Todo mês o site da Google direcionado aos desenvolvedores libera uma tabela e um gráfico com as atuais distribuições das versões do sistema Android. Agora em novembro, a tabela mostra uma adoção ainda tímida do Android Oreo 8.0, um crescimento bom do Android Nougat 7.x e uma diminuição das versões mais antigas.
O Oreo agora está presente em 0,3% dos aparelhos Android, e embora pareça pouco, é preciso lembrar que ele foi lançado tem seis semanas, e que só está saindo de fábrica nos novos Pixel 2 e Pixel 2 XL e na linha XZ1 da Sony.
Empresas como a Samsung e Huawei estão para lançar suas versões do Oreo, aparelhos da HTC e da Huawei anunciados recentemente já devem vir também com essa versão e aparelhos da linha Nexus e antigos Pixel estão sendo atualizados.
Em junho, a versão Nougat 7.x do Android beirava os 10%, e agora estamos com 20,6%. Por mais que não seja a versão mais atual, ser a versão anterior a ela e vê-la crescendo é uma boa notícia, ainda mais vendo os outros números caindo. Apesar disso, o Android Marshmallow 6.0 ainda é o mais utilizado, com 30,9%.
Essa liderança ainda deve durar alguns meses, assim como o segundo lugar pertencente ao Android Lollipop 5.x, que aparece com 27,2%. Versões com menos de 0,1% não são contabilizadas, mas com oito versões principais ainda circulando, vemos que a fragmentação ainda é um problema que irá levar um bom tempo para sumir.
Um bilhão de aparelhos desatualizados
Dan Luu, ex-engenheiro da Google e atual engenheiro da Microsoft publicou um artigo em que mostra através de gráficos que atualmente existem aproximadamente um bilhão de dispositivos com Android desatualizados.
De acordo com Luu, um grande problema é que a velocidade em que os smartphones ficam atualizados é muito grande, o que dificulta a vida dos desenvolvedores para a implementação de APIs mais novas. Isso sem contar no enorme problema de segurança.
Ele relembra que a Google afirmou que esse problema está sendo resolvido com o Oreo, uma vez que o Android não é mais tão profundamente atrelado ao hardware como era nas versões anteriores. Mas tentativas anteriores o deixam cético quanto a essa nova solução, e mesmo que ela realmente funcione, levarão anos até que a versão Oreo do Android chegue a muitos aparelhos.
Luu afirma que é uma sorte caso você possua um aparelho de 2015 que será atualizado para o Oreo, e cita como exemplo um Moto X que teve. Ele ganhou um Moto X em 2013, quando trabalhava para a Google e a Motorola fazia parte da empresa. Atualmente, o aparelho está estacionado na versão 5.1 do Android, lançada em 2015. Já o iPhone 5S, lançado no mesmo ano de 2013, está recebendo o iOS 11, a versão mais atual do sistema móvel da Apple.
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Repito o que já disse em diversos artigos que postei aqui. Essa é o maior desafio que a Google enfrenta com o Android, e embora seja responsável por muita coisa nesse problema, não é a única culpada. Fabricantes também precisam parar de pensar apenas nos lançamentos e trabalhar para mais suporte aos aparelhos antigos.
O que você acha dos gráficos? Estamos indo por um bom caminho?
Fonte: 9to5google, Google, Dan Luu
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