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Mi 9 e Galaxy S10 chegaram juntos, mas outro lançamento roubou a cena

Mi 9 e Galaxy S10 chegaram juntos, mas outro lançamento roubou a cena

O dia 20 de fevereiro foi atípico nesse mundão tecnológico. A Xiaomi resolveu apresentar sua série Mi 9 enquanto ainda era madrugada no Brasil, o que pareceu um afronta a outra fabricante que tinha alguns anúncios programados para outro período do mesmo dia, a Samsung. Entre os novos itens do cardápio do ano, eis que um lançamento foi, digamos, longe demais.

Os Galaxy S10 são aparelhos incríveis, cumprem os requisitos básicos para serem os melhores topos de linha do ano. O modelo S10 5G vai além, não apenas pela câmera quádrupla na traseira, mas por estar devidamente preparado para ser usado em países onde o 5G se tornará uma realidade este ano. 

Do outro lado do globo, contudo, vimos a Xiaomi lançar o Mi 9, o Mi 9 SE e o Explorer Edition, que são evoluções dignas da série predecessora. Nem preciso falar que esses modelos se tornarão os favoritos de importadores, que irão inundar sites e redes sociais para dizer o quanto estes aparelhos são maravilhosos, baratos e imbatíveis. É claro que o contrário também irá acontecer, começando pelos reviews tradicionais, análises e comparativos que irão constatar, de novo, que os novos Galaxy S são as melhores escolhas do ano.

Tudo vale a pena quando a ficha técnica é grande e o preço, apesar de absurdo, continua sendo encarrado por quem está disposto a investir no melhor. Hoje em dia não existe mais smartphone ruim, afinal, você só vai achar um smartphone ruim se estiver procurando no lugar errado. De modo geral, estes lançamentos são renovações, surpresas agradáveis, mas sem grandes inovações. Quer dizer, teve também o Galaxy Fold.

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Galaxy Fold em ação / © Samsung

Sim, eu sei que você deve estar pronto para deixar um comentário aqui neste artigo dizendo que não vê necessidade de usar um celular dobrável e que esse tipo de produto é inútil. E eu entendo. Mas o Fold está em uma categoria de produtos que oferecem uma experiência que nós, de modo geral, ainda desconhecemos, portanto, é difícil dizer que não precisamos de algo quando ainda não tivemos contato com seu real valor.

Pode ser que a tecnologia de tela dobrável não surpreenda, e que o aparelho não seja tão fino e delicado como você ou a Apple gostariam que fosse. Toda tecnologia nova carrega um fardo, seja, por exemplo, em termos de design ou de preço. Aliás, o preço do Galaxy Fold (US$ 2.000) é proibitivo. Muito provavelmente eu não irei investir no Fold após seu lançamento, assim como você, mas isso não significa que será o fim dele ou dessa categoria de produtos que sequer podem ser comparadas com smartphones tradicionais.

Outros compradores serão, no entanto, os fiadores dessa tecnologia e seus investimentos servirão como um sinal verde para, quem sabe, uma nova geração do Galaxy Fold. Dessa forma, passando o tempo e as gerações, muito provavelmente você conseguirá ter um celular dobrável na medida em que a tecnologia se popularizar e se tornar acessível. Até lá, teremos que aprender a entender o real objetivo desse tipo produto antes de julgá-lo pela capa.

Ah, isso não vale só para o Galaxy Fold, mas também para Huawei, Xiaomi, Oppo e Lenovo, que lançarão produtos dobráveis este ano. Todos eles serão responsáveis por fazer com que essa tecnologia chegue ao seu bolso e ao seu pensamento em algum momento.

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Galaxy Fold em modo celular / © Samsung

Vale lembrar que nem todo mundo teve o primeiro iPhone (que nem veio para o Brasil), que custava cerca de 500 dólares em 2007, quando o salário médio de um trabalhador da Califórnia era de 1.012 dólares por mês (o estado Califórnia tinha o melhor salário da época).

Nem todo mundo teve o primeiro Galaxy, e pouca gente achava que precisava de um naquele tempo. Talvez, foi só quando chegou o Galaxy S2 ou S4 que você passou a pensar que estava na hora de entrar com tudo no mundo dos smart. Com os dobráveis esse ciclo será igual.

Socialmente falando, o Fold ficou em primeiro lugar no Google Trends e no Twitter global por horas, incluindo o Brasil, como o assunto mais comentado. Só isso já é um grande sinal de que algo está mudando no nosso mundinho dos smartphones, que já está bem saturado. Fold roubou a cena, você não acha?

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Os comentários favoritos dos leitores

  • Bruno Salutes
    • Mod
    há 9 meses

    Yan, não estou falando da apresentação em si, mas da proposta do produto. O Mi 9 é igual ao S10, que será igual ao P30, que será parecido com o OnePlus 7 e etc. É uma questão que não está ligada a hardware e nem preço, mas em inovação.

  • Thiago Lee há 9 meses

    Sim, a FlexPal já havia mostrado, mas qualquer empresa consegue mostrar uma tela de plástico toda torta, que foi o que ela mostrou, a inovação do da samsung é uma tela totalmente reta, sem curvatura de dobras, com qualidade muito superior. Todas entraram na corrida pra mostrar algo, mas a samsung foi com calma e mostrou um produto de qualidade. Xiaomi/Oneplus/Huawei/Oppo/Vivo, todas tem celulares custando "caro", tanto é que as empresas estão começando a sair de seu conforto e adicionar novas coisas aos seus dispositivos, como proteção IP, som esterio. Tenho um mate 20X, único ruim é o dpi que colocaram super baixo, a falta do IP e bloqueio total, não podendo usar aplicativos google nativamente ou mudar o home. Xiaomi tem ótimos aparelhos, mas tu coloca no dedo quantos tem saída de som estério e proteção IP, assim como bateria boa, tudo isso agrega valor ao dispositivo.

    A samsung não pretende vender o Folder delas pra qualquer um, esse é um mercado exclusivo, assim como foi os celulares premiums por alguns anos. Quanto a questão de ter ou não o aparelho para multitarefas, ai é que entra o consumidor exclusivo, multitarefa é essencial para quem trabalha com celular, executivos que usam muito, vão adorar a ideia de ter algo portátil que possui multitarefa com 3 aplicativos.
    É uma questão de exclusividade de mercado mesmo.

37 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
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  • Vai ser muito engraçado pessoas pagando caro no Galaxy Fold sendo que o mercado esta focado em executivos ricos.
    A inovação dele é o fato dele ter 3 apps na multi tarefa oque antes só era possível abrir 2.
    A gigante Apple que se cuide Samsung vai chacoalhar o mercado para os próximos anos


  • vem mais dobráveis por aí... esperar a MWC...


  • De novo: basta dar uma lida nos comentários para constatar que certos engenheiros e designers de internet são muito mais capazes que os respectivos das empresas...


  • Galaxy Fold: parei de ler quando disse que custava $ 2000,00 dólares ou R$ 7500,00 reais convertidos sem os impostos. Pode isso Arnaldo? rir pra não chorar ... rssss


  • Não achei o Fold grande coisa. Um aparelho "smart" dobrável só teria vantagem para mim se quando aberto fosse realmente como um tablet de no mínimo 10 ou 12 polegas e quando dobrado ao meio se transformasse em um celular com metade da tela, ou seja, viraria um celular de verdade nos padrões atuais. Como tablet poderia ser usado para ver vídeos e executar funções que viriam a substituir um PC, por exemplo, como em trabalhos gráficos, planilhas, projetos arquitetônicos e de engenharia, etc.
    A grande revolução seria um aparelho com tela maleável e não dobrável em apenas um local. Um celular que poderia virar uma pulseira seria fantástico. Melhor ainda seria um dispositivo que emitisse luz "palpável" e projetasse uma tela no ar. Isso sim seria revolução.


  • Depois de tanto tempo a Samsung dando hype pro celular dobrável eu esperava que ela mostrasse algo mais polido, o Fold é decepcionante, sem dúvida o conceito mostrado é ótimo mas a execução está péssima. As telas são pequenas demais pra um smartphone e pra um tablet atualmente, em tempos de redução de bordas o modo smartphone tem bordas maiores que os primeiros smartphones de 10 anos atrás e o modo tablet tem um fucking notch no canto, não dava pra colocar o recorte igual ao do S10+?????? Como eu disse, o conceito é incrível e na minha opinião será pra onde os smartphones caminharão, mas essa execução do projeto está com uma cara de protótipo, um protótipo caríssimo que não melhora a experiência tablet/smartphone, ainda compensa mais comprar um tablet e um smartphone separadamente que sairão mais baratos e mais úteis. Lançar não foi a melhor opção.


  • Foi uma péssima escolha da Xiaomi achar que iria chamar a mesma atenção que a Samsung, ao lançar um celular no mesmo dia que a coreana. Mal vi coberturas do evento do novo Mi 9.


  • É bem verdade que esse projeto está um pouco mais que apenas engatinhando, porém, a tendência agora é amadurecer e todo mundo comprar, comprar e comprar.


  • Atualmente quem está roubando realmente a cena são os chineses, com excelentes produtos e preços, deixando os coreanos, japoneses e americanos para trás, já são tendência mundial. De fato quem diária que uma nação "comunista" está tão ligada ao capitalismo. Kakakakak


  • Achei a proposta legal mas sei que não é pra mim... O preço é com certeza a principal razão.
    O que eu gostaria de ver é um tablet dobrável de pelo menos 10" de tela aberto e sem tela secundária... E claro com um acessório que é indispensável pra mim, a S-Pen. Até juntaria uma grana alta pra pegar um.


    • Também tenho a mesma opinião, se é para fazerem um dobrável, que aberto se torne um tablet com tela bem grande... Acho que por isso preferi o conceito de dobrável da Xiaomi ao da Sammy.


  • Olhando pelo ponto de vista tecnológico,sim uma inovação bacana,mas será que o Galaxy Fold vai deslanchar ? E o preço?


  • Discordo da matéria, a melhor apresentação sem duvida foi o mi 9!

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