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Por que a Qualcomm rejeitou a oferta de US$ 103 bilhões da Broadcom?

O mercado de tecnologia é assim: quando você menos espera, vem uma empresa gigante, com uma mala enorme de dinheiro, e leva para casa uma outra companhia imensa que você nem sabia que estava à venda. O que não estamos acostumados a ver, porém, é uma empresa rejeitando publicamente a oferta de outra companhia. Foi o que a Qualcomm fez com os US$ 103 bilhões oferecidos pela Broadcom.

Poucos sabem, mas a Broadcom é uma concorrente da Qualcomm na área de semicondutores, anteriormente chamada de Avago Technologies e que nasceu em 1961 como uma divisão da Hewlett-Packard. Na tentativa de se tornar a fornecedora dominante de chips – chips estes usados nos 1,5 bilhão de smartphones que devem ser vendidos em todo o mundo só neste ano –, a Broadcom fez uma oferta não solicitada na semana passada. Atualmente, a empresa é mais conhecida por seus chips Wi-Fi e Bluetooth.

No domingo (12), a Reuters noticiou que a Qualcomm rejeitaria a oferta de 70 dólares por ação, citando pessoas familiarizadas com o assunto. No final da segunda-feira (13) a fabricante confirmou sua decisão e disse que a oferta subvalorizou dramaticamente a empresa norte-americana. “O conselho concluiu que a proposta da Broadcom subvaloriza drasticamente a Qualcomm e vem com uma incerteza regulatória significativa”, disse o presidente do conselho da Qualcomm, Tom Horton, em comunicado divulgado à imprensa.

A Broadcom disse que procuraria se envolver com o conselho e a administração da Qualcomm, acrescentando que recebeu feedback positivo de clientes-chave e acionistas. “Continuamos a acreditar que nossa proposta representa a alternativa mais atraente e de melhor valor disponível para os acionistas da Qualcomm e somos encorajados pela reação deles”, disse a empresa no seu comunicado.

Em resposta à rejeição, a Broadcom estaria se preparando para aumentar seus esforços. De acordo com fontes da Reuters, a empresa estaria considerando elevar sua oferta, ou fazer um apelo diretamente aos acionistas da Qualcomm com uma proposta para substituir o conselho de administração da Qualcomm com novos indivíduos mais preparados para cooperar com Broadcom.

Por que a Broadcom quer a Qualcomm?

Tanto a Qualcomm quanto a Broadcom têm a Apple entre os seus principais clientes. Analistas disseram que um acordo entre as duas empresas ajudaria a Qualcomm a resolver sua batalha legal com o fabricante do iPhone, já que a Broadcom tem um relacionamento mais próximo com a Apple.

Curiosamente, a Qualcomm está ela mesma ocupada com a compra de outra fabricante de chips, a NXP Semiconductors. A Broadcom acaba de adquirir a Brocade por US$ 5,5 bilhões – e, no ano passado, foi comprada pela Avago, que pagou US$ 37 bilhões no negócio. 

Após a transação, a Avago, e toda a empresa, se mudou para Singapura assumindo o nome de Broadcom. Se conseguir adquirir a Qualcomm pós compra da NXP, a Broadcom pode se tornar a terceira maior fabricante de chips do mundo, dominando o setor móvel com Snapdragons e chips Wi-Fi, Bluetooth e outros.

Fonte: Reuters

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