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OPINIÃO 5 min para ler 63 Comentários

Porque 2018 será um ano de desafios para as fabricantes

Chegamos a 2018 cheios de expectativas. Sensores atrás da tela, reconhecimento facial, inteligência artificial e ainda com o peso de trazer novos designs, entrar de vez na onda do borderless... o que espera as fabricantes de smartphones em 2018?

Revolução no design

Essa nem é uma novidade. Todos os usuários esperam que as grandes OEMs tragam novos e ergonômicos formatos e visuais para seus novos aparelhos. O mais irônico é que, pelo menos até 2017, caminhávamos para um estilo tão genérico que, de frente, é difícil reconhecer com precisão alguns aparelhos.

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Xiaomi Mi Mix é um dos maiores exemplos de tela sem bordas / © Ice Universe (Weibo)

Ainda assim, essa ainda é uma demanda grande do mercado, e com a evolução rápida de outras tecnologias dos aparelhos, os usuários ficam esperando algo muito diferente que os fará se apaixonarem pelo próximo grande smartphone.

Em 2017 tivemos as telas borderless, que depois de passarem pelos topos de linha, estão chegando aos intermediários, como já mostraram a Alcatel na CES desse ano e a Motorola com os vazamentos recentes, além de muitas outras fabricantes. Mas e o que mais? As telas sem borda são 2017, qual será a novidade apresentada em 2018?

O que a inteligência artificial pode fazer de verdade?

Em 2017 vimos o Google abandonar o hardware específico do Projeto Tango e lançar o AR Core, concorrente do AR kit da Apple. Além disso, smartphones já estão chegando com chips específicos para lidar com a inteligência artificial. Lindo, mas para quê serve tudo isso, mesmo? Enquanto a realidade aumentada servir apenas para uns joguinhos mais imersivos e a inteligência artificial for útil apenas para perguntar quais filmes estão passando no cinema hoje, essa não é uma tecnologia útil.

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Até onde vai a inteligência artificial que temos agora? / © AndroidPIT

Queremos ver aplicações em saúde, em segurança, em real praticidade na vida do usuário. Queremos ver esses chips gerenciando melhor a bateria, a memória RAM, os dados em segundo plano, e queremos um uso realmente inovador para esses novos componentes exclusivos. O que a inteligência artifical em smartphones pode realmente fazer?

Reconhecimento facial é o caminho? É o mais seguro?

Outra novidade de 2017, o reconhecimento facial chegou de verdade após o reconhecimento de íris da Samsung.  E, ainda assim, nenhum deles é totalmente seguro, e muito menos prático. O sensor de íris não funciona muito bem dependendo do ambiente, e no caso do iPhone X da Apple, é preciso tocar na tela antes de desbloquear o aparelho.

O 5T da OnePlus está sendo bastante elogiado, mas também não é 100% seguro. Seria esse realmente o caminho? Impressões digitais vão ficar de fora, pouco a pouco, e veremos muitos topos de linha chegando com o reconhecimento facial nesse ano? É provável que na MWC tenhamos um novo V30 com esse recurso, mas quem mais vai apostar nisso? Quem tem tecnologia para garantir isso? Como tampar os buracos difíceis de ignorar que temos até agora?

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LG Q6 é um intermediário que em 2017 flertou com o reconhecimento facial / © AndroidPIT

Fragmentação do Android

Probleminha persistente, esse. Nem deveria ser um desafio de 2018, e sim, desafio de uma década para a Google. A cada nova versão lançada, mais fragmentação vai surgindo. Versões mais antigas são cada vez menos utilizadas, mas não é pouco o número de pessoas que ainda utilizam Lollipop, um sistema de quatro anos atrás.

A Google está se mexendo, e o lançamento do Android One e Android Go e do Project Treble são amostras disso, mas ainda não está sendo o suficiente. Fabricantes não estavam preparadas para o Treble, e nem querem adaptar alguns de seus produtos recém lançados a isso. E quando as marcas não cooperam, como fazer para que isso acabe? Torcemos para que em 2018 ela tire uma boa carta da manga.

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Samsung Pay, vai ou não vai? / © Samsung

O pagamento por celular vai ou não deslanchar?

Em 2016, disseram que seria a revolução. Em 2017, que seria o padrão. Falaram, falaram, e não vimos o pagamento via celular deslanchar. Ao menos, não aqui, ou nos Estados Unidos, ou em muitos outros países. Na China, já é corriqueiro, mas isso não nos coloca em um padrão, em um novo estilo de vida.

Aqui tivemos o Samsung Pay, que por mais alardeado que tenha sido, ainda funciona com uma pequena porção de cartões. E não basta funcionar tecnicamente falando, é preciso incutir a ideia e o costume nas pessoas para que isso se torne realmente uma demanda. Por isso, esse é um desafio tenso, onde as marcas não têm apenas que botar seus aparelhos para funcionar, mas também mostras às pessoas que elas não podem mais viver sem isso.

Será que em 2018 teremos vontade de usar essa tecnologia? E, se tivermos, será que elas estarão presentes aqui fortes o suficiente para que sejam uma praticidade, e não uma dor de cabeça apreciada apenas por early adopters?

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Err... / © ANDROIDPIT

E as baterias?

Finalizo minha lista com um dos pedidos mais simples, e ao mesmo tempo, mais complexo dos usuários. Se até agora as fabricantes não conseguiram resolver esse problema, será em 2018 que veremos uma luz no fim do túnel? Nada indica isso, já que não há nenhum projeto bom o suficiente com baterias duráveis em nível de chegar ao mercado. Pesquisas existem aos montes, mas nenhuma que tenha passado para a fase final.

E se os sensores de digitais abaixo da tela já são algo que só veremos com força em 2019, não serão as baterias mais eficazes que chegarão até nossas mãos. Ainda assim, vale constar aqui esse pedido, para que nenhuma fabricante esqueça que essa é uma das nossas maiores reivindicações.

E você? Quais acha que são os desafios para as marcas nesse 2018?

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Os comentários favoritos dos leitores

  • AC&MM há 2 meses

    Eu acho que o item que está mais atrasado, em termo de evolução, é a bateria. Muitos aparelhos com recursos que consomem muita carga da bateria e ela é deixada em segundo plano. Eu sei que alguns vão mencionar que existem aparelhos com mais de 4000mhA, mas ainda assim, são aparelhos que tem recursos que consomem mais do que o ideal que deveria ser consumido em um dispositivo com toda essa amperagem.

  • Deivis Schuman
    • Mod
    há 2 meses

    As grandes e famosas fabricantes precisam tomar vergonha na cara isso sim!
    Todos pedem por uma bateria melhor e a Oukitel uma empresa pequena vai e lança um aparelho com 11000 Mah.
    Todos falam em desbloqueio na tela infinita e outra empresa menor vai e faz primeiro. E as grandes ficam de braços cruzados.
    Por isso torço por essas empresas menores e menos famosas cada vez mais ganhar destaque

  • Léo Walk há 2 meses

    Bateria de smartphone deveria durar no mínimo 3 dias em uso moderado. Se as empresas conseguirem esse feito em todos os segmentos e não apenas nos topo de linha pra mim está ótimo.

  • José Luís Silva há 2 meses

    Os desafios são muitos, conseguir componentes melhores na produção de baterias, design mais modernos, recursos mais sofisticados para segurança e um sistema que possa ser mais responsivo sem o uso exagerado de memória Ram.

  • Claudio R. há 2 meses

    Na minha opinião bateria e fragmentação são sempre os maiores problema das fabricantes...

63 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

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