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Cinco mitos sobre smartphones que precisamos parar de acreditar

Existem alguns mitos sobre smartphones e que, desde sempre, tomamos como verdade. E isso vale para aparelhos Android ou de outros sistemas. Mas chegou a hora de desmistificar esse senso comum sobre esses aparelhos. Vamos a eles. 

1. Só use o carregador original 

Se isso fosse verdade, nenhum telefone funcionaria no nosso escritório. Para ser sincero, dificilmente verificamos o carregador antes de conectá-lo no nosso aparelho. 

Corrente, potência, tensão ... se sabe que esses fatores afetam o carregamento do telefone. Alguns carregadores oferecem recursos diferentes e, normalmente, são otimizados para um dispositivo específico ou para linhas de dispositivo. Como o blog ExtremeTech diz, "é possível conectar um aparelho USB a um cabo USB e uma porta USB e tudo funcionar direitinho", já que todos são da mesma família.

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Com os Nexus 5X e 6P, o "mito" é verdadeiro. por enquanto, já que eles só podem ser carregados com USB Tipo-C. / © MKBHD

Dito isso, usar um carregador mais potente pode ter um efeito negativo sobre a bateria. Ou seja, a longo prazo a resistência da bateria pode piorar, danificando-a. Entretanto, novas tecnologias podem superar os efeitos adversos dos carregadores mais potentes.

Por exemplo, o Quick Charge. Com um dispositivo compatível, a geração 2.0 da tecnologia pode carregar até 60% de uma bateria em 30min. Ou seja, por mais que a autonomia do seu smartphone seja prejudicada por um carregador mais potente, a rapidez na carga do Quick Charge acaba por compensar essa perda. 

Essa vantagem é significativa, especialmente quando levamos em conta que a tecnologia funciona com uma infinidade de dispositivos de marcas diversas. Ou seja, é possível usar um carregador rápido da HTC em um Sony Xperia sem problemas.

2. Uma tela preta aumenta a autonomia

Isso é verdade, mas não para todos. O aumento da autonomia só vale ao se usar uma tela preta "real". Apenas telefones com tela LED (OLED, AMOLED, ...) economizam energia ao exibir preto, já que cada ponto é um LED. 

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O preto do AMOLED economiza bateria. / © ANDROIDPIT

Já para telas LCD, esse argumento não é válido. Elas usam iluminação em todo o display, não importando a cor exibida. O LCD é mais intensivo no uso de bateria, mas as telas LED são mais caras de se produzir. Além de toda a briga sobre qual é a melhor.

3. Melhores especificações, melhor desempenho

É claro que um Android de 2011 não terá o mesmo desempenho de um de 2015, já que , com o tempo, as tecnologias são aperfeiçoadas (miniaturização, menos calor, mais rapidez, etc.). Dito isso, nem sempre vale a pena pular cegamente para o novo processador, já que tecnologias novas podem apresentar falhas novas. Ou alguém já esqueceu o que aconteceu ao Snapdragon 810?

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iPhone 6 (canto superior esquerdo), o Nexus 5 (canto superior direito), OnePlus 2 (canto inferior esquerdo) e Sony Xperia Z3 Compact (canto inferior direito). Você acha que a diferença de qualidade é tão importante? / © ANDROIDPIT

O processador mais rápido e com mais núcleos não necessariamente apresenta o melhor desempenho. Aquecimento, travamento, distribuição de tarefas entre os núcleos, consumo de RAM, otimização de software, tecnologia de tela... são muitas as variáveis que afetam o desempenho de um smartphone hoje em dia. 

Esse raciocínio é valido não só para SoC, mas para a tela, a bateria, a quantidade de RAM, os megapixels da câmera e até mesmo para o armazenamento interno oferecido. Cada caso é um caso e por isso é sempre importante pesquisar sobre os aparelhos. 

4. Deixar o telefone carregando prejudica a bateria

Ao ir dormir, muitas pessoas conectam o smartphone no carregador e só o tiram quando acordam. Ao contrário do que muitos acreditam, isso não danifica a bateria. Hoje em dia, assim como os notebooks, o aparelho entra em um modo chamado "setor", que impede que ele sobrecarregue.

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O método mais certeiro de destruir a bateria de um smartphone. / © ANDROIDPIT

Aparelhos muito antigos ainda podem apresentar problemas, mas se você tem um smartphone feito nos últimos anos, não há com o que se preocupar.

No entanto, algo importante a se notar é o uso do smartphone durante o carregamento. O ato de carregar a bateria aquece o telefone e alguns modelos já sofrem de aquecimento excessivo, seja pelo processador, seja pela tela. O LG G3, por exemplo, esquenta muito durante o uso e durante o carregamento. Ao carregar e usá-lo ao mesmo tempo, fica difícil até mesmo segurar o aparelho.

5. Um reset de fábrica limpa todos os dados

Ao vender ou aposentar seu smartphone, é altamente recomendado fazer um reset de fábrica. Entretanto, acreditar que esse processo removerá todos os dados do telefone não é recomendável. Em alguns casos, é preciso mais que isso.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo ArsTechnica, "cerca de 360 milhões de celulares não conseguem limpar contatos, e-mails, imagens, etc." com um reset de fábrica. Além disso, o procedimento não apaga os dados armazenados no cartão SD. 

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Criptografar é importante. / © ANDROIDPIT

Se após o reset os dados desapareceram, não é necessariamente porque eles foram apagados. Em alguns casos, eles estão apenas "suspensos", invisíveis aos usuários, mas ainda podem ser recuperados. Por isso, alguns especialistas recomendam criptografar os dados antes de voltar às configurações de fábrica. 

Ainda não testei essa tática, mas assim que o fizer, dou um retorno a vocês.

Quais outros mitos merecem estar nessa lista?

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.