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YouTube Unplugged: o serviço que promete esquentar o debate da franquia de dados

Se as operadoras de TV a cabo já têm problemas suficientes com a perda constante de assinantes - apenas em 2015 foram 500 mil - então é melhor elas se prepararem para mais um: o YouTube está se preparando para oferecer o Unplugged, um serviço pago que trará os canais de TV para a sua plataforma de streaming de vídeo. 

Segundo o site de notícias Bloomberg, o Google está formando parcerias com redes de TV americana, como a CBS, 21st Century Fox, Viacom e outras e pretende comercializar pacotes de canais pagos no YouTube. Assim, o YouTube Unplugged, além de oferecer o conteúdo produzido pelos youtubers sem anúncios, teria uma série de canais que hoje só podem ser assistidos se você tiver uma TV por assinatura.

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Google, você não sabe brincar... / © ANDROIDPIT

Outra vantagem do YouTube Unplugged é que ele dispensa antenas, decodificadores e cabos afins, já que tudo seria transmitido via streaming.  A previsão é de que o serviço seja lançado no início de 2017. Tempo mais do que suficiente para a empresa finalizar os acordos necessários para a empreitada.

A ideia já está na mente dos executivos desde 2012, mas só agora  eles decidiram levá-la adiante. De acordo a Bloomberg, fontes envolvidas no negócio afirmaram que o plano mais barato custaria US$ 35 (R$ 125), o que seria algo bem salgado para os padrões brasileiros. Mas, quem sabe, quando chegar ao Brasil (se chegar) o preço não seja mais atraente?

YouTube Unplugged no Brasil = a mais polêmica da franquia de dados

A atual polêmica envolvendo as operadoras e franquias de internet se deve exatamente pelo crescimento de serviços de streaming, como YouTube e Netflix. Cada vez mais, as operadoras de TV a cabo estão perdendo clientes. Isso porque é muito mais cômodo pagar pelo plano mais top da Netflix - e ter um amplo acervo de filmes e séries para assisti-los onde, quando e como quiser - e que é uma fração do preço da assinatura de uma TV a cabo. 

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A Vivo é a principal empresa que deseja colocar um limite (bem pequeno) na sua internet / © Vivo

Esse raciocínio pode ser usado também no caso do YouTube Unplugged. Se sem os canais de TV a cabo o Yoube brasileiro já traz ótimas opções, com inúmeros temas - ciência, entretenimento, moda, maquiagem, tutoriais, cozinha,etc - a presença dos canais tradicionais nessa plataforma tende a atrair uma fatia ainda maior de um público que cada vez menos vê necessidade de ter uma Net da vida em casa.

O problema é que no atual cenário brasileiro, um serviço como o Unplugged vai encontrar um cenário bastante hostil. Isso porque as operadoras de TV a cabo locais e os provedores de internet pertencem aos mesmo grupos. E estes, na tentativa de proteger seus produtos, estão querendo impor franquias ridículas de internet para combater Netflix, Youtube e outro serviços de streaming para preservar os canais a cabo. Uma atitude extremamente tacanha e preguiçosa, e muito mais prática do que revisar seus modelos de negócio, melhorar o serviço e baixar o preço.  

Se o YouTube Unplugged for realmente lançado em 2017 e chegar ao Brasil ainda no mesmo ano, meu amigo… os executivos das operadoras de TV e telefonia vão ter um treco! Obviamente, não sabemos se o serviço vai ser efetivamente lançado e, se for, quando chegará ao Brasil. O YouTube Red, por exemplo, ainda não está disponível por aqui.

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O YouTube Red foi o primeiro serviço pago do YouTube / © YouTube

Mas é triste pensar que toda e qualquer inovação tecnológica tende a ser alvo de boicotes por parte das empresas brasileiras para que elas possam manter suas reservas de mercado, sem a contrapartida em fazer melhorias. O Uber chegou e os taxistas saíram com tochas e tridentes nas mãos. YouTube e Netflix crescem e os provedores querem impor limites na internet. O WhatsApp é unanimidade e as operadoras vêm dizer que o serviço é ilegal.

Operadoras, tá na hora de parar de chorar. Aceitem que dói menos. Peguem os seus exorbitantes lucros (só a Vivo faturou mais de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2016) e reinvistam em infraestrutura. Quem sabe assim a sangria de clientes para empresas estrangeiras pare de crescer.

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