A ideia destes testes é mostrar qual dos modelos é o mais rápido na execução das mesmas situações. Para este vídeo, usamos o app de benchmark chamado DiscoMark, que abre uma série personalizada de aplicativos múltiplas vezes, simulando o uso do aparelho no cotidiano. Além disso, saiba que o Google Pixel está rodando a versão beta do Android O para desenvolvedores.
A seleção de aplicativos para rodar o teste no DiscoMark foi a seguinte: Agenda do Google, app padrão da câmera, Chrome, Facebook, Gmail, Instagram, Google Mapas, Facebook Messenger, Google Fotos, Spotify, Twitter e YouTube. Configurada a série, colocamos cada smartphone lado a lado e lançamos os testes simultaneamente.
Para garantir a consistência do teste, minha colega Brittany McGhee preparou cada um dos aparelhos de antemão. Para tanto foi necessário restaurar cada smartphone para as configurações de fábrica, instalar todas as atualizações de firmware e aplicativos, padronizar as configurações de brilho da tela, conectar cada aparelho a uma fonte de energia e, finalmente, reiniciá-los.
Dito isso, assista ao teste de velocidade em ação no vídeo abaixo:
O resultado do teste de velocidade
Como você viu no vídeo, a diferença entre o tempo de execução dos processos não foi tão grande. Os HTC U11 (6'18,2"), Huawei P10 Plus (6'18,0") e o Google Pixel com o Android O Beta (6'18,0"), terminaram no mesmo segundo. Em seguida, quatro segundos depois, ficaram o Samsung Galaxy S8+ (6'21,8") e o Sony Xperia XZ Premium (6'21,8"). E com uma diferença de cinco segundos dos primeiros colocados, veio o LG G6 (6'26,7").
Os resultados do nosso teste de velocidade mostram que os dois modelos de 2017 com os mais recentes processadores da Qualcomm, o Snapdragon 835, o Xperia XZ Premium e o HTC U11, bem como o Galaxy S8+ embalado pelo processador Exynos 8895, da Samsung, superaram o LG G6 e seu Snapdragon 821.
O carro-chefe da LG em 2017, apesar de ter sido lançado quase na mesma época dos aparelhos citados a cima, infelizmente ficou para trás neste teste. Contudo, apesar de ser mais antigo (lançado em 2016), o Google Pixel, com o mesmo processador Snapdragon 821, conseguiu vencer o G6, o S8+ e o XZ Premium.
Este resultado mostra o tamanho da otimização que a Google vem fazendo em cima do novo Android O, que ainda em beta demonstra um grande performance. Os demais modelos deste teste estão estão rodando ou o Android 7.0 ou o Android 7.1.1.
O Huawei P10 Plus, embalado pela CPU HiSilicon Kirin 960, da Huawei, também ficou entre os primeiros. Com 6GB de memória RAM, 2GB a mais do que todos os outros, não é necessariamente uma surpresa.
Especificações e resultados de benchmark
| Huawei P10 Plus | Sony Xperia XZ Premium | Samsung Galaxy S8+ | HTC U11 | LG G6 (US) | Google Pixel | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Data de lançamento | Fevereiro de 2017 | Fevereiro de 2017 | Abril de 2017 | Junho de 2017 | Março de 2017 | Outubro de 2016 |
| Processador | Kirin 960 | Snapdragon 835 | Exynos 8895 | Snapdragon 835 | Snapdragon 821 | Snapdragon 821 |
| RAM | 6 GB | 4 GB | 4 GB | 4 GB | 4 GB | 4 GB |
| Versão do Android | Android 7.0 Nougat | Android 7.1.1 Nougat | Android 7.0 Nougat | Android 7.1.1 Nougat | Android 7.0 Nougat | Android O Beta |
| PC Mark Work 2.0 (2.0.3710) | 6084 | 6338 | 5094 | 6788 | 5104 | 5666 |
Também realizamos um teste de benchmark exclusivo para cada um destes aparelhos. Desta vez, com o PC Mark Work 2.0, mais complexo, no entanto, do que o DiscoMark. Neste, a pontuação mais alta ficou com o HTC U11, seguido dos Sony Xperia XZ Premium e Huawei P10 Plus. Este resultado, no entanto, não corresponde ao apresentado no nosso teste de velocidade em vídeo.
Isso acontece porque não existe um único benchmark que possa quantificar com precisão o desempenho de um smartphone no dia a dia. Logo, na prática, as coisas poderão mudar um pouco.
Ainda assim, testes de velocidade e benchmarks como estes podem ajudar a entender um pouco mais sobre as diferenças entre os modelos topo de linha e, ao final das contas, ajudar na escolha entre cada um deles. Mas como você pode perceber, os modelos que estão no topo da cadeia de smartphones, quase sempre, entregarão uma performance muito similar. A questão aqui é saber qual pode mantê-la por mais tempo.
E aí, alguma surpresa ao final deste teste? Como o seu smartphone se saiu no DiscoMark?
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