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Entramos na era da fragmentação dos serviços de streaming?

Entramos na era da fragmentação dos serviços de streaming?

O streaming tem se tornado um serviço bastante popular, seja no campo das músicas ou dos vídeos. É claro que algumas empresas se destacam mais, como o Spotify e o Netflix, por exemplo, que são referências nesse segmento. O Netflix é o mais conhecido, e também o que está prestes a levar um golpe pesado, que é a saída da Disney do seu portfólio.

Eu sempre fui fã de streaming, pela praticidade oferecida e pelo fato de poder encontrar músicas, vídeos e jogos no mesmo padrão de qualidade. Existem, contudo, usuários que ainda resistem a essa modalidade não apenas pelo fato de precisar pagar por algo, mas também por precisar fazer várias assinaturas de serviços diferentes e que entregam conteúdos similares.

Se eu gosto de séries da HBO, por exemplo, preciso assinar o HBO GO, que exige um pacote de TV a cabo contratado, ou então o HBO Now, que é quase o valor dos canais HBO à la carte. Acontece que muita gente passa o mês procurando por coisas novas, logo, o Netflix pode ser a melhor opção para encontrar séries originais ou filmes mais antigos. É aí que entra a segunda assinatura, com possibilidade de surgir uma terceira, caso eu queira assistir ao conteúdo exclusivo do Amazon Prime.

O Netflix é sempre a aposta principal de muita gente, embora o serviço não esteja em seu melhor momento. A empresa começou a investir pesado em conteúdo original, como séries, talk shows, musicais e até filmes, em busca de criar uma receita mais sólida do que aquela gerada através do licenciamento do conteúdo com produtoras de filmes. Aliás, esse é o maior problema do serviço, visto que o catálogo sofre mudanças mensais e que não agradam seus usuários.

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Disney vai sair do Netflix / © AndroidPIT

O licenciamento que a Netflix faz é baseado em fatores como popularidade, custo, sazonalidade ou disponibilidade local. As produtoras disponibilizam os títulos desejados e podem retirá-los do catálogo caso não sejam renovados pela Netflix. Como vocês já sabem, inúmeros filmes entram e saem do serviço exatamente pela questão da renovação. Produtoras que não renegociam com a Netflix já contam com serviços concorrentes para fechar outras parcerias, ou então, criam seu próprio serviço de streaming, como é o caso da Disney.

A Disney deve se tornar em breve um serviço semelhante ao oferecido pela HBO, fazendo com que o Netflix invista ainda mais em conteúdo original para depender menos desses licenciamentos. Em janeiro deste ano, por exemplo, 145 produções deixaram o Netflix e não retornaram ao acervo até o momento. A saída da Disney já foi confirmada pelos executivos da companhia, que são donos também da Marvel Studios, da Lucasfilm e da Pixar. Estima-se que mais de dois mil filmes, séries e desenhos podem sair do Netflix junto com a Disney até 2019.

De um lado o usuário ganha mais poder escolha, enquanto que em outro cenário temos uma polarização que não agrada quem não quer investir em múltiplas assinaturas de serviços semelhantes. O serviço da Disney se juntará ao Amazon Prime, ao Netflix, ao HBO Now, ao Crackle e ao NetMovies, além de muitos outras que existem por aí. Sem contar aqueles que devem seguir o mesmo caminho da Disney e criar um negócio próprio.

Você acha que os serviços de streaming de vídeos deveriam ser segmentados? Assina algum desses?

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Os comentários favoritos dos leitores

  • Jairo rios 09/08/2017

    Vai ser a mesma desgraça da TV a cabo , fazendo uma a analogia , teremos que adquirir um monte de combos (serviços de streaming) para ter acesso a algo que interesse para assistir

  • Leandro Tavares 09/08/2017

    Eu acho que se o streaming se fragmentar demais a pirataria vai ficar mais forte ainda.

  • Lucas Aureliano 09/08/2017

    Nessa guerra, quem sai perdendo é o usuário.
    Até porque o valor da assinatura só faz aumentar.
    Imagina pagar Netflix, HBO GO, Disney, etc, etc, etc?
    Mas entendo que as companhias querem lucro.

  • Luciano Diniz 09/08/2017

    Se só fragmentar ainda está bom, problema é fragmentar a ponto de tudo ser a mesma coisa...vai ficar igual TV aberta, muitos canais, mas com programações similares... Pode até fragmentar, mas manter as exclusividades e diferenciais de cada um. Negocio é arrumar uma plataforma de pagamento única, tipo um site pra isso, ainda dando desconto pra quem assina vários serviços juntos, tipo Netflix, Telecine, HBO e etc.

  • Phelipe B. 10/08/2017

    Netflix no Brasil é a prova de que um serviço bom por um preço justo convence o usuário a não buscar formas alternativas, leia pirataria, de consumir entretenimento

91 Comentários

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