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O que é este microLED que tanto interessa à Apple?

A Apple está desenvolvendo telas microLED para usar em seus futuros dispositivos. Segundo a Bloomberg, a empresa está testando painéis com a tecnologia em uma fábrica secreta na Califórnia.

As pesquisas estão avançando bem, mas não rápido o suficiente para vermos telas microLED na próxima geração de iPhones. Estima-se que cerca de 300 engenheiros estejam trabalhando no projeto, mas ainda não há informações concretas a respeito de quando poderemos ver a tecnologia nas lojas e nem em quais dispositivos.

Por que a Apple está interessada em microLED?

É muito comum, no universo da tecnologia, uma marca usar componentes produzidos pelas rivais. E esse é justamente o caso. Atualmente, o iPhone X utiliza telas OLED, produzidas pela… Samsung. 

Desenvolver as próprias telas deve diminuir a dependência da Apple em relação a terceiros, sobretudo em relação a rivais. Além disso, a tecnologia microLED é a mais avançada para telas, apresentando diversas vantagens em relação às demais.

Afinal, o que é microLED?

Um painel microLED nada mais é do que milhões de conjuntos de LEDs, em tamanho microscópico – possuem cerca de 1% do tamanho de um LED convencional. Eles ficam combinados de três em três, um vermelho, um verde e um azul (RGB). Cada trio funciona de maneira independente, podendo emitir luz própria.

Quando unidos em um painel maior, esses microLEDs formam as imagens. É algo parecido com os painéis de LED em estádios e festivais, com a diferença de que, aqui, a imagem fica nítida a qualquer distância, não só de longe.

As telas microLED têm alguma semelhança com as mais modernas telas do mercado: as OLED. Ambas possuem recurso de preto profundo e taxa de contraste infinita, assim como podem usar TFT para fornecer energia para cada pixel individualmente. A diferença é que a tecnologia OLED utiliza materiais orgânicos (daí o O de OLED) para produzir a luz, enquanto o microLED utiliza um material inorgânico, o nitreto de gálio (GaN).

Ok, mas quais as vantagens do microLED?

É justamente o GaN que permite que o microLED dispense o uso de camadas com polarizadores ou encapsulamento. Assim, diante do conjunto de LEDs está apenas uma película de vidro para proteção, o que permite que as telas fabricadas com essa tecnologia sejam mais leves e finas. Além disso, as telas de microLED consomem bem menos energia que as já existentes. Em comparação com a OLED, o consumo é 50% menor; já se compararmos com o LCD, a economia é de 90%.

O lado negativo disso tudo, é claro, é o preço. A tecnologia microLED é a mais cara para telas, além de ser difícil de produzir em larga escala sem descontrolar os custos. Outra questão é que essa tecnologia torna a vida útil das telas mais longa, o que pode ser visto como bom, mas agrega ainda mais no valor do produto final. Entretanto, parece que a Apple está disposta a, literalmente, pagar para ver.

E você?

Fonte: Bloomberg

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