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O que pode mudar com a chegada da Huawei ao Brasil?
Huawei P30 Opinião Huawei 4 min para ler 26 Comentários

O que pode mudar com a chegada da Huawei ao Brasil?

Vai chegar, e não vai chegar com pouco, não. Diferente da Xiaomi, que na última vez em que esteve no país trouxe um aparelho muito simples dentre os muitos que tinha, a Huawei planeja sua volta volta ao país com direito aos últimos lançamentos da empresa. Mas o que essa chegada pode nos trazer?

A Huawei já esteve no país alguns anos atrás, e não vendia aparelhos muito interessantes por aqui. Porém, agora, diferente de outras empresas que resolveram apostar no país, ela planeja chegar já com os high end P30 Pro e P30 Lite, que foram lançados há apenas alguns dias. A previsão é que as vendas comecem em Maio.

Mas a volta da Huawei representa muito mais do que aparelhos topo de linha – que, aliás, chegarão custando bem caro. A primeira coisa a se pensar é em concorrência saudável. Atualmente, a Samsung conta com mais de 50% do market share no Brasil, longe do segundo lugar, que fica com a Motorola. Segundo levantamento da IDC, Samsung e Motorola responderam por nada menos que 78% das vendas de smartphones no país no ano passado.

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É o P30 Pro quem deve abrir alas por aqui / © AndroidPIT

Apesar de prestigiada, a Samsung é uma marca que vem precificando seus aparelhos no país de forma bem chocante, e embora não pareça que algo diferente vá acontecer em relação à Huawei, é um ponto importante que pode ser a fraqueza da empresa que está "tranquila" em sua liderança.

Ainda assim, o trabalho não será fácil. Apesar de ser uma das maiores marcas do segmento no mundo, sempre brigando de igual para igual com a Samsung, aqui no Brasil a coisa muda de figura. De acordo com pesquisa do IDC, menos de 1% dos brasileiros conhece a marca por aqui.

E, de acordo com Renato Meireles, analista de mercado em Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, preço e marca são os pontos mais importantes para uma fabricante dar certo por aqui. Atualmente, 90% do mercado é dominado por quatro marcas, e por mais que seja famosa lá fora, a Huawei será uma novata em terras nacionais.

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Estamos no aguardo para ver qual será a estratégia da Huawei no Brasil / © viewimage/Shutterstock

De qualquer forma, a Huawei chega em um momento muito bom, muito melhor do que o enfrentando pela Xiaomi. O mercado ainda traz o otimismo do início do ano, com um novo governo, e o brasileiro já está mais maduro em relação a suas preferências em smartphones.

"O nosso mercado já está chegando em um nível de maturidade. São consumidores que já estão no seu segundo, terceiro ou quarto smartphone. Ele já conhece a tecnologia do aparelho, já sabe que uma câmera não quer dizer apenas megapixels e sim a um processamento melhorado. Ele já conhece as marcas, já sabe quais são os players que estão trazendo novidades ao mercado. [...] Já sabe quanto vai gastar em um aparelho com melhores especificações. – Renato Meireles, IDC Brasil.

Meireles explica que, com 154 milhões de celulares vendidos no país, o brasileiro já está em sua segunda, terceira ou quarta compra de aparelho, e já sabe mais sobre as melhorias e sobre como escolher algo de qualidade. Para aparelhos da Huawei, isso não deve ser um problema. 

Atualmente, o principal obstáculo não está em entrar no mercado, e sim em saber o que o consumidor deseja. Por isso, talvez, a grande mudança que a Huawei traga seja uma nova percepção do nosso país a esses grandes players chineses. Se a Huawei prestar atenção, acima de tudo, no consumidor, e der certo por aqui, será seguido na mesma estratégia pelas outras fabricantes.

O que você espera da Huawei por aqui?

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26 Comentários

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  • Se chegar apenas com os tops, não espero nada demais. Esperaria mudanças caso trouxesse os aparelhos da Honor com preços abaixo dos Samsungs e dos Motorolas (que desvalorizam muito rápido e são, normalmente, medianos).

    CAV


  • Pra mim, nada. Vou continuar passando longe dessa Marca.


  • Acho que a única forma de mudar é oferecendo bons produtos com preços justos. Entretanto, creio que para oferecer preço justo seja necessário a fabricação dos produtos aqui no Brasil.


  • na minha opinião não veio mudanças significativas, os aparelhos dessa marca são caros.


  • Vai ser caro, mas acho que vai ser aparelho bom. Lembro quando a Huawei ainda vendia por aqui, eu cogitei comprar um P7, mas comprei um LG G3 por ser uma marca mais conhecida. Me dei mal, o G3 deu problema.


  • Como ela vai chegar com flagships, é obrigatório que os preços sejam bem abaixo dos atuais no Brasil, como S10 e iPhone X, se for do mesmo nível as pessoas vão se manter no que já confiam do que arriscar, eu mesmo faria isso, vamos ver o que vai ser, pq se seguir a mesma da xiaomi, duvido que vá vingar já que entre um pocophone de 3k e um S9+ de 3k não tem nem oq pensar.. minha opinião pelo menos.


    • Claro que uma boa política de preços é apenas o começo de todo um projeto.
      Usá-lo apenas como o fim do mesmo acaba sendo a armadilha que pegou a Sony, que praticou preços abaixo da concorrência nos seus últimos high-ends que chegaram pra cá, mas não evitou o fracasso dos mesmos.


  • Eu desejo sucesso pra Huawei. Toda concorrência é sempre bem vinda e os aparelhos deles, especialmente os top de linha são muito bons, o recém lançado P30 Pro que o diga quando o assunto é fotografia.
    Se eles vão fazer sucesso só o tempo vai dizer mas espero sinceramente que eles tragam também aparelhos intermediários e os da linha Honor pra cá.


  • vai ser mais uma opção, de celulares com preços altos somente


  • Tudo a depender dos preços a serem praticados, se forem concorrer com preços próximos aos da Samsung ou Apple ela pode encontrar dificuldade por ser uma marca pouco conhecida no mercado, aí ela vai ter que atacar com marketing pesado, para fazer o brasileiro que compra top de linha querer os produtos dela, agora se os preços forem mais amistosos (coisa que eu não acredito) tem tudo para vender bem e abrir caminhos para os intermediários da empresa.


    • Chegar os tops e depois ficar dependendo dos resultados deles pra chegar o resto acho complicado.
      Tem que chegar tudo: top, intermediário e entrada. E os dois últimos tem que estar na mesma vitrine de Moto E, Moto G, Galaxy J e Galaxy A.
      Qualquer coisa diferente disso é pedir pra perder dinheiro.


      • Até entendo que deve ter um portfólio maior de produtos, porém acho que chegar com tudo não compensa pra empresa, mais variedade resulta em uma estrutura maior de pós venda, coisa que ela ainda não tem no país, chegando com produtos bons ela pode começar a chamar mais a atenção dos consumidores, e outra, chegar no Brasil de cara pra competir com Moto G e Galaxy J é difícil, tem que ter uma certa relevância no mercado, senão os produtos vão encalhar nas prateleiras.

        CAV


      • Ter relevância e popularidade no mercado e trabalhar só com aparelhos de alta gama a curto prazo não combinam na mesma frase.
        Basicamente ela está partindo para o extremo oposto do que a Xiaomi fez, em 2014, por aqui.
        E ficar em extremos não vai solucionar o problema dela, se a ideia é chamar a atenção do leigo consumidor de Galaxy J e Moto G.


  • Estou contente com a chegada da Huawei por aqui , considero a estratégia arriscada
    em somente trazer os seus high end por aqui pois os preços são similares aos da Apple , seria interessante se trouxessem também os seus bons intermediários aí ficaria interessante


  • Depende de onde eles atacarem. Pra uma marca desconhecida do grande público chegar brigando no segmento de entrada seria dar um tiro no pé - é só lembrar da primeira tentativa da Xiaomi. Creio que a Huawei vai mirar do segmento premium pra cima, para ter mais visibilidade. Nesse caso, o preço não faz tanta diferença assim, porque o pessoal ou conhece da parte técnica, ou só quer dizer que pagou caro mesmo.


  • É mais uma opção pro pessoal ficar reclamando dos preços.


  • É uma grande fabricante. Agora, para se firmar em solo tupiniquim, terá de rever seus preços, colocando-os de modo que sejam, de certo modo, mais acessíveis, em vista de conquistar consumidores.

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