Nokia 2 é um smartphone de entrada com 1 GB de RAM e 8 GB de memória

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Stella Dauer

Os rumores estavam certos e a HMD Global de fato anunciou um smartphone de entrada, o Nokia 2, com foco especialmente na bateria de 4.100 mAh. As informações que chegaram por meio do AnTuTu, um app de benchmark que também mostra as informações de hardware dos aparelhos que passam por testes nele, foram confirmadas.

O Nokia 2 é um aparelho básico com processador Qualcomm Snapdragon 212 – que ninguém lembrava que existia –, GPU Adreno 304, 1 GB de RAM, espaço interno de 8 GB, tela HD 1280 x 720 pixels com Corning Gorila Glass 3. As câmeras também são bem básicas, de 8 megapixels com Flash, detecção de foco automático na parte traseira e 5 megapixels na parte frontal da câmera.

Além disso, ele roda a versão 7.1.1 Nougat do Android, mas já está preparado para receber o Oreo e os updates de segurança que o Google envia quase que mensalmente.

Nokia 2 / © HMD Global

No meio de setembro o especialista em vazamentos Evan Blass já tinha mostrado algumas imagens de como deveria ser o design do Nokia 2, enquanto as informações do FCC apontavam para uma bateria de 4000 mAh. Todos acertaram pelo que vemos nas imagens de divulgação exceto pela bateria, que na verdade tem 4.100 mAh.

O Nokia 2 estará disponível em Metal, Preto e Metal, Branco e Cobre e apenas Preto por € 99, cerca de R$ 380.

Nokia 2 / © HMD Global

Nokia 2: Ainda precisamos de smartphones assim?

Apesar da bateria muito longeva, acho questionável a utilidade de aparelhos como esse. É fato que em muitos locais a população ainda precisa de aparelhos o mais barato possíveis por questões de baixa renda (incluindo a Índia, país onde a HMD tem atuado bastante), mas talvez fosse melhor baixar os preços de aparelhos mais antigos e mais poderosos do que continuar fabricando smartphones com apenas 8 GB de espaço interno.

Se hoje temos no mercado brasileiro um smartphone do cacife do Galaxy S7 como um dos melhores custo benefício do mercado, por que não fazermos algo similar com smartphones intermediários dos outros anos? Talvez, com as devidas modificações, um aparelho como o Galaxy S5 unido a um Android One pudesse ser de alguma forma bem avaliado pelo mercado e pelos usuários.

Acho que já passou da hora de pararmos de fabricar aparelhos recém projetados dessa maneira, com 1 GB de RAM e 8 GB de armazenamento, e aproveitarmos projetos, peças e maquinário do que já temos, levando aparelhos realmente melhores a quem não pode pagar muito.

E você, acha que aparelhos assim ainda têm espaço?

Fonte: Phone Arena

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