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A internet banda larga brasileira cresceu e está mais barata. Mas de forma torta

Na última terça-feira (21/6), a ANATEL divulgou o seu relatório anual sobre o cenário das telecomunicações do Brasil em 2015. De todos os resultados apresentados, um chamou a atenção: a internet banda larga nacional cresceu e está mais barata. Então, por que continuamos reclamando tanto dela?

Primeiro vamos aos números apresentados pela agência: a internet banda larga fixa cresceu 6,2% no Brasil, alcançando 25,5 milhões de acessos (por grupo de 100 domicílios). Isso contrasta com os setores de TV por assinatura e telefonia fixa e móvel apresentaram retração. 

ACESSOSANATEL
O número de pessoas com acesso a internet banda larga subiu / © ANATEL

Além disso, o documento aponta que a internet banda larga fixa ganhou escala no país, a ponto de fazer com que os preços cobrados pelo serviço diminuíssem nos últimos cinco anos. O relatório afirma que o valor de Mbps diminuiu mais de 70%, reduzido de R$ 21,18 para R$ 5,98 entre os anos de 2010 e 2015. 

Mas, ainda que esses números sejam expressivos, eles são apenas uma parte da equação do cenário da internet brasileira. E que não é nada boa. 

RM
Rui Maciel
A internet banda larga fixa atinge mais brasileiros. Mas continua cara
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Temos mais usuários utilizando velocidades maiores, mas... 

Um número do relatório da Anatel que chamou a atenção foi a fatia de usuários brasileiros que utiliza pacotes mais rápidos de internet banda larga. O documento aponta que no final de 2015, 39,1% dos acessos de banda larga fixa operavam na faixa de 2-12 Mbps, como detalhado no gráfico abaixo. Já a faixa de 12-34 Mbps concentravam 21,8% dos usuários do serviço.

Ou seja, quase 61% dos domicílios brasileiros contam com internet banda larga fixa cuja velocidade varia entre 2 e 34 Mbps. Interessante. Mas...sempre temos um “mas”...

ACESSOBANDALARGAFIXA
O número de pessoas que usa uma internet banda larga mais rápida também subiu/ © ANATEL

...o crescimento da internet banda larga fixa ainda é manco

Explico: ainda que a base de usuários tenha crescido de forma significativa, um dado da Anatel mostra que a qualidade está longe de acompanhar essa expansão. Para chegar a essa conclusão, basta dar uma olhada na tabela abaixo que mostra o índice de reclamações por serviço. 

RECLAMACOESANATEL
Mas o número de reclamações aumentou exponencialmente / © ANATEL

Como você pode ver, ela indica que o número de reclamações sobre o serviço de internet banda larga fixa no Brasil cresceu exponencialmente. Em 2014, foram 435.913 queixas. Em 2015, 634.383. Ou seja, um aumento de 45,53% entre um ano e outro. 

E mais: na análise dos fatores mais reclamados por serviço, 49,4% das queixas na banda larga fixa correspondem a qualidade e o funcionamento do serviço ou do equipamento. Ou seja, não adianta a internet no Brasil crescer de forma exponencial e ficar mais barata (e ainda assim ela é mais cara se comparada a de outros países), se a qualidade do serviço oferecido não anda lado a lado com essa expansão. 

ANATELRECLAMACOES
A qualidade e o funcionamento da internet banda larga respondem por metade das reclamações/ © ANATEL

O fato de que quase metade das reclamações seja sobre a qualidade e o funcionamento da internet e dos equipamentos é expressivo. Isso indica que as operadoras não conseguem – ou não querem – acompanhar a demanda dos usuários, expandindo sua infraestrutura de forma  equilibrada.

O problema é mais grave nas diversas regiões onde as provedoras têm os seus “feudos”, ou seja, apenas uma empresa oferece o serviço de internet banda larga, deixando o usuário sem outras opções. 

E para completar o cenário, a internet banda larga fixa no Brasil ainda enfrenta discussões retrógradas, como o limite no consumo de dados das franquias. E ainda enfrenta o pedido de recuperação judicial da Oi. E sem nenhuma brecha para o aparecimento de mais concorrência.

Em resumo: em 2016, temos mais pessoas com acesso à internet e ela está mais barata. Mas isso não adiantará em nada se a qualidade e a experiência de uso estão estagnadas como se estivéssemos em 2002. 

Os comentários favoritos dos leitores

  • Nanderson Tavares Ormindo há 5 meses

    Argumentos em cima de argumentos, isso são o que as operadoras usam contra as questões do consumidor, como se a rede fosse dosada à libras de pressão, (é quase isso), mas a disponibilidade da largura de banda é comprada pelas operadoras assim como as linhas de ônibus, até um de nós se fossemos bilionários poderíamos adquirir uma franquia na rede e distribuímos para a população à nosso valor e da forma que bem entendermos, e caso o limite de acesso ultrapasse a disponibilidade da qualidade do serviço, é só negociarmos uma franquia maior a ser distribuida. Porém, assim como no comércio tecnológico, precisamos vender o "obsoleto antigo" primeiro, para que o "obsoleto novo" faça diferença e para que nós ( o consumidor ), ficarmos sem saída, e se quisermos algo à um mínimo de melhor qualidade, pagarmos muito além por isso.

    Assim as operadoras vem si prevalecendo sobre o consumismo da sociedade, e também uma sobre a outra, de forma sincronizada. É só pararmos pra observar, os países de primeiro mundo, enquanto nós satisfeitos e contentes com 20mb de velocidade gloriamos a qualidade de algumas operadoras, la fora ha situações que passam dos 120mb e ainda se referem à uma baixa qualidade de acesso.

    Mais uma vez aqui, eu me refiro de um modo geral à tudo que fornecem à nós brasileiros que sempre ficamos com o resto do avanço tecnológico do mundo, de péssima qualidade e pagamamos absurdos valores. E o poderio nacional, de braços cruzados à lutarem pela integridade da sociedade brasileira à um mínimo de acesso à qualidade tecnológica que está crescendo apenas lá fora.

46 Comentários

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  • MENTIRA. A única coisa que cresceu foi a forma de lesar o consumidor. BALELA DO CACETE.

  • PORQUE O CARTEL DAS TELES NÃO TEM VERGONHA NA CARA DE OFERECER UM SERVIÇO DECENTE POIS QUEREM MILHÕES $$$$$$$$$$$ VENDENDO MIGALHAS DE MEGUINHAS PRO POVO BRASILEIRO A GRANDE VERDADE É ESSA E A GRANDE CULPADA POR ESSE DESMANDO TODO É A DONA ANATEL QUE ALÉM DE FAZER O JOGO DO CARTEL DAS TELES AIDA DIZ QUE NÃO TEM NADA A VER COM ISSO DESCULPA ESFARRAPADA É ESSA CARAMBA É LAMENTAVEL

  • Esses números aí estão muito convenientes. De 2Mb pra 12Mb existe uma diferença significativa, que fica ainda maior quando se sai de 12Mb pra 34Mb. Se você for analisar, muita gente usa internet até 5Mb, uma parcela menor usa internet entre 10 e 15Mb, e uma parcela muito pequena usa internet acima dos 20Mb (isso tudo comparando com a base total de usuários). Se você mudar um pouquinho só a modelagem dos dados, eu diria (tou estimando aqui, ok?) que: 85% dos usuários usam conexões de até 15Mb (desses, cerca de 65% usam conexões abaixo de 10Mb), e somente 15% usam conexões acima disso. Porque? Porque muito pouca gente no Brasil tem condições de pagar por mais de 15Mb.

    Agora, compare com o custo e a velocidade da conexão lá fora que você vai ter um troço (use nem essas estimativas groceiras que eu fiz, peguem os dados "oficiais" mesmo).

    Some a isso tudo a qualidade e a estabilidade da conexão, juntamente com o ótimo atendimento ao consumidor, e você vai entender o porquê da revolta com as franquias e com o serviços prestado.

  • Essas operadoras, juntamente com a ANATEL, formam uma quadrilha perfeita pra assaltar os brasileiros.

  • Muitas dicas e brincadeiras de whatsapp no site:
    www.orkutudo.com

  • Outra coisa a vivo disse q não limita a internet,mas fica uma dúvida, quando eu faço downloads sde arquivos grandes não dá certo eu tenho um programa q burla isso um absurdo

  • Eu pago 60reais por 4mb da vivo e já acho uma Facada e ligo la reclamando,pois faz anos q não aumenta a velocidade

  • É uma comédia esse nosso Brasil, pra min banda larga teria que ser hoje a menor velocidade 100 megas. Pois a velocidade pela mundão já passou dos giga fais tempo. A e seu custo baixo tbm. Sem limites.

  • Quanto mais empresas no ramo, maior é a concorrência e com isso mais empregos são gerados, desde faxineiros até executivos. Com a concorrência gera melhoras nos serviços prestados e melhorias no valor pagos pelos consumidores.

  • Infelizmente a banda larga ja esta sendo limitada. A Vivo(antiga GVT) ja esta limitando. Eu tinha a GVT e era feliz , regular qualidade e sem limites. entrou a Vivo e começou a bagunçar o mercado. A net , não sei se é boa , mas deixei de assinar por conta do limite(ja fazem 3 anos isso). A Oi é uma verdadeira bagunça, coloca uma empresa terceirizada para realizar as instalações e como a empresa trabalha com produção , os funcionários da tal empresa , para manterem metas, retiram a sua internet e colocam de oura pessoa , quando não espaço no quadro. Até arrumar espaço , ja viu né!Infelizmente o Brasil é uma terra que só tem vez bandidos. Nos outros países eles fazem questão de prover uma boa qualidade nos serviços e aqui fazem questão de prover boas propinas!!!

  • e com essa onda de limite aí quero ver

  • É lamentável um mercado imenso dominado por apenas 3 empresas no âmbito nacional. A Anacartel deveria abrir o mercado para mais empresas se instalarem e assim, com a concorrência, haver uma significativa melhora nos serviços. Do jeito que está se vai de mal a pior.

  • Nenhuma novidade!!!
    Resumindo: as operadoras venderam muito e investiram pouco, logo, queda de qualidade (como se algum dia foi boa)!!!
    Solução: forçar o povo a usar menos impondo franquias! Assim continuam lucrando mais com "promoções" de maior franquia.

  • Argumentos em cima de argumentos, isso são o que as operadoras usam contra as questões do consumidor, como se a rede fosse dosada à libras de pressão, (é quase isso), mas a disponibilidade da largura de banda é comprada pelas operadoras assim como as linhas de ônibus, até um de nós se fossemos bilionários poderíamos adquirir uma franquia na rede e distribuímos para a população à nosso valor e da forma que bem entendermos, e caso o limite de acesso ultrapasse a disponibilidade da qualidade do serviço, é só negociarmos uma franquia maior a ser distribuida. Porém, assim como no comércio tecnológico, precisamos vender o "obsoleto antigo" primeiro, para que o "obsoleto novo" faça diferença e para que nós ( o consumidor ), ficarmos sem saída, e se quisermos algo à um mínimo de melhor qualidade, pagarmos muito além por isso.

    Assim as operadoras vem si prevalecendo sobre o consumismo da sociedade, e também uma sobre a outra, de forma sincronizada. É só pararmos pra observar, os países de primeiro mundo, enquanto nós satisfeitos e contentes com 20mb de velocidade gloriamos a qualidade de algumas operadoras, la fora ha situações que passam dos 120mb e ainda se referem à uma baixa qualidade de acesso.

    Mais uma vez aqui, eu me refiro de um modo geral à tudo que fornecem à nós brasileiros que sempre ficamos com o resto do avanço tecnológico do mundo, de péssima qualidade e pagamamos absurdos valores. E o poderio nacional, de braços cruzados à lutarem pela integridade da sociedade brasileira à um mínimo de acesso à qualidade tecnológica que está crescendo apenas lá fora.

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