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Qual cabo HDMI eu devo comprar? Entenda as diferenças entre cada padrão do 1.0 ao 2.1
Hardware Dicas e Curiosidades 7 min para ler 4 Comentários

Qual cabo HDMI eu devo comprar? Entenda as diferenças entre cada padrão do 1.0 ao 2.1

Nascido junto com a popularização das TVs de alta definição, o padrão HDMI veio para simplificar a forma como conectamos DVD Players, consoles de videogame, sistemas de Home Theater, smartphones e computadores às nossas TVs, inicialmente reduzindo a quantidade e variedade de cabos necessários para isso e, como consequência, o “ninho de rato” atrás do rack.

Mas os formatos de vídeo não pararam de evoluir e ao longo dos últimos 17 anos o padrão HDMI também teve de mudar, para acomodar novas tecnologias como 3D, HDR ou 4K. As múltiplas versões, combinadas ao fato de que por fora todos os cabos são iguais, são o suficiente para dar um nó na cabeça de qualquer consumidor.

Por isso escrevemos este artigo, detalhando a evolução do padrão e quais recursos são suportados por cada versão, além de um guia rápido para te ajudar a escolher o cabo certo. 

Note que algumas versões do padrão HDMI sofreram pequenos incrementos ao longo do tempo, como a HDMI 1.3 (que teve as revisões a, b e c). Geralmente elas foram feitas para esclarecer pontos confusos da especificação, ou para adicionar pequenas melhorias ou recursos a pedido de fabricantes. Para não estender demais este artigo, não entraremos no detalhe destas versões.

Qual cabo HDMI eu compro?

Fisicamente os cabos HDMI parecem todos idênticos, já que o conector é o mesmo desde sempre. Mas há diferentes tipos de cabos, que podem classificados de acordo com a largura de banda que suportam. Quando maior a largura de banda, mais dados podem ser transmitidos, e mais recursos são suportados.

O “pão com manteiga” são os cabos Standard ou Categoria 1. Se tudo o que você quer é ligar um player de Blu-Ray (como um Playstation 3) a uma TV Full HD, é disso que você precisa. Como os cabos são retrocompatíveis, qualquer cabo HDMI que você encontrar no fundo de uma gaveta vai te atender.

Se você quer recursos mais avançados, como 3D, vai precisar de um cabo mais rápido, conhecido como High Speed ou Categoria 2. Popularmente eles podem ser conhecidos como “cabo HDMI 1.4”, embora o nome não seja tecnicamente correto (novamente, o padrão tem versões, o cabo não).

expensive hdmi cables
Tipos de cabos HDMI / © AndroidPIT

Para 4K e HDR, recursos que estrearam na versão 2.0 do padrão, você vai precisar de um cabo ainda mais rápido. Eles são conhecidos como Premium High Speed. Mas se você quiser usar recursos do padrão HDMI 2.1, como resoluções mais altas (8K), Dolby Vision ou HDR+, aí não tem jeito: você vai precisar de um cabo Ultra High Speed, também conhecido como Categoria 3 ou 48G (referência à largura de banda de 48 Gigabits por segundo).

Ainda em dúvida? Esta tabelinha deve te ajudar a escolher o cabo certo, de acordo com o que você quer.

Principais recursos que são suportados por cada versão

  Cabo Standard Cabo High Speed ("HDMI 1.4") Cabo Premium High Speed ("HDMI 2.0") Cabo Ultra High Speed ("HDMI 2.1")
TV, Blu-Ray e videogame em Full HD Sim Sim Sim Sim
Vídeo em 3D Não Sim Sim Sim
Vídeo em 4K e HDR Não Não Sim Sim
8K e além, HDR+ e Dolby Vision Não Não Não Sim

Uma coisa que deve ficar clara é que cabos não influenciam na qualidade da imagem. Um cabo Standard de R$ 200 não vai te dar uma imagem magicamente melhor que um cabo Standard de R$ 50, não importa de que material ele seja feito.

Os fabricantes tentam “dourar a pílula” para lucrar mais, oferecendo cabos “banhados a ouro”, com “cobre de alta pureza” ou com “malha reforçada”, mas na prática isso não faz diferença alguma. Cuidado com o “papo de vendedor”.

HDMI 1.0

O patriarca da família foi lançado em 2002, para suportar a então nascente tecnologia das TVs de alta definição. Com ele, vieram o suporte a resoluções de até 1920 x 1080 pixels a 60 quadros por segundo (FPS - Frames per Second), também conhecida como 1080p, e 8 canais de áudio PCM a 192kHz/24-bits. A largura de banda máxima é de 4,9 Gigabits por segundo.

O conector HDMI como conhecemos hoje também surgiu com esta versão, e simplificou enormemente a ligação entre a TV e equipamentos de áudio e vídeo. Por exemplo, para ligar um DVD Player a uma TV usando uma conexão video-componente com som estéreo eram necessários cinco cabos: três para vídeo (Y, Pb e Pr) e mais dois para os canais de som esquerdo e direito. Tudo isso foi substituído por apenas um cabo HDMI.
Uma pequena revisão chamada HDMI 1.1 foi lançada em 2004. Ela adicionou suporte ao formato de áudio DVD-Audio, que nunca se tornou popular.

HDMI 1.2

Anunciada em 2005, esta versão foi criada sob medida para computadores pessoais, padronizando conectores e especificações elétricas, como uma alternativa ao padrão DisplayPort. Se você costuma conectar seu desktop ou notebook à TV, pode agradecer ao HDMI 1.2. A versão 1.2a adicionou suporte à tecnologia CEC (Consumer Electronic Control), que permite que um aparelho HDMI controle outro, remotamente. 

HDMI 1.3

A principal mudança na versão 1.3, anunciada em Junho de 2006, foi o aumento da largura de banda, de 4,9 para 10,2 Gigabits por segundo. Com ela também veio o suporte a novos espaços de cor, em 10, 12 ou 16 bits por canal, contra os 8 bits na versão original.

O conector Mini HDMI (também chamado de “HDMI Tipo C”), usado em aparelhos mais compactos, também estreou nesta versão. A HDMI 1.3 foi a versão do padrão com mais “ajustes”: em pouco mais de 2 anos foram anunciadas as versões a, b, b1 e c, todas sem grandes mudanças do ponto de vista do consumidor. 

HDMI 1.4

A versão 1.4, anunciada em maio de 2009, trouxe várias mudanças significativas no padrão. Do ponto de vista do consumidor as mais importantes foram o suporte a vídeo em 3D e suporte à resolução 4K x 2K (3840 x 2160 pixels) a 24, 25 e 30 quadros por segundo.

O padrão 1.4 também suporta uma conexão ethernet através do mesmo cabo usado para áudio e vídeo, permitindo comunicação em rede entre dois aparelhos conectados sem a necessidade de um cabo extra para isso. Além disso, a especificação implementa um canal de “retorno” de áudio, permitindo que a TV envie som para um receiver, por exemplo, o que antes exigia um cabo extra.

Também foi aqui que surgiu o conector Micro HDMI, que chegou a ser usado em alguns smartphones como o Motorola RAZR e RAZR MAXX. Quem lembra?

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O Motorola RAZR tinha um conector Micro HDMI / © AndroidPIT

HDMI 2.0

Esta versão surgiu em Setembro de 2013 e trouxe outro salto na largura de banda, que agora chega a 18 Gigabits por segundo, mais de três vezes a largura de banda do padrão original. Graças a isso, há suporte à resolução 4K a 50 ou 60 quadros por segundo, até 32 canais de áudio, duas “streams” de vídeo na mesma tela e a vídeo no formato 21:9. Se você comprar uma TV 4K, pode ter certeza de que ela suporta ao menos HDMI 2.0. 

A versão 2.0 adicionou suporte a HDR (High Dynamic Range), tecnologia que expande a gama de cores possíveis na imagem, resultando em cenas mais vivas e realistas e muito mais detalhes nas imagens, especialmente em cenas muito escuras. Se você assistiu à Batalha de Winterfell na 8ª temporada de Game of Thrones e não viu quase nada em meio à escuridão, é porque sua TV não suporta HDR.

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Conector HDMI do Chromecast / © AndroidPIT por Stella Dauer

HDMI 2.1

Outro salto em largura de banda, HDMI 2.1 é uma versão com os olhos no futuro. Agora é possível transmitir até 48 Gigabits/segundo (Ultra High Speed), com suporte a resoluções como 4K, 5K, 8K e 10K, e taxas de quadros de 50, 60, 100 ou 120 quadros por segundo. 

Também há suporte ao que é chamado de “Dynamic HDR”: a fonte de sinal pode indicar à TV como ajustar a imagem quadro-a-quadro, para a melhor qualidade de imagem e fidelidade de cor possível. Esta tecnologia é mais conhecida por nomes comerciais como “Dolby Vision” e “HDR10+”. 

Mal começamos a migração para 4K e os fabricantes de aparelhos já pensam em 10K. Como você imagina a TV no futuro?
 

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