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Um smartphone foi meu videogame por uma semana. Será que ele deu conta?

Um smartphone foi meu videogame por uma semana. Será que ele deu conta?

Entra ano, sai ano, muitos especialistas em Tecnologia sempre fazem a mesma previsão: em algum tempo os smartphones aposentarão os videogames. Mas, ainda que eu ache isso um prognóstico furado, resolvi dar uma chance ao smartphone: ele foi o meu console por uma semana, dando uma folga ao meu Playstation 4. Vejam abaixo as minhas impressões. 

Qual smartphone foi usado na experiência?

Para ter uma experiência próxima dos videogames atuais, utilizei nesse teste o Galaxy S7 Edge, gentilmente cedido pela Samsung. O aparelho traz uma configuração bastante robusta e tem funcionalidades voltadas para gamers, como é o caso do Game Launcher. Ele até esquentava um pouco na hora de rodar os jogos, mas nada que incomodasse.

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O Galaxy S7 Edge é um smartphone poderoso para rodar games / © ANDROIDPIT

Esse pack traz recursos como Captura de Tela, Silenciador de notificações, Gravação do gameplay, entre outros. E se prova bastante útil para aperfeiçoar a experiência de jogo, em algo muito semelhante ao PS4 e o Xbox One. 

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Game Launcher do Galaxy S7: feito para fãs de jogos/ © ANDROIDPIT

Apenas um adendo: sabemos que a linha Galaxy S7 Edge é proibitiva para o bolso da maioria dos brasileiros, mas o uso do dispositivo foi necessário para termos uma referência de performance e usabilidade. 

Chromecast para que te quero

Para ter a experiência mais próxima possível do videogame, utilizamos o Chromecast para espelhar o Galaxy S7 na TV. Dessa forma, pudemos rodar os jogos na telona, usando o smartphone como um joystick mais, digamos, futurista. 

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Chromecast: perfeito para rodar games mobile no seu televisor / © ANDROIDPIT

E para espelhar o telefone, foi bem simples. Basta abrir o Google Cast, ir no menu “Hamburger” no lado superior esquerdo da tela e e escolher a opção “Transmitir Tela / Audio”. A seguir, basta clicar no botão amarelo com o mesmo nome e voilá! Seu smartphone virou um videogame de verdade!

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O espelhamento do Android na sua TV é bastante simples com o Chromecast/ © ANDROIDPIT

E quais jogos foram usados?

Bom, a escolha dos jogos partiu do gosto pessoal deste jornalista que vos escreve, mas respeitando alguns critérios: eles devem ser HD, exigir bastante do hardware e pertencer a gêneros populares. Dessa forma, escolhi: FIFA 16 Ultimate, Modern Combat 5 – Blackout, Dead Trigger 2 e Real Racing 3. Ou seja, um de futebol, dois de tiro e o quarto, de corrida. 

E o smartphone deu conta do recado?

Bom, no geral, podemos dizer que foi uma experiência bem interessante. Para ficar mais fácil, vamos falar das minhas impressões em jogo por jogo:

FIFA 16 Ultimate

No geral, o game funcionou bem. Os gráficos são redondos e fluem bem tanto no Galaxy S7 quanto na tela da TV. A maior dificuldade foi me acostumar a executar os comandos em uma tela multitouch. Meu dedo escorregava em alguns momentos cruciais e a precisão dos botões algumas vezes deixava a desejar. 

FIFA
FIFA 16 Ultimate: bons gráficos, mas limitação de jogadas/ © ANDROIDPIT

Além disso, os comandos do joystick em um smartphone têm, logicamente, mais limitações do que um joystick físico, que traz uma variedade maior de botões. E no FIFA 16 mobile, isso faz uma falta maior, já que o seu repertório de jogadas fica bem mais restrito. O mesmo vale para os modos de jogo que, nesse caso, conta apenas com a versão Ultimate  e o modo Habilidades. 

Noves fora, pude passar boas horas jogando FIFA 16 pelo smartphone, ainda que mais perdendo do que ganhando, algo que, definitivamente, não acontece comigo na versão para videogames.

Modern Combat 5 – Blackout

Ainda que seja um jogo com gráficos bem desenvolvidos para a tela do smartphone,  quando espelhei Modern Combat 5 na televisão, notei uma queda na qualidade das imagens. Elas perderam contraste, cor e brilho e ficaram serrilhadas em muitos momentos. Mas, mesmo assim, era algo que dava para deixar passar em nome da diversão de um FPS. 

No entanto, o que atrapalhou - e muito - a experiência em Modern Combat 5 foi a disposição dos botões de controle. Como se já não bastasse a dificuldade que eu tenho em executar os comandos em uma tela multitouch, o posicionamento e o tamanho do botão de tiro atrapalhou a movimentação do jogo. 

MODERN
Modern Combat 5: maldito botão de tiro!/ © ANDROIDPIT

Isso porque, muitas vezes, eu atirava em quem não devia (principalmente no multiplayer) quando apenas queria olhar quem estava a minha volta. E ainda gastava munição à toa, que me faria falta lá na frente. Menos mal que os outros comandos estão melhor espalhados. 

Modern Combat 5 – Blackout funciona muito bem como um jogo FPS se você pensar que está manuseando a primeira geração de games do gênero para um Xbox 360 ou Playstation 3. A diversão está ali, mas o maldito botão de tiro atrapalha a experiência e exige paciência. 

Dead Trigger 2

A MADFINGER Games – desenvolvedora de Dead Trigger 2 - criou uma solução engenhosa para driblar os limites da tela multitouch na hora de inserir os comandos do joystick. Ao invés de “estampar” um botão de tiro que atrapalha tudo, o jogo traz do lado esquerdo a alavanca que movimenta o personagem e, do lado direito, basta passar o dedo pela tela para ele veja o que há em volta. Com isso, basta mirar que o protagonista atira automaticamente, sem precisar apertar nada. 

DEAD
Dead Trigger 2: shooter de zumbis divertido e simples de jogar / © ANDROIDPIT

Logo, Dead Trigger 2 torna-se um shooter de zumbis bem divertido. Quando espelhado na tela da TV, ele manteve uma boa qualidade gráfica e rodou de forma fluida, sem engasgos. Além disso, se acostumar com os comandos é muito rápido, o que ajuda a se apegar rápido ao game. E uma seta posicionada na parte superior da tela auxilia o usuário a se orientar bem pelas fases, além das instruções bastante claras.

E, para completar, sua temática é simples e sem frescura: salve o mundo do apocalipse, despedaçando zumbis com pistolas, metralhadoras e outros tipos de armas. Tudo de forma sanguinolenta, como nos melhores filmes de terror B. 

Real Racing 3

Ainda que eu não saiba dirigir nem carrinhos de supermercado, devo dizer que Real Racing 3 é surpreendente. A qualidade gráfica do jogo é ótima – talvez a que se manteve mais próxima dos melhores títulos do gênero para o PS3 e o Xbox 360 - e o alto padrão das imagens se manteve quando espelhei o game na TV. E com fluidez 

As corridas, principalmente no modo multiplayer, são bem divertidas e controlar o carro não exige muita habilidade, o que pode agradar todos os tipos de público. São diversas modalidades online onde, basicamente, você precisa vencer corridas e desafios para conseguir dinheiro e “envenenar” seu carro. Ou comprar um mais possante. 

REALRACING
Real Racing 3: agrada até aqueles que não sabem dirigir nem carrinho de supermercado / © ANDROIDPIT

Pontos contra do jogo: por se tratar de um modelo freemium, você se depara a todo momento com conteúdos que podem ser comprados com dinheiro real. E alguns são bem caros. Além disso, se você não entende nada de carros – como eu – fazer os ajustes nos veículos pode ser bem chato.

Mas, no geral, Real Racing 3, é diversão garantida seja você um motorista de primeira viagem ou um Rubens Barrichello. Ok, péssimo exemplo...

Conclusão

Ao contrário da previsão de alguns “gurus”, o smartphone está muito longe de matar os videogames. Mas, eles fazem um belo trabalho como segundo console, principalmente se você tiver um Chromecast à mão para espelhá-lo na TV. Além disso, há uma bela variedade de games gratuitos. E mesmo os pagos são bem mais baratos do que para os consoles.

Acostumar-se aos comandos em uma tela multitouch pode ser um problema, mas nada que a prática não resolva. Mas, se você não se adaptar, pode comprar um joystick físico e conectá-lo ao telefone via Bluetooth. 

Em resumo: seu videogame ainda ficará com você por longos anos. Mas ter jogos no seu smartphone é sempre uma boa opção quando o console não está ao seu lado. 

E você estaria disposto em transformar um smartphone no seu novo videogame?

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