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Quando as gigantes do mercado de TI erram (feio) o alvo

Elas mudaram o mercado de Tecnologia com produtos inovadores, conectaram o mundo, mudaram vidas e todo aquele blábláblá de comercial. Mas, quando elas falharam...rapaz...falharam feio! Confira aqui cinco ocasiões em que algumas das maiores empresas de TI do mundo erraram (feio) o alvo.

O LG G6 é o smartphone mais legal de 2017.
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O Google pregando no deserto com o Google+

O Google até começou bem no mundo das redes sociais. Lançou o Orkut, que fez um relativo sucesso – principalmente no Brasil e na Índia – até ser engolido pelo Facebook. E para bater de frente com a rede de Mark Zuckerberg, a Big G lançou um Google +. 

A aposta para o sucesso do Google + estava na integração com ferramentas populares da empresa, como o YouTube, o Gmail e o Docs e, aí o maior erro, querer se parecer demais com o Facebook, mas com uma dinâmica de funcionamento por meio dos benditos círculos, que ninguém nunca entendeu muito bem. Resultado: tivemos uma rede social deserta apesar das centenas de milhões de "usuários", número inflado graças às contas do Gmail.

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Google +: ninguém entendeu muito bem a rede social / © ANDROIDPIT

Nos últimos anos a plataforma foi sendo deixada de lado pouco a pouco pelo Google  e praticamente apagou as luzes quando Vic Gindotra, um dos principais nomes do projeto, deixou a empresa. Para completar, a rede social foi dividida em duas: o Google Stream e o Google Photos. E ninguém mais ouviu falar dela. 

Será que a empresa pode voltar de forma triunfal com a compra do Twitter, como sugerem os rumores de mercado?

A Xiaomi e seu tiro n´água no Brasil

A Xiaomi era uma marca que tinha tudo para dar certo no Brasil. Bons aparelhos a preços bem honestos, uma vasta legião de fãs da marca no país, ávidos por comprar um dos seus aparelhos e que geravam um marketing boca-a-boca bem eficiente. 

No entanto, três fatores foram decisivos para derrubar frustrar os planos da fabricante chinesa por aqui: o primeiro foi o timing. A Xiaomi aportou no Brasil em pleno 2015, quando a crise econômica já estava corroendo o país, ou seja, com menos gente disposta a comprar. 

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Hugo Barra na chegada da Xiaomi no Brasil: chegada em um momento ruim da economia  / © ANDROIDPIT

O segundo fator foi a empresa, inicialmente, abrir mão dos canais terceiros (lojas físicas, online e de operadoras) e concentrar a venda de seus produtos apenas em seu site. Se a estratégia deu certo na China, ela não teve o mesmo sucesso no Brasil, onde o público está habituado a comprar nos estabelecimentos acima citados. Com isso, a empresa teve de voltar atrás e usar canais parceiros. 

O golpe final à empreitada da Xiaomi foi, segundo Hugo Barra, vice-presidente internacional da empresa, o caos tributário do país, que não colaborou em nada com os planos da empresa, que resolveu não trazer outros modelos de smartphones para cá. “Com as mudanças constantes nas regras de fabricação e na tributação para as vendas via e-commerce no Brasil no final de 2015, e que ainda não estão solidificadas, decidimos não fazer novos lançamentos no país no curto prazo. Sabemos da expectativa dos fãs a respeito de novos produtos, mas concluímos que, dada a atual situação, é a decisão correta”,  afirmou o executivo.  

Ou seja, pelo menos por enquanto, a Xiaomi é uma espécie de morta-viva no mercado brasileiro. Resta saber se vai conseguir ressuscitar. 

A batida em retirada da Intel no mercado de smartphones 

Dominante no mercado de PCs, a entrada da Intel no mercado de smartphones e tablets se deu em 2012, quando o chip Atom Z2460 equipou o RAZR i, da Motorola. O modelo fez um relativo sucesso entre o público, o que não ocorreu com outros dispositivos que traziam o chipset da marca nos anos posteriores. 

No entanto, a Intel redobrou a sua aposta no mercado mobile em janeiro de 2014, quando passou a equipar a linha Zenfone, da Asus, sendo o Zenfone 4 o primeiro deles e atingindo o auge da sua popularidade com o Zenfone 5. Parecia que agora as coisas caminhariam.

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Intel nos Zenfones: a aposta era promissora / © ANDROIDPIT

O problema é que na tentativa de popularizar o padrão x86, a Intel bateu de frente com fabricantes de chips ARM, muito mais consolidadas no mercado, e subsidiou os SoCs customizados para as fabricantes de smartphones com quem manteve parcerias. O resultado da aposta foram prejuízos de US$ 3.1 bilhões em 2013 e US$ 4.2 bilhões em 2014, valores que não conseguiram ser recuperados em 2015 e que culminaram em uma “reestruturação” da empresa, anunciada em abril último

E por reestruturação, queremos dizer que a Intel cortará 12 mil cargos do seu quadro de funcionários, algo em torno de 11% de empregados da empresa. E, na toada dessas mudanças, houve o anúncio do cancelamento dos chips Broxton e SoFIA, cujos recursos serão redirecionados “para produtos que oferecem retornos mais elevados e avançar em nossa estratégia”, segundo comunicado da empresa.

E o que isso quer dizer? Que com o cancelamento desses dois chips, ambos pertencentes à família Atom, a Intel não terá mais nenhum chip mobile embarcado em smartphones em 2016. E não fiquem otimistas com 2017. 

O que diabos a Apple estava pensando com o iPhone 5C?

De olho no público que não queria gastar os olhos da cara em um telefone, a Apple lançou em setembro de 2013 o iPhone 5C, uma versão de baixo custo do seu popular smartphone. Só que é provável que a Maçã tenha confiado demais no seu taco e superestimado a vontade do público em ter qualquer coisa que levava a sua marca. E se deu mal. 

O visual colorido no estilo Restart do iPhone 5C não apagava o fato de que ele era todo feito em plástico. E também não apresentava nenhum tipo de inovação significativa em relação aos seus antecessores, além de um display pequeno (4 polegadas), quando o mercado já indicava que telas de 5 polegadas seriam a tendência. Com isso, o público ficou com a impressão (acertada) de que estava pagando por um dispositivo defasado que trazia apenas uma "roupa" nova. E feia.

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iPhone 5C: smartphone de baixo custo com visual do Restart/ © Apple

Para completar, mesmo se denominando um smartphone de baixo custo, o iPhone 5C não era tão barato assim. Nos EUA, ao comprar um aparelho subsidiado por uma operadora, se pagava cerca de US$ 100. E o iPhone 5S, infinitamente melhor, saía por US$ 200 nas mesmas condições. E no Brasil, ele chegou custando R$ 2.000 na versão mais barata. 

Com tudo isso, os aparelhos acabaram encalhando nas lojas e nos armazéns. E a Apple descontinuou o modelo no final de 2013, poucos meses depois do seu lançamento. 

A Microsoft e seu o Windows Phone (e o 10 Mobile)

Uma coisa é certa: ninguém pode dizer que a Microsoft não se esforçou para popularizar o seu sistema operacional mobile. Lançada há cinco anos, a plataforma trouxe uma interface inovadora, distribuiu o SO entre diversas fabricantes de smartphones e até comprou a divisão de telefonia móvel da Nokia, na tentativa de linkar o Windows Phone a uma marca forte de aparelhos. 

No entanto, nada deu certo. Mesmo sendo um sistema operacional estável e com alguns recursos bem legais, o Windows Phone não caiu no gosto do público, acostumado aos já consolidados Android e iOS. Além disso, ele também não atraiu o interesse dos desenvolvedores de aplicativos, que consideraram que a baixa base de usuários do sistema não compensava a produção de uma versão para o SO da Microsoft.

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Smartphones com Windows Phone: a Microsoft bem que tentou emplacar o SO/ © ANDROIDPIT

E se existe algo fatal para o sucesso de um sistema operacional é a baixa oferta de apps. Se os usuários querem mais opções de aplicativos, e eles não aparecem na loja, optam por outro SO.  E foi isso que ocorreu com o Windows Phone.

A última cartada da empresa foi apostar na atualização do Windows 10 mobile, que promoveria uma perfeita integração entre smartphones, PCs, tablets e até videogames. Após um processo de migração polêmico, que deixou de fora metade dos smartphones com o sistema,  as vendas continuaram caindo, com a plataforma não contando nem mesmo com 1% do mercado mundial no começo de 2016. 

Resultado: prejuízos bilionários, a demissão de 1.850 funcionários que trabalharam no departamento de telefonia móvel e o anúncio que a sua - agora enxutíssima - divisão mobile ficará focada apenas em clientes corporativos. Quando não é para ser...

E você lembra de outros fracassos monumentais das gigantes de TI? Compartilhe com a gente! 
 

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98 Comentários

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  • O "problema" para quem reclama do Google+ é que o g+, ao contrário de Facebook, Instagram e snapchat, não tem como deixar o ego inflado dos usuários. O Google+ é excelente para criar e seguir conteúdo.

    Se você gosta de carros, de culinária, de livros e de futebol você cria ou segue as coleções (ou comunidades) para as pessoas com gosto em comum começarem a se interagir com ela. Isso é criar ou seguir conteúdo do seu interesse. Isso é fazer amizades com pessoas com um gosto em comum.

    Já no Facebook, Instagram e snapchat VOCÊ É o conteúdo. Você começa a postar fotos pessoais e de momentos de descontração na esperança de parecer legal para as pessoas, você tem que chamar a atenção de alguma forma e necessita ver e ser visto, admirar e ser admirado. As pessoas postam alguma foto achando que vão arrasar e ficam entrando a cada 15 minutos para ver os comentários e likes. Aí quando não tem nada, ou poucos likes, bate a depressão.

    Vamos fazer um teste com o Facebook??? No feed de notícias dê uma olhada nas postagens dos seus amigos, você vai ver 4 tipos de postagens:

    1) Selfies com alguma frase de efeito ou desejando bom dia/boa tarde/boa noite ou #partiu alguma coisa.

    2) Fotos pessoais em churrascos, festinhas, viagens. Tudo pra mostrarem que são felizes e sabem se divertir.

    3) Frases de auto ajuda ou motivacionais. Ninguém leu um livro da Clarice Lispector mas adora postar as frases dela. Ou quando o sujeito começa a fazer academia e começa a postar frases do "Guerrero" que nunca desiste e No pain No gain.

    4) Memes idiotas de coisas idiotas. Coisas nível "pânico na TV" em forma de imagens ou vídeos.

    Repare para você ver. Não foge disso.

    Isso é inflar o ego. É necessidade de aceitação, é carência social. E isso é um vício para as pessoas. Vício esse que as pessoas não encontram a "cura" no Google+ e saem fazendo comentários ruins da rede social sem ao menos conhece-la com propriedade.
    
    Outra coisa: as pessoas chegam ao Google+ achando que é o Facebook feito pela Google e com as mesmas funções. E não tem nada a ver uma coisa com a outra.

  • Fui na 'onda' do Windows Phone e comprei há tempos um Lumia 820, pagando quase mil reais no mesmo. O telefone é (era) muito bom, fluindo bem e ótima câmera. Bateria medíocre mas, no geral, um ótimo aparelho e SO. Hoje está encostado em casa, onde dou uma carga esporadicamente. Baixei o Insider e instalei o W10, que deu muita incompatibilidade e voltei ao Denim. Hoje estou satisfeitíssimo com meu Motorola G4 Plus (após um Motorola 2ª Geração), mas sinto realmente que o Windows Phone não tenha decolado.

  • Faltou um pouco de pesquisa aí Rui, pq o iPhone 5c só saiu de linha em setembro de 2014, 1 ano após o seu lançamento...

  • Olha,nao é querer dizer que falou merda,mas...falou merda,o G+ não morreu ainda,muitoenos foi dividido entre o fotos e o stream(?) ....meudels....quanta merda.

  • O Windows Phone de fato não vingou, e acho que irá desaparecer em breve.

  • Primeiro o Windows 10 Móbile é o Windows 10, o sistema não acabou e continua firme e forte, então parem em afirmar que ele é um fracasso, alais a contagem do sistema é unificado, não é mais separado, são mais de 300 milhões de usuários, é assim que a Microsoft contabiliza e parece que os desenvolvedores estão gostando, pois todo dia é um aplicativo universal, interessante não é mesmo? Sobre o Google Plus, acho poluído e complicado, não é dinâmico, a Google deveria apenas ter modernizado o Orkut e dado mais recursos para ele, e teria um concorrente para o Facebook.

  • Eu não acho que o Google+ é um fracasso, muito pelo contrário. Ela é bastante popular para o público em que a mesma se propõe, não espere encontrar seus amigos de infância ou da escola por lá, nesta rede social você encontrará pessoas que gostam de assuntos revelântes. Se quantidade de usuários fosse algo tão revelante assim, o transporte público brasileiro seria uma maravilha!

  • Matéria produtiva!

  • G+, tentei usar, não havia ninguém, fiz root no cel e tirei o app. Xiaomi, achei legal, mas depois me pareceu só mais uma entre tantas. Intel, não sou capaz de opinar. Iphone 5C, o público da Maçã gosta mesmo é do metal na carcaça. WP, simpatizava com os Lumias, até torcia pra que revolucionassem o mercado, mas...e temos outros tantos deslizes. Da Google já teve várias ferramentas que foram por água abaixo, como Buzz e o Wave, MS teve o Zune e Windows Vista, BlackBerry, e até o Facebook com o tal Facebook Phone.

    • Primeiro que nem vem instalado o G+, vc que instala. Se não tem ninguém que conheça é sinal que os que conhece não são muito inteligentes

      • Os novos celulares realmente não vem mais com o G+, mas me referi aos modelos até o ano passado. E quanto as pessoas que eu conheço serem ou não muito inteligentes, eu pensaria o mesmo de vc ao fazer um comentário tão ignorante assim, medindo a capacidade de alguém que nem ao menos conhece simplesmente por vc se achar melhor que os outros por usar uma droga de rede social.

  • Uma pena o Windows Phone não ter vingado :/
    Nunca cogitei ter um smart com o sistema, mas concorrência só faz bem para o mercado.

  • Bela matéria, mas no resumo de tudo, não são as empresas que são o fracasso, são os administradores que escolhemos para dirigir o pais que são uns fracassos, não sabem administrar nem a própria vida! Por isso as empresas só trazem porcaria para este pais, a preço de ouro, e as coisas boas no valor de uma gema de diamante! Brasil um pais que já foi alguma referência.... Mas espero que depois deste reboliço político melhore em alguma coisa.

    • Pois é amigo. Não são so os administradores, os empresários também. Aproveitam do brasil para colocar o preço que querem nos produtos. Tem uma expressão chamada "lucro brasil" que é um termo usado por um jornalista que se refere as altas taxas de lucro das montadoras de veículos no brasil. Ou seja muitas vezes o imposto so serve como desculpa para aumento de preço. Os veículos aqui são um dos mais caros do mundo, o mesmo acontece com iphone e por ai vai. Situação nossa é de chorar.

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