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O iPhone 7 Plus é o iPhone mais Android já feito?

No último dia 7 de setembro, a Apple apresentou o iPhone 7 e o iPhone 7 Plus. Ao final do evento, muitos internautas ficaram com aquela sensação de que já viram uma série de recursos dos aparelhos (principalmente do Plus) antes. E eles não estão enganados. Muitas das funcionalidades do telefone da Maçã já estão presentes em diversos modelos Android.

Nós compilamos aqui uma lista para mostrar onde a Apple, de fato, inovou e onde ela simplesmente reproduziu o que já existia nos smartphones que trazem o SO do Google. Confira. 

O abandono do conector "Mini Jack" 

"Coragem". Esta é a principal motivação que teria feito a Apple remover o tradicional conector "Mini Jack" (ou a entrada para fones de ouvido, se você preferir) dos novos iPhones. Claro que seus executivos mencionaram uma ou duas questões técnicas como justificativa. A transmissão digital tem a vantagem de que a interface do smartphone fica menos obstruída e, portanto, há espaço para outros componentes. E há ainda um ganho de qualidade no áudio.

Mas, convenhamos: o abandono desse conector não é essa inovação toda que a Apple - e parte da imprensa especializada - quer vender para o usuário. 

Por dois motivos: primeiro porque essa suposta inovação não é inédita. O Moto Z - apresentado no último dia 9 de junho - já apresentara esse formato, fazendo com que o usuário conecte seus fones de ouvido na entrada USB Type-C. 

Segundo, porque a Apple não adotou o padrão USB-Type C nos novos iPhones e sim a entrada Lightning, que é uma tecnologia proprietária da empresa. Com isso, ela espera faturar uma bela grana a partir da venda da licença de uso do Lightning para as fabricantes de acessórios. E também ganhar mais um pouco com os Lightning AirPods, fones de ouvido sem fio da marca que, no Brasil, custarão a bagatela de R$ 1.399. Ou seja, mais caros que o Quantum Fly ou o mesmo preço do Moto G4 Plus

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Moto Z havia abandonado o conector Mini Jack em junho deste ano  / © Lenovo

Enfim, tudo indica que essa questão será o mesmo "Fla x Flu" entre Apple e Android. De um lado o Lightning (Apple), do outro o USB Type-C (Android). Usuários de cada lado terão seus argumentos para defender sua tecnologia favorita, mas, no final, o que vai decidir o sucesso de um e de outro serão os preços dos acessórios, seguido pela qualidade sonora. O USB Type-C tem mais mercado, por ter uma base maior de usuários, mas é difícil que consumidores migrem de um lado para o outro só por causa desse fator. 

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Hans-Georg Kluge
Dificilmente um usuário trocará o Android por um iPhone por causa da diferença entre USB Type-C e Lightning.
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Áudio sem fio e alto-falantes estéreos

Como um fã declarado de fones sem fio, não pude deixar de me interessar por essa "Interface de Áudio Wireless" que a Apple trouxe para o iPhone 7. Será que eles aperfeiçoaram esse tipo de tecnologia? Sabe-se, por exemplo, que os AirPods se conectam aos iPhones via Bluetooth, mas a Apple não divulgou qual protocolo dessa tecnologia de transmissão de dados é utilizado. Provavelmente trata-se de algo customizado, uma vez que esse acessório também funcionará com iPad e Macs.

No entanto, só a partir de outubro - quando os AirPods chegam a Alemanha - podemos afirmar se esse acessório trará algum tipo de melhoria para o áudio dos iPhones. Mas, uma coisa é fato: pior que os atuais EarPods eles não podem ser, logo, vamos ser otimistas. E, como dissemos antes, os novos fones não serão nada baratos. 

Na questão dos alto-falantes estéreos, eles também não são exatamente uma inovação. Modelos da Sony e HTC, por exemplo, já contam com esse tipo de recurso. Mas, de qualquer forma, não são muitos os usuários que se interessam tanto assim por speakers de smartphones. 

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Os AirPods: eles se conectam com o iPhone por meio de um protocolo personalizado do Bluetooth / © Apple
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Hans-Georg Kluge
Os AirPods podem até melhorar a qualidade do áudio, mas o preço do acessório joga contra.
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LG e Huawei já têm smartphones com câmeras duplas

O iPhone 7 Plus traz uma câmera com dois sensores, a exemplo do P9, da Huawei e do G5, da LG. Nesse útlimo, além do sensor padrão da câmera, há uma lente grande angular, com sensor de baixa resolução. Já no modelo da Huawei, o sensor adicional obtém melhores informações de contraste que, em conjunto com o software de câmera, consegue bons resultados em ambientes com pouca luz. 

Uma das vantagens das câmeras duplas é proporcionar um zoom ótico eficiente, mas a Apple lança mão de uma terceira variante para este recurso: o segundo sensor (que no jargão da Apple é o Telephoto) tem um comprimento focal diferente, e assim, consegue um zoom ótico duas vezes melhor. E se você quiser mais desta funcionalidade, pode usar o zoom digital, mas com a vantagem de que o mesmo ocorre a partir do sensor Telephoto.

Esse aperfeiçoamento do zoom, com qualidade superior, pode ser uma grande contribuição da Apple para as câmeras de smartphones. Mas só saberemos melhor sobre isso quando testarmos o aparelho.

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Hans-Georg Kluge
A dual-camera do iPhone 7 Plus pode trazer uma inovação relevante para as câmeras dos smartphones.
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Opções de armazenamento: dê adeus à versão de 64 GB do iPhone

Nesse quesito, Google e Apple são diametralmente opostos. Enquanto o primeiro aceita sem problemas os cartões microSD para expandir a memória (com exceção da linha Nexus), a segunda aposta apenas na memória interna. Só que agora, a Apple resolveu se modernizar e varreu para sempre as risíveis versões com 16 GB  e traz modelos de entrada a partir de 32 GB. O curioso é que a empresa também extinguiu as edições com 64 GB, oferecendo iPhones com 128 GB e até 256 GB de armazenamento. 

Enquanto isso, os modelos Android patinam mais no quesito espaço. LG e Samsung têm seus top de linha equipados com 64 GB de memória interna (na IFA vimos alguns modelos mid-range com 32 GB) e o Mi 5, da Xiaomi, tem 128 GB na sua versão mais Premium. No entanto, a tendência é clara: mais espaço! E quando o assunto é esse - em meio a fotos, apps e games cada vez maiores - a Apple está dando um exemplo que deve ser seguido. 

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Hans-Georg Kluge
Os dispositivos Android devem seguir o exemplo da Apple e oferecer mais memória interna em seus modelos.
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Processador: o Apple A10 Fusion traz um desenvolvimento apreciável

Como um usuário Android, eu sempre olhei para as apresentações do iPhone com um pouco de inveja quando o assunto é desempenho. Isso é algo claro: os chips da Maçã são extremamente rápidos, muito a frente da concorrência, liderada pela Qualcomm. A principal razão disso é que os chips da Apple são melhor otimizados com o sistema operacional, especialmente no single-core. Prova disso é que muitos núcleos em um processador não significa melhor desempenho. Basta olhar para o Samsnung Exynos 8890, que traz oito núcleos e o seu equivalente, o Snapdragon 820, que tem quatro. Nos iPhones, os chips da linha A têm apenas dois. 

Agora, a Apple atualizou seu processador para quatro núcleos. Aqui, o princípio conhecido como BIG.little foca em dois princípios básicos: ser rápido e econômico. E quando falamos de Apple, é claro que há um controlador especial da marca, responsável por gerenciar a utilização dos cores.

Mais importante aqui: a Apple está utilizando a capacidade dos seus chips no limite: CPUs rápidas são ótimas, mas consomem muita eletricidade. O princípio do BIG.little escapa nesse caso, especialmente porque muitas aplicações diárias requerem, relativamente, pouca energia. Mas, ainda assim, a bateria dos iPhones não vêm tanto benefício nisso e continuam se esgotando rapidamente. Vamos ver se isso muda nos novos iPhones.

Inovador? Não inovador? Eu diria: em desenvolvimento. 

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Hans-Georg Kluge
Se um processador como o Apple A10 Fusion chegasse a um smartphone Android, eu compraria o dispositivo hoje mesmo.
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Finalmente: o iPhone é impermeável

Até podemos elogiar a Apple por finalmente tornar o seu iPhone impermeável, mas essa está longe de ser uma grande inovação. Até porque telefones à prova d´água já existem no mundo Android há tempos e não é nada que empolgue um usuário mais experiente. 

Conclusão: Poucas inovações, mas um pacote robusto de novos recursos

Ao olhar os diferentes recursos introduzidos pela Apple nos novos iPhones, concluímos: muitos deles já são velhos conhecidos do Android. De fato, os telefones da Maçã não inovam há tempos e, nessa nova edição, os modelos também não trazem grandes novidades 

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Os novos iPhones: eles serão bem-sucedidos? / © Apple

No entanto, o fato é que também não encontramos todas essas características combinadas em um único smartphone Android, como acontece agora, principalmente no iPhone 7 Plus. Além disso, os modelos continuam com a sua ótima integração hardware / software, além de um desempenho que sempre merece destaque. 

No entanto, esse conjunto da obra cobra um preço alto, literalmente. Some isso a bolha prisional que a Apple insiste em manter seu usuários (e isso não vai mudar) e a presença de ótimos - e variados - dispositivos Android e temos aí um contínuo domínio do "Robô Verde" que vai perdurar por longo tempo. 

Mas que esse é o iPhone mais Android de todos os tempos, não temos dúvida. De nada, Apple! 

E o que você achou dos novos iPhones? Será que eles serão capazes de incomodar o universo Android?

Os comentários favoritos dos leitores

  • Giordano Santiago há 2 meses

    Nenhuma propaganda vai me fazer pensar que a retirada do conector do fone de ouvido padrão é uma boa ideia. Aliás, só me prova o contrário. 10 anos atrás, as empresas eram criticadas pois cada uma tinha seu padrão de conector proprietário e a espera era por uma padronização do mesmo. Quando aconteceu foi um salto e tanto. Hj vejo esse retrocesso e as pessoas aplaudindo. Como pode uma opção a menos, ser vantajoso pra alguém? Agora quem tem aqueles fones de ouvido caríssimos, vai colocá-los na gaveta ou gastar com um adaptador que, veja só, tende a diminuir a qualidade de experiência de áudio. As pessoas ficaram loucas. Aparelhos como esse deveriam massivamente boicotados.

  • Sidney Piesco há 2 meses

    Meu amigo Steven me convidou há mais ou menos dois meses para participar dos comentários do AndroidPit, já que sou escritor e gosto muito de escrever em comentários diversos. Porém, eu uso o Android desde o gálaxy S (primeiro) e não gosto do iPhone. Já tive e detestei. Mas acabei de falar para o Steven que estou desistindo de participar deste site. Não é possível que tenha mais matérias sobre iPhone do que sobre os aparelhos Android. Existem muitos aparelhos Android e se os editores se preocupassem em realizar review, discutir sobre as novidades, nos dar dicas, seria muito melhor. Só nesta semana tivemos 8 ou 9 posts sobre iPhone.
    Sendo assim, vou dar um tempo neste site e, assim que o Steven me falar que melhorou, eu volto. Vou procurar algum que fale somente sobre o que eu gosto de ler.
    Até mais amigos!

  • Steven Oliver há 2 meses

    Hans, pelo amor de Deus, pede pra sair!

  • Edimilson lopes há 2 meses

    Então se a Apple parar de fabricar smartphones as outras empresas pararam de inovar? Pararam de criar componentes? Posso afirmar que se a Apple dormir e acordar um pouco tarde, outras empresas tomariam o lugar dela.
    Na atualidade, a Apple é uma das mais queridas do planeta. Porém, não podemos afirmar que a empresa é Mãe dos sistemas operacionais, dos celulares, computadores etc.

  • Denis Correia há 2 meses

    "E o que você achou dos novos iPhones?" - Interessantes para o seus usuários. "Será que eles serão capazes de incomodar o universo Android?" - Creio que não... os dois sistemas tem os seus públicos distintos.

181 Comentários

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