Os Galaxy S10 são aparelhos incríveis, cumprem os requisitos básicos para serem os melhores topos de linha do ano. O modelo S10 5G vai além, não apenas pela câmera quádrupla na traseira, mas por estar devidamente preparado para ser usado em países onde o 5G se tornará uma realidade este ano.
Do outro lado do globo, contudo, vimos a Xiaomi lançar o Mi 9, o Mi 9 SE e o Explorer Edition, que são evoluções dignas da série predecessora. Nem preciso falar que esses modelos se tornarão os favoritos de importadores, que irão inundar sites e redes sociais para dizer o quanto estes aparelhos são maravilhosos, baratos e imbatíveis. É claro que o contrário também irá acontecer, começando pelos reviews tradicionais, análises e comparativos que irão constatar, de novo, que os novos Galaxy S são as melhores escolhas do ano.
- Hands-on Samsung Galaxy S10 e Galaxy S10 Plus
- Hands-on Samsung Galaxy S10e
- Hands-on Samsung Galaxy S10 5G
Tudo vale a pena quando a ficha técnica é grande e o preço, apesar de absurdo, continua sendo encarrado por quem está disposto a investir no melhor. Hoje em dia não existe mais smartphone ruim, afinal, você só vai achar um smartphone ruim se estiver procurando no lugar errado. De modo geral, estes lançamentos são renovações, surpresas agradáveis, mas sem grandes inovações. Quer dizer, teve também o Galaxy Fold.
Sim, eu sei que você deve estar pronto para deixar um comentário aqui neste artigo dizendo que não vê necessidade de usar um celular dobrável e que esse tipo de produto é inútil. E eu entendo. Mas o Fold está em uma categoria de produtos que oferecem uma experiência que nós, de modo geral, ainda desconhecemos, portanto, é difícil dizer que não precisamos de algo quando ainda não tivemos contato com seu real valor.
Pode ser que a tecnologia de tela dobrável não surpreenda, e que o aparelho não seja tão fino e delicado como você ou a Apple gostariam que fosse. Toda tecnologia nova carrega um fardo, seja, por exemplo, em termos de design ou de preço. Aliás, o preço do Galaxy Fold (US$ 2.000) é proibitivo. Muito provavelmente eu não irei investir no Fold após seu lançamento, assim como você, mas isso não significa que será o fim dele ou dessa categoria de produtos que sequer podem ser comparadas com smartphones tradicionais.
Outros compradores serão, no entanto, os fiadores dessa tecnologia e seus investimentos servirão como um sinal verde para, quem sabe, uma nova geração do Galaxy Fold. Dessa forma, passando o tempo e as gerações, muito provavelmente você conseguirá ter um celular dobrável na medida em que a tecnologia se popularizar e se tornar acessível. Até lá, teremos que aprender a entender o real objetivo desse tipo produto antes de julgá-lo pela capa.
Ah, isso não vale só para o Galaxy Fold, mas também para Huawei, Xiaomi, Oppo e Lenovo, que lançarão produtos dobráveis este ano. Todos eles serão responsáveis por fazer com que essa tecnologia chegue ao seu bolso e ao seu pensamento em algum momento.
Vale lembrar que nem todo mundo teve o primeiro iPhone (que nem veio para o Brasil), que custava cerca de 500 dólares em 2007, quando o salário médio de um trabalhador da Califórnia era de 1.012 dólares por mês (o estado Califórnia tinha o melhor salário da época).
Nem todo mundo teve o primeiro Galaxy, e pouca gente achava que precisava de um naquele tempo. Talvez, foi só quando chegou o Galaxy S2 ou S4 que você passou a pensar que estava na hora de entrar com tudo no mundo dos smart. Com os dobráveis esse ciclo será igual.
Socialmente falando, o Fold ficou em primeiro lugar no Google Trends e no Twitter global por horas, incluindo o Brasil, como o assunto mais comentado. Só isso já é um grande sinal de que algo está mudando no nosso mundinho dos smartphones, que já está bem saturado. Fold roubou a cena, você não acha?
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