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Satélites: novo plano do Google para expandir Internet

Um dos primeiros investimentos do Google, a O3b está prestes a lançar seus primeiros satélites para o espaço. A rede orbital tem como alvo regiões rurais e áreas remotas do planeta, onde a infraestrutura de telecomunicações é precária. Este seria, portanto, um complemento perfeito para o Projeto Loon.

google satellite loon
Balão do Project Loon / © Google

Há um grande entusiasmo no Project Loon, o ambicioso projeto da Google de cobrir a superfície da Terra com sinais de Internet com balões de grande altitude. Mas há vários componentes para seu plano de conectar os desconectados, e parte deste plano está atracado ao foguete Soyuz.

Os primeiros quatro satélites da constelação de banda larga da O3b (novos satélites desenvolvidos para telecomunicações) estão prontos para orbitar ao redor da Terra, e vai projetar feixes pontuais em alguns dos países mais mal conectados do mundo: desde Ruanda até pequenas ilhas do Pacífico. Certamente, a Google não está sozinha nisso. O projeto conta com uma extensa lista de investidores e bancos que colocaram US$ 1,18 bilhões para fundar a startup. Entre eles, estão a operadora de cabos Liberty Global, banco de investimentos Allen & Company, Satya Capital e o Banco de Desenvolvimento da África do Sul.

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 Soyuz / © Google

O interesse da Google em encontrar formas alternativas de banda larga não é de hoje. O investimento nas redes O3b começou em 2008 e em diversas conferências a Google comenta em conectar os "outros" que não gozam dos privilégios da Internet. Por isso, a sigla O3b se refere à "Outros 3 Bilhões" (Other 3 Billion).

Cada satélite O3b poderá ter um total de 12 Gpbs de velocidade, e irá dividir entre dez feixes de 1,2 Gbps pontuais apontados para o chão. Isso pode parecer pouco quando comparado aos 140 Gpbs de capacidade fornecida pelo novo super-satélite Viasat, mas enquanto a Viasat tem apenas um equipamento, a O3b terá oito. Os satélites não estarão situados em órbita geoestacionária, por isso eles estarão constantemente passando pelo céu - quando um deles sumir no horizonte, outro satélite o substituirá. Eles estarão também no nível da linha do Equador, o que significa que não poderão ir a latitudes muito altas do globo. Porém, 70% da população do mundo vive dentro dessa faixa geográfica.

A O3b pode não ser capaz de fornecer banda larga para o mundo todo de maneira viável, mas pode torná-lo extremamente útil para conectar torres de celular e provedores de acesso em áreas remotas do mundo que nunca tiveram infraestrutura necessária. É sem dúvida um bom ponto de partida e, ao longo de seu desenvolvimento, novas tecnologias aparecerão para preencher as lacunas do acessoa à banda larga no planeta.

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