Atualmente, vemos marcas chegando aqui não para serem disruptivas, nem para ganharem uma boa fatia do mercado, e sim para venderem seus aparelhos por preços altos para os que se dedicam a pagar. Os iPhones sempre caríssimos, Huawei serão caríssimos (?), Xiaomi estão caríssimos... até Galaxy J8 é caro.
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Estamos também naquela estagnação do mercado da qual já falamos bastante por aqui, onde quase todos os intermediários já servem para a maioria das tarefas diárias enquanto os topos de linha ostentam quase as mesmas especificações, com pequenas mudanças de visual. Isso contribui para que esperemos menos de qualquer concorrente disponível.
E a Nokia é um caso desses. Quando finalmente se desvencilhou da Microsoft e ressurgiu pelas mãos de chineses e finlandeses, nossos corações se aqueceram. A rainha estava de volta! Começaram a surgir os primeiros aparelhos, com propostas boas, preços interessantes, software mais leve e atualização rápida para todos os aparelhos, até o mais simples Nokia 2.
Mas... e? Já são dois anos, o primeiro aparelho surgiu em 2017, o Nokia 6, e estamos na mesma. Preço interessante, software mais leve e atualização rápida. Para o mercado internacional é um diferencial bom, algo que está fora da curva em alguns aspectos. Mas e aqui no Brasil, teria espaço para essa proposta?
Primeiro, seria difícil os aparelhos chegarem a preços bons. Ninguém está fazendo isso, não seria a Nokia quem iria começar, fora o custo Brasil. Perdendo o apelo do preço ela teria o outro único atrativo importante no Brasil, a marca. Nokia é conhecida, querida e teria um apelo maior até do que a Huawei por aqui.
Mas ficaria nisso. Isso porque temos sempre que lembrar que os leitores desse site se preocupam com atualizações de sistema, com quantidade de RAM, com a presença de bloatware no aparelho, mas a grande maioria, não. A maior parte da população quer preço e marca, e o que a Nokia tem a oferecer nesse quesito?
A Nokia fez sucesso aqui quando não haviam concorrentes e trazia dezenas de modelos bem diferentes em uma época em que isso era desejado e aceito. Hoje em dia, aparelhos que se diferenciam demais são jogados no canto do mercado. Isso está mudando mas, por enquanto, não vejo nada que a Nokia possa nos oferecer de realmente bom por aqui.
A Nokia lá fora sequer se resolveu em relação ao design de seus aparelhos, os tipos de notches que usa telas, a quantidade de câmeras. Seria um simples repeteco de Motorola com Asus made in Brazil.
Você concorda? Acha que seria uma boa a Nokia por aqui? Por que?
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