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Os preços da Mi Store assustaram quem...não precisa de uma Mi Store
Opinião Xiaomi 5 min para ler 25 Comentários

Os preços da Mi Store assustaram quem...não precisa de uma Mi Store

O assunto mais falado no momento em grupos de tecnologia, seja no Telegram, Facebook, WhatsApp e outros, é o da chegada da Xiaomi ao Brasil. Mais precisamente, a abertura da loja física oficial da marca, em São Paulo, nesse último final de semana.

Mas não chegam apenas elogios, e muita gente acabou foi ficando confusa. Qual a estratégia da marca? O que significa essa loja? O que são esses preços? Como a Xiaomi espera ganhar mercado por aqui?

Estive na inauguração da loja da Xiaomi no shopping Ibirapuera nesse último sábado, dia 01 de junho. Às 9 da manhã eu era uma das presentes na loja para conferir o mais importante em toda essa história: os preços dos produtos. Não apenas smartphones que teriam poucas unidades em promoção, mas também acessórios, produtos de smart home e veículos.

Achei que nada me surpreenderia, uma vez que sei dos custos brasileiros e de seus super poderes de triplicar ou até quadruplicar preços, mas algumas coisas me chocaram. Os maiores produtos estavam realmente valendo seu peso em ouro. O projetor, que é realmente caro e costuma se encontrado por até 3 mil dólares (ou 12 mil reais, sem impostos), estava batendo 20 mil reais.

Uma mala de viagem em metal, mil reais. Os veículos, um patinete e uma bicicleta elétrica, estavam por 4 mil e 9 mil reais, respectivamente. Eram preços provavelmente inalcançáveis para os Mi Fãs que esperavam aos montes do lado de fora da loja.

Alguns deles acampavam do lado de fora do shopping desde quinta feira, esperando "entrar para a história" e ter acesso aos descontos e brindes esperados. Era uma honra ser o primeiro a comprar algo. Eu, dentro da loja antes da abertura, aproveitei para comprar um Redmi Note 7, que na promoção era um dos melhores preços ali. Outros colegas da mídia compraram lâmpadas e outros itens bem antes de os acampados terem oportunidade.

Perto das 10 da manhã, o barulho do lado da fora da loja, coberta por um pano, já preocupava. Uma pessoa contratada pela Xiaomi animava os presentes na fila, puxava palmas e gritos pelo nome da marca. Achei que seria empurrada, mas a presença de bombeiros e polícia mostravam que isso não aconteceria.

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A Mi Store no Brasil / © AndroidPIT por Stella Dauer

As primeiras pessoas começaram a entrar, munidas de adesivos colados no peito e sacolinhas laranjas. Sem se importar com preços maiores do que os importados, elas pareciam frenéticas e felizes por ver sua marca favorita chegando ao Brasil e abrindo um espaço de respeito com uma grande e completa loja. Os vendedores eram muitos e estavam animados.

Ao sair da loja, ganhei um cupom de até 100 reais para aproveitar em uma futura volta, e um Mi Fidget Cube de 25 reais como brinde. Espero que os Mi Fãs que aguardavam do lado de fora tenham tido algo melhor. No shopping, uma pequena fila se formava para a entrada, e eu imaginei que a recepção do primeiro dia seria menor do que imaginavam, de apenas umas duas centenas de pessoas.

Ao sair do shopping, encontrei uma fila na parte externa que impressionou mais do que os preços. Eram milhares de pessoas que davam a volta no quarteirão do lugar, debaixo de chuva. Um conhecido me avisou que passavam das 3 mil senhas distribuídas em pulseiras. Ele estava muito longe na fila e já passavam mais de 3 horas desde a abertura.

Preços para espantar importadores

Os preços oferecidos pela loja espantam importadores, mas apenas aqueles que já estão acostumados a entrar nos mais famosos sites chineses e comprar produtos para uso próprio, e que inclusive depois entram em grupos para alardear como sua compra fora inteligente.

Mas não deve espantar outro tipo de importador, aquele que compra mais unidades de um mesmo produto, espera a chegada dos mesmos e os revende em sites de compra como Mercado Livre, OLX e até em locais mais visíveis, como o marketplace da Amazon.

Uma rápida busca no Google mostra como é fácil encontrar os mesmos produtos da loja oficial sendo vendidos pela metade do preço, já no país, a pronta entrega. E essa é uma preocupação da Xiaomi enquanto empresa? Da DL pode até ser, mas para a chinesa, não vejo traumas.

Vendendo aqui ou lá, a Xiaomi continua a faturar, os usuários continuam felizes. Quem já compra lá fora, por um valor bem abaixo do oficial do país, já não se importa com garantia, assistência técnica ou com a demora e incerteza da chegada. E não vai comprar na loja oficial.

E não se preocupem, a Xiaomi sabe disso. Sua loja, seus produtos e a parceria com a DL chegam para conquistar quem ainda não a conhece, quem estava só esperando uma garantia oficial no país para experimentar. Quem já paga caro em um Samsung, se conhecer bem a Xiaomi, pode pagar caro também por ela. Afinal de contas, falando de qualidade, uma não perde em nada para a outra.

Por isso também, a Xiaomi não deve perseguir importadores e lojas não oficiais. Quanto mais gente com Xiaomi na mão, mais ela poderá vender em sua loja.

E você? O que achou da loja da Xiaomi?

Os comentários favoritos dos leitores

  • Penskemen há 1 semana

    Olha... Um comentário curto e grosso e sem rodeios:
    - Quer ver e conhecer os produtos da Apple, visite a iPlace Store
    - Quer ver e conhecer os produtos da Samsung, visite a Samsung Store
    - Quer ver e conhecer os produtos da Xiaomi, visite a Mi-Store
    Agora na hora de fechar a compra do aparelho que gostou, pesquise e compre nas lojas de varejo ou no Mercado Livre. Simples assim !

  • Thiago Lee há 1 semana

    A verdade é que já esperava esses preços altos, impostos, loja física, mão de obra, assistência, garantia, tudo isso pesa na hora de montar a loja. O bom é a introdução da empresa de forma física, com loja grande para chamar atenção para seus produtos.

25 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

  • E o link do site oficial?


    • mi.com/br/
      Já está com vendas disponíveis, porém estão mais caros do que quando anunciados no evento de lançamento. Ex: anunciaram o Redmi Note 7 por 1.666,00 e está por 1.999,00 ou em 6x...


  • Realmente foi uma matéria extremamente ponderada e elucidou bastante. Parabéns Stella Dauer.


  • Brasil sendo ele próprio. Obrigado DL por superfaturar os produtos.


  • Disse tudo, a estratégia da empresa não é vender pra quem já importa e sim para os que não fazem!


  • Excelente matéria, e eu acredito que seja bem por aí, para os 10% que acompanham a marca faz tempo em sites de tecnologia sabe que não vale a pena comprar pelos preços da loja física, só se o nego for muito desastrado e vive deixando o aparelho cair aí quem sabe é melhor repensar e ter a tal da garantia e assistência técnica, que aliás, sugiro a ideia de realizar uma matéria sobre a mesma para verificar o atendimento, preços e qualidade do serviço, caso eu precise como muitos já disseram prefiro correr o risco de importar ou comprar por aqui nos canais já conhecidos não oficiais, mas desejo sorte e sucesso a marca e quem sabe melhorando a situação econômica e fiscal do país quem sabe os preços não reajam junto.


  • Stella, se não disse ainda: te amo <3


  • sábio comentario......


  • Gostei da matéria, como sempre, a Stella muito ponderada nas análises. Eu acho que a loja é uma oportunidade daquele cliente que não gosta de esperar importação, que não gosta de comprar no ML sem garantia, sem nota fiscal.

    Como bem falou, são públicos distintos. O Mi Fã que está acostumado em comprar bem mais barato importando da China ou comprando no ML, continuará comprando e isso não é ruim para a Xiaomi, pelo contrário, populariza o produto dela. Não é atoa que ela mesmo sem presença oficial no Brasil, já tem um expressivo market share.

    Mesmo com preços abusivos dos produtos da Apple nas APR, ela continua vendendo, da mesma forma, tem um grande público que só compra importando ou no ML, ou seja, há espaço para todos.


  • Como é lançamento da Xiaomi no Brasil ou relançamento, visto que a empresa voltou, ela precisa de fato rever essa política de preços. O consumidor mais antenado, aquele que devidamente se importa mais com o seu bolso, sabe pesquisar preço. A Xiaomi é uma boa marca, mas se mantiver essa precificação alta, irá naufragar, visto que a grande maioria, prefere as marcas tradicionais. Para nós consumidores, ela precisa fazer muito mais, se não quiser voltar para a China de novo.


  • Stella, bem legal essa perspectiva que vc bem pontuou. Não tinha pensado por esse lado. Obrigado


  • A empresa é reconhecida mundialmente pelo seu custo benefício, mas aqui no Brasil pousa com esses preços absurdos. Infelizmente consumidor brasileiro tem o carimbo de trouxa estampado na testa. E não adianta vir com a desculpa de carga tributária, pois se comparar com o preço da concorrência lá fora vão ver que a Xiaomi/DL quis mesmo foi pesar a mão no lucro. Uma pena.


  • Quem nunca viu um Xiaomi na vida, agora poderá ver e testar.
    Se em cada capital do país tiver uma Mi Store, ela vai ficar ainda mais popular.
    Mas os valores realmente são para poucos por aqui.
    Vamos ver o que vai dar, afinal de contas a Xiaomi deu seu pulo do gato.


  • Embora com os preços salgados ainda desejo sucesso pra Xiaomi aqui, assim como desejei pra Huawei e desejo pra toda a concorrência... Espero que outras chinesas venham pra cá também.
    Só vamos ver preços menores quando tivermos mais concorrentes no mercado nacional... E uma reforma tributária kkkkkkkkkkkkkkkkkk


  • E o inicio. Com o tempo, os aparelhos bons e baratos vao aparecer.


  • Estratégia bacana. Quem pesquisa e compra no site dificilmente ira na loja, maaassss irá na assistência. E aí meu amigo está o pulo do gato. Pq assitir e dar suporte a uma marca sai muito mais caro para o consumidor do que vender o produto final.


  • Eu entrei na onda Mi, mas na Mi Imports que abriu aqui. Peguei Pocophone F1 por 1680,00 a pronta entrega


  • Fones de Ouvido por 550 reais.. ahahahah. Insano.


  • Para mim a mi store serve como um showroom para que os interessados testem os celulares na mão para ver como é, pois se for pra comprar é preferível pesquisar na internet

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