fabricantes interessadas em ficar mais próximas do Google, do Android e ter menos concorrência, é claro.
Hoje, a Google têm uma divisão formal de hardware, dirigida pelo ex-CEO da Motorola, Rick Osterloh, que segundo a Bloomberg vai ganhar mais de 2.000 funcionários com esse acordo de cooperação com a HTC.
Por fim, mais um rumor: rola um papo de que a Google estaria interessado até em criar seus próprios SoCs no futuro. Mas e o que isso significa para o Brasil? Não muito, mas renova nossas esperanças de ver o novo Pixel por aqui e com Android puro de verdade. E você, o que acha?
Fonte: BBC, Ars Technica, Bloomberg
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