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O que a saída de Hugo Barra poderia representar para a Xiaomi?

O vice-presidente global da Xiaomi, o brasileiro Hugo Barra, anunciou na manhã desta segunda-feira, 23, que está deixando o cargo que exerceu pelos últimos três anos e meio na fabricante chinesa. Através de uma carta publicada no seu perfil no Facebook, Barra afirmou que a saudade de casa e a saúde falaram mais alto.

Há mais de três anos, Barra deixava o cargo de chefe-executivo do Android no Google para se tornar um dos principais responsáveis pela expansão da fabricante Xiaomi, que mais tarde levaria o título de "Apple chinesa". Neste período, Barra cumpriu com a tarefa de expandir as vendas dos aparelhos da marca levando-os a outros países, incluindo o Brasil.

Na sua carta de despedida, o brasileiro afirmou que a saudade dos amigos do Vale do Silício, nos EUA, e preocupações com a saúde o levaram a repensar sua posição na Xiaomi e colocar o cargo à disposição da empresa: 

"Meus amigos, o que eu considero ser meu lar e a minha vida estão lá no Vale do Silício, que também está muito mais perto da minha família", afirmou Hugo na sua publicação mais cedo. "Vendo o quanto eu deixei para trás nesses últimos anos, fica claro para mim que chegou a hora de voltar."

O que a saída de Hugo Barra poderia representar para a Xiaomi?

Com Hugo Barra como VP global, a Xiaomi ficou conhecida mundialmente. A empresa expandiu bastante na Ásia e conquistou a Índia. Mercados como Polônia e Rússia também tiveram grande importância nessa escalada global da empresa. Mesmo o mercado Europeu se rendeu aos produtos da fabricante. Contudo, a Xiaomi não conseguiu ter sucesso nas Américas.

No caso do Brasil, a empresa não conseguiu superar as pesadas cargas do sistema tributário nacional, nem mesmo obteve sucesso ao implementar um novo modelo de vendas no país. A consequência disso foi um movimento lento de saída da empresa do país. Na época, Hugo que a Xiaomi continuaria acreditando que "o Brasil, bem como outros mercados ocidentais, como os Estados Unidos, representavam uma grande oportunidade". Porém agora, com a saída do brasileiro, essa expansão já vêm sendo questionada.

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A Xiaomi construiu uma equipe no Brasil em 2015, mas não conseguiu mantê-la por muito tempo / © AndroidPIT

Nos últimos anos, vimos um grande avanço da Huawei na China, bem como de outras startups, como a Oppo e a Vivo. Enquanto a Xiaomi expandia seu território na Ásia, a Huawei conquistava ainda mais espaço na Europa e nos EUA, tanto que assinou um dispositivo da série Nexus da Google em 2015, o Nexus 6P.

Se levarmos em consideração o relatório da Xiaomi apresentando na semana passada, no qual a companhia anunciava como meta uma receita de US$ 14,5 bilhões em 2017, a mesma meta de dois anos atrás, é possível dizer que a época de expandir ficará de lado e teremos um investimento concentrado em mercados nos quais a empresa já está fortalecida.

Hugo Barra deixará o cargo efetivamente em fevereiro, após a passagem do Ano Novo Chinês, e permanecerá ligado à companhia como conselheiro. De acordo com o fundador da Xiaomi, Bin Lin, o sucessor de Barra será Xiang Wang, que é vice-presidente sênior na empresa na área de gestão estratégica desde 2015:

Antes de entrar na Xiaomi, Wang passou 13 anos na Qualcomm, na China, dos quais cinco foram como vice-presidente da empresa. A grande função do executivo era construir uma boa relação entre a Qualcomm e grandes fabricantes de smartphone, tais como a própria Xiaomi.

Assim, Hugo Barra passará o bastão para um sucessor que também traz em seu DNA uma boa política de relacionamento. Basta saber se essa habilidade será usada para fortalecer a empresa na Ásia ou se para encontrar um lugar ao sol em novos mercados. Mas isso, só o tempo irá dizer!

E aí, o que você espera da Xiaomi sem o Hugo Barra?

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Os comentários favoritos dos leitores

  • Vinicius Guerra há 9 meses

    Eu vou bater pesado, para mim esse Hugo Barra foi um grande incompetente!

    Teve tanta onda, aqui no Brasil quando chegou a Xiaomi, e ele prometeu trazer vários modelos, depois ficou apenas com o Redmi, apenas um aparelho razoável, diga-se de passagem. Entregas atrasavam, vendas pelo site, suporte péssimo pelo telefone, onde muitas vezes demorava-se muito para ser atendido e ninguém sabia informar nada sobre aparelhos e etc!

    Depois disso tudo, a Xiaomi sai do Brasil, e deixa a ver navios muitas pessoas que se interessavam pela empresa, pois o Hugo Barra, parecia um cara firme e bastante eloquente nas suas ideias, porém um péssimo profissional como CEO de uma empresa, lamentável mesmo!

    Detalhe muito bem lembrado pelo nosso colega Marcelo Neri, a Xiaomi queria tratamento diferenciado, ora bolas, baixa o preço, traga seus produtos, e trouxeram apenas um modelo pra lá de defasado, sendo vendido como um '' grande '' produto. Mi Band, Mi Power Bank, produtos difíceis de serem comprados pelo consumidor.

    Sendo o Hugo Barra brasileiro, esperávamos um suporte muito bom no Brasil, mas eu acho que o olho cresceu e não deram conta do recado, e cá entre nós, produto chinês ainda precisa mostrar que tem qualidade, pois muitas dessas empresas, não estão nem ai para o consumidor e isso ficou bem claro.

    Xiaomi, continue na China e dá próxima vez, como diria dona Florinda, trabalhe com mais competência, tenha respeito pelo seu consumidor, leis e etc. Um dia quem sabe a empresa aprende de verdade.

  • Rafael Nunes há 9 meses

    A Xiaomi veio ao Brasil e cagou aqui e saiu sem limpar. Muitos deixaram de comprar o Redmi esperando que ela traria os topos de Linha, que realmente são bons. Uma das coisas que mais me deixou decepcionado, é a demora nas respostas. Todo mundo ficava na dúvida. Faziam muito mistério no trabalho que eles fariam aqui. Tudo isso fez com que as pessoas perdessem a expectativa que tinham quando souberam que ela estava vindo para o Brasil, e a pior coisa para uma empresa é frustrar a expectativa de um cliente.

    Quando comprei o Redmi, posteriormente queria comprar mais alguns acessórios, não tinham mais disponíveis. E quando ligava para eles, informavam para procurar nas revendas, que já não tinham mais nada. Até as revendas não queriam vender os produtos, por que eles não davam suporte até mesmo para as revendas. Fizeram até um programa para testar um novo aparelho deles aqui, gerando ainda mais expectativa que no final não deu em nada. Dizer que os impostos foram o problema de sair daqui é vergonhoso, se somente isso é o problema, creio que todas sairiam. A Xiaomi saiu mesmo daqui porque ela decepcionou o cliente, frustrou todos, adquirindo uma baixa popularidade, sujando sua reputação aqui no Brasil. Isso sim fez ela sair daqui, e saiu de fininho para não passar mais vergonha.

    Agora que imagem eu tenho dessa empresa? Ao invés de querer implementar o padrão chinês aqui, porque não se adaptou ao padrão que nós Brasileiros estamos acostumados? Com certeza ela poderia ter feito muito sucesso aqui, não fez por que não quis. Para mim foi mais incompetência da parte deles e não outros fatores. Com a saída de Hugo, a impressão que tenho é que será mais difícil dela se colocar aqui na América.

  • Marcelo Neri há 9 meses

    Franco, não foi apenas a carga tributária que afastou a Xiaomi do Brasil, pois adotaram uma estratégia de vendas pífia e trouxeram somente smartphones de entrada! Sem falar nos produtos com problemas de homologação na Anatel. Reconheço que a carga tributária aqui é pesada, mas a Xiaomi queria condições que nem a Samsung tem no país e tiveram problemas com a Receita Federal! Já ouvi e li que os chineses não são um primor em organização, principalmente tributária, ou seja, gostam de uma sonegação de impostos também.

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    ALCIDES há 9 meses

    Sinceramente? Pra nós não muda nada. Pra Xaomi eu não sei e nem quero saber, assim como ela não quer saber de nós.

  • Tenente Zureta há 9 meses

    pra xiaomi não sei... mas pra mim e pra grande maioria dos brasileiros não MUDA ABSOLUTAMENTE NADA.

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  • O trabalho da xiaomi no brasil foi vergonhoso


  • Ele mudou a cara dá xiaomi e expandiu para mercados fora dá China. Hoje ela tem uma presença absurda na Índia chegando a vender milhares de smarts em apenas alguns minutos. Conquistou vários fans ao redor do mundo, mas não deu muito certo aqui no Brasil, muitas pessoas tinham expectativas enormes pela sua chegada( inclusive eu), mas isso não aconteceu e acabou deixando muita gente frustrada. Pensando de uma maneira geral e não só no nosso país, a marca cresceu bastante apresentando produtos de ótima qualidade por um preço muito competitivo. Ganhou destaque no meio das gigantes e continua fazendo um excelente trabalho. Hugo vai fazer falta para empresa e tomara que entre um substituto a altura. Quanto mais empresas de qualidade forem crescendo, melhor vai ser para o consumidor com mais opções de compra.


  • A saída dele pode significar algo negativo para a empresa, a menos que apresente um substitutivo à altura! A empresa abandonou o Brasil, sabe aquele "vai que cola" não rolou aqui. Com um péssimo pós venda e apenas aparelhos Low, não conquistou o público brasileiro. É claro que tem seus seguidores fiéis, mas não são suficientes para manter a empresa aqui. O Hugo tornou a empresa mais visível para o mundo dos smarts.


  • Os problemas já começam com o nome que não tem sonoridade comercial nos idiomas ocidentais latinizados: XIAOMI. Depois, como já comentaram, produtos de entrada frustrando as expectativas dos futuros clientes, atendimento no pós venda pior do que o da Samsung e suporte ao cliente de baixa qualidade. Os impostos por aqui são pesados mesmo (a folha de pagamentos dos nossos políticos e funcionalismo é a mais alta do mundo), mas não impede de inúmeras empresas estrangeiras de aqui atuarem. Um exemplo de empresa chinesa que preza pelo atendimento chama-se OPPO DIGITAL (ainda sem representação por aqui). Comprei o player BDP-103, modelo exclusivo para o mercado americano, e quando lhe fiz uma consulta a OPPO Digital me respondeu com presteza e profissionalismo. Isso sim fideliza o cliente para o resto da vida.


  • Espero que na próxima folha de pagamento não seja emitido seu contracheque, só isso. Rsrs


    • Não tem perigo Eduardo. Sou aposentado pelo famigerado INSS com vencimento bem abaixo do teto máximo, apesar de contribuir por 39 anos, e pelo máximo nos últimos 33 anos. Entristece-me saber que existem parlamentares e alto funcionalismo público que conseguem se aposentar com os vencimentos integrais pagos com nossos impostos.


  • Vamos esperar o substituto...


  • Para os brasileiros que importa celulares da China não vai mudar nada com a saída do Hugo Barra, e até melhor a Xiaomi não vim pra cá.


  • Acho que ele expandiu a marca, eu fui influenciada, uso a marca desde 2013 e não vou deixar de usar porque estou muito satisfeita, então pra mim não vai mudar nada, vou seguir usando e daqui à pouco vou atrás do Mi Mix...comecei com o Mi3 e me apaixonei, nunca tinha tido um Smartphone mais rápido, fluido.


  • pra xiaomi não sei... mas pra mim e pra grande maioria dos brasileiros não MUDA ABSOLUTAMENTE NADA.


  • Bem, ao contrário do que muitos pensam, acho que a saída do Hugo Barra é sim tensa. Mas claro, em um mundo corporativo, funcionários vão e vem, então, ao meu ponto de vista, acho difícil a Xiaomi não escolher um substituto do mesmo nível. Acho que perdemos uma representatividade na empresa, mas que, sinceramente, não existia. Era apenas superficial. E a justificativa de estar longe da família, se formos analisar psicologicamente falando, está apenas querendo dar uma desculpa educada para não falar o real motivo da saída, o que é indagável.

    Sobre abrir novos horizontes, isso é realmente necessário para um crescimento de uma empresa grande, tipo a Xiaomi. Sim, eles cometeram alguns erros no Brasil, mas não é por isso que devemos emburrecer e não confiar mais na empresa. Eles devem tentar de novo SIM! Que esperem a nossa economia estabilizar, o que creio que pode demorar alguns anos... afinal, sabemos da situação, né? Mas que, quando voltarem, apresentem mais variedades de dispositivos e um suporte melhor e maior. Eu acho que essa é uma empresa que tem muito potencial, com aparelhos maravilhosos com um preço ótimo, mas que ainda não souberam utilizar seu potencial à escala global. Boa sorte pra Xiaomi!


    • Hugo saiu para não sujar mais a reputação dele, jamais alguém fala o real motivo, mas está na cara que foi isso. Ele tinha um bom plano para estabelecer a Xiaomi aqui, mas grande parte disso teria que se adaptar ao nosso país, e era isso que os Chineses não queriam. O que Hugo queria aqui no Brasil, não estava nos padrões que eram seguidos na China e eles queriam trazer para cá. Pensa na dificuldade que era para você mudar um conceito que o chinês tem, visto que são um povo extremamente difícil de mudar costumes e opiniões. Foi o que Hugo encontrou no caminho. A Xiaomi criou o problema, ela que colocou essa barreiras na frente.


      • Concordo! Eles tem uma visão muito diferente de mundo, de como nós a temos... Realmente, não foi nada fácil pro Hugo também... :p


  • vamos ver se os próximos darão continuidade ao trabalho de expansão dele


  • Pelo que pude perceber, ele deu mais visibilidade a marca, eu mesmo, antes, nem a conhecia, além de ter elevado o padrão de qualidade dos produtos da marca.


  • Acho que o trabalho dele foi muito importante para o crescimento dá marca nos últimos anos, os produtos melhoraram bastante e os preços continuam incomparáveis. Prefiro que nem venha pro Brasil mesmo, os aparelhos iam ser bem mais caros e ia perder o fator exclusividade que pra mim é importante já que ultimamente tenho importado alguns aparelhos e produtos dá marca para revender....

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