Verdade seja dita: o insight principal não foi meu, mas do Steffen Hergt, que teve a oportunidade de ver mais de perto o Zenfone 5Z antes do lançamento e que de cara sacou, ao saber do preço, que o Zenfone 5Z pode ser o smartphone com Snapdragon 845 mais acessível do mercado europeu. Ainda não há uma confirmação da Asus de que os três produtos virão para o Brasil – Zenfone 5 Lite, ou Selfie, Zenfone 5 e Zenfone 5Z –, mas eu, e minha humilde opinião, achamos que sim, que os três produtos deveriam vir para o Brasil, especialmente o 5Z.
Explico melhor meu ponto: o primeiro deles é que a própria Asus, na pessoa do Marcel Campos, diretor global de Marketing da Asus, disse que o Brasil é o principal foco da empresa nesta ano. Segundo é que o mercado brasileiro está perdendo diversidade: LG não vai bem afora o K10, Sony se mantém pequena, apesar de premium, e a Alcatel ainda está nos produtos de entrada. Sobra Motorola, Apple e Samsung nas gamas médias, sendo que nas altas a briga mesmo é entre Samsung e Apple. O terceiro ponto é que os produtos da Asus melhoraram e que a fabricante está começando a trazer recursos próprios para o seus smartphones – ainda que continue se inspirado muito no design.
Vamos deixar mais claro: eu não acho que o Zenfone 5Z é equivalente ao Galaxy S9 e Galaxy S9+ e aos iPhones da Apple, Mas acredito, sim, que a Asus tem um produto com especificações competitivas – o Zenfone 5Z vem com Snapdragon 845 e três opções de RAM: 4, 6 e 8 GB – e que poderia levar esse produto para o Brasil para começar a testar a receptividade da marca entre quem tem mais um pouco mais de dinheiro no bolso. Se conseguir de fato ter o aparelho com Snapdragon 845 mais barato do mercado brasileiro, a Asus terá um carta na manga e tanto para entrar no jogo.
É claro que não se pode deixar de lado tamanha semelhança do Zenfone 5 e Zenfone 5Z com o iPhone X. A tela notch, que eu sempre achei que não ia pegar, já é tendência na Ásia e deve ganhar mais homenagens em breve. Ainda que seja muito inspirado no iPhone X – ou no Essential Phone, como o Marcel Campos vem dizendo – não se pode negar que a quinta geração do Zenfone é bonita e promissora, especialmente se rodar bem como a quarta geração.
Fãs de tecnologia e leitores de sites de tecnologia como nós costumamos gostar menos de aparelhos com design inspirado em concorrentes, mas a verdade é que grande parte da população adora ter um aparelho que pareça topo de linha, que pareça uma linha S, um iPhone, mas que roda Android e custa a metade do preço. E é aqui que, acredito, a Asus pode entrar e começar a experimentar com preços mais altos para os seus padrões, mas ainda assim menores do que a categoria premium.
Falando do meu ponto de vista: se eu acho um iPhone X bonito? Acho, com certeza. Eu pagaria R$ 7 mil? Não. Se eu ficaria feliz com um aparelho que lembra o iPhone X, tem boas câmeras, recursos legais, mas custa metade? Sim.
Como disse no texto sobre o Zenfone 5, eu realmente acredito que está na hora da Asus buscar um design para chamar de seu, que tenha a sua assinatura, e parar de se inspirar nos concorrentes de forma tão descarada. Mas esse é um caminho árduo e que leva algum tempo. Basta ver a Sony se debatendo para mudar o design da linha Xperia sem perder a identidade que construiu ao longo dos anos. Um novo design, vale dizer, tem um enorme impacto no hardware, logo, não acontece assim, de uma hora para a outra. Para se fortalecer como fabricante de smartphones nesse mar de concorrentes, porém, a Asus vai precisar fazer esse movimento e ele é logo.
E você, o que achou dos lançamentos da Asus?
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