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Moto ShatterShield: Tudo o que você precisa saber sobre a tela inquebrável da Motorola

A maioria de nós já acabou quebrando a tela de um smartphone acidentalmente: quanto maiores elas ficam, maiores são os riscos. Mas com o lançamento do Moto X Force, a Motorola trouxe algo revolucionário: uma tela inquebrável. A fabricante confia tanto na tecnologia que desenvolveu que está oferecendo até 4 anos de garantia contra danos na tela. Mas como funciona essa nova tecnologia? Vamos explicar nesse artigo.

Ter a tela do smartphone quebrada é um dos maiores medos de um usuário, ainda mais quando o celular em questão é um top de linha. Um exemplo disso é o meu: tenho um Moto Maxx com a tela quebrada e por menos de R$ 500,00 é impossível fazer a troca. Outro modelo caro, campeão de reclamações relacionadas à tela quebrada, é o Xperia Z3+. Como bom desastrado que sou, já quebrei duas vezes a tela dele.

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Tela quebrada? Nunca mais com o ShatterShield. / © ANDROIDPIT

Contudo, nesta semana a Motorola deixou bem claro que, a partir de agora, isso é apenas uma lembrança do passado, pelo menos para quem comprar um Moto X Force. Sua nova tecnologia chamada ShatterShield é à prova de choque e, supostamente, torna a tela inquebrável.

O vídeo abaixo mostra a tela do Droid Turbo 2 – nome do Moto X Force nos EUA – sendo submetida a situações extremas onde qualquer tela de um smartphone “normal” viraria pó e estilhaços. Embora engraçado, o vídeo mostra o quão funcional é essa tecnologia.

Como funciona a tecnologia ShatterShield

O Moto X Force e o Droid 2 Turbo, que são na verdade o mesmo aparelho, são os primeiros smartphones a contar com uma tela com essa tecnologia, ou seja, telas inquebráveis. 

O segredo da tela está sem sua construção. Em entrevista com os executivos da Motorola, durante o evento de lançamento do novo modelo, foi esclarecido que a tecnologia ShatterShield levou 3 anos para chegar ao ponto de se produzir telas em larga escala. Para tanto, foram envolvidos engenheiros elétricos, engenheiros mecânicos, químicos e designers. Foi um trabalho conjunto entre times de vários países. O resultado é uma tela de AMOLED capacitiva, à prova de choque e estilhaços , que é formada por um conjunto de 5 camadas. Confira a explicação sobre como elas funcionam abaixo.

camadas
As 5 camadas que compõem a tela do Moto X Force. / © Motorola

1. Lente externa

Essa é a primeira camada, a que fica mais exposta. Essa camada é a linha de frente na hora do impacto e dos arranhões. Trata-se de um polímero com proteção contra o desgaste e agentes externos que possam colidir diretamente com o smartphone. Eles enfatizaram que não se trata de uma película, embora pareça uma.  Como visto no vídeo acima, a tela no fim da contas acabou amassada, mas não quebrada. Porém, mesmo depois de amassada ela continua funcionando normalmente. Durante o evento um amigo jornalista derrubou uma pedra em cima do X Force para testá-lo: a tela amassou levemente, mas continuou funcionando.

Mas aí está a grande sacada da Motorola. Os executivos afirmaram que esse efeito de amassar é proposital. Quando isso acontecer, basta o cliente ir a qualquer quiosque ou assistência técnica da Motorola para ter a lente trocada em 5 minutos, como se fosse uma película e sem desmontar o celular. O custo, segundo eles, será baixíssimo e nem de perto comparado ao da troca de uma tela completa. O usuário poderá fazer isso quando quiser, até quando achar que a tela está feia ou arranhada.

2. Lente integrada

A segunda camada é uma lente projetada para ser mais flexível que o vidro, mas que mantém alto índice de transparência para que imagens e vídeos sejam visualizados com nitidez e clareza incríveis. Além disso, ela também é resistente à quebra e não lasca ou estilhaça como os vidros normais.

 3. Dupla camada sensível ao toque

Como há duas camadas de vidro antes de chegar ao touchscreen, a Motorola, para garantir a total precisão do toque, fez uma dupla camada de touchscreen que funciona simultaneamente. Mas não é só isso: caso o impacto na tela seja tão forte que chegue a danificar a primeira camada touchscreen, a segunda continuará funcionando perfeitamente sozinha. Ou seja, todas as funções continuaram ativas, apesar do acidente.

4. Painel de AMOLED flexível

A Motorola utilizou uma tela de AMOLED flexível, semelhante à usada no LG G Flex. Além de um bom brilho e desempenho, ele também é capaz de absorver impactos sem comprometer a sua qualidade de imagem graças à sua natureza flexível. Por isso, mesmo depois de amassada a primeira camada, a tela continua funcionando.

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Tela flexível do LG G2 Flex. / © ANDROIDPIT

5. Base de alumínio

Notaram que todas as camadas anteriores são maleáveis? O que então garante que a tela não vai se “movimentar” durante o uso? A quinta e última camada. Trata-se de uma base toda de alumínio que fornece rigidez e abriga todas as outras camadas. Aliado ao chassi do aparelho, que também é de alumínio, o celular tem toda uma integridade estrutural que garante a efetiva proteção contra quedas no Moto X Force.

Como podemos notar, a Motorola fez um excelente trabalho. Além disso, essa tecnologia aos poucos será padrão em todos os modelos da marca, segundo a empresa.

É difícil acreditar que isso realmente funcione, mas acreditem, funciona. Estou com o aparelho desde ontem e já o arremessei diversas vezes no chão e não houve nem mesmo arranhões. Apenas o chassi ganhou pequenos amassados. Mas a Motorola garante somente que a tela é inquebrável, não o resto do aparelho.

Confiando muito na sua tecnologia, a empresa está dando no Brasil 4 anos de garantia de tela. Repito: a garantia só cobre a tela. Além disso, só irá funcionar se a tela for danificada em situações comuns, que são quedas de até 1,5 metros, conforme está no manual. Para garantir que não ocorra "malandragem", disseram que é possível saberem através de componentes internos se a queda foi maior que isso. Ah, também não vale usar o celular como martelo: a garantia não cobre.

Minha opinião é de que estamos diante de algo revolucionário em termos de smartphone, algo que não acontecia há alguns anos. A próxima grande revolução que espero envolve as baterias. Agora só resta aguardar.

E vocês, o que acharam? Consideram a tecnologia ShatterShield algo revolucionário ou algo comum?

19 Compartilhado

Os comentários favoritos dos leitores

  • Daniel 30/out/2015

    "Um exemplo disso é o meu: tenho um Moto Maxx com a tela quebrada e por menos de R$ 500,00 é impossível fazer a troca"

    O meu maxx quebrou a tela e custou 800,00 pra trocar a tela aqui no ES.

    Como mencionei mais abaixo meu chefe tem um iPhone 6s que caiu da mesa e quebrou a tela toda... 1600,00 pra trocar...
    Com certeza essa tecnologia é muito bem vinda 👍

45 Comentários

Escreva um comentário:

  • Boa Noite !
    Tenho um Moto x Forçe, em que site consigo comprar a primeira camada da tela? tenho ele a algum tempo e está bastante arranhada..


  • Eu já uso uma "tecnologia" de tela inquebrável a anos, uma película de vidro de 20 conto e uma capinha de silicone de 15. A capinha envolve todo o telefone e fica um pouco mais saliente que a tela, tocando primeiro o chão em caso de impacto. Meu antigo moto g já caiu de escada, de moto, do teto do carro, não tem um arranhão, a capinha o torna indestrutível.


  • Tela inquebrável é impossível, mas pelo q dizem deve ser muito resistente mesmo e com essa garantia fica bem interessante.


  • 4 anos de garantia na tela, isso sim que é show. E o primeiro aparelho nacional com 64gb com bateria apra 2 dias, cameras muito boas com tela inquebrável de 2k , usb type C e pelo mesmo ou menos que a concorrência no LANÇAMENTO. Logo se acha por uns 2800, ontem mesmo com cupom achei por 2551 reais.


  • Muito boa a matéria.
    Com certeza isso vai encarecer os aparelhos da moto :( .


    • Não Ligo de pagar um pouco mais por essa tecnologia, quebrei a de um moto X 2014e foi 500pilas pra arrumar, fora que não ficou a mesma coisa, tive que vender...


      • O meu x2014 caiu batendo o canto superior esquerdo. Ficou um leve amassado na borda se alumínio, porém a tela sem um mísero risco sequer. Só que apareceram manchas pretas logo após a queda e , após 4 ou 5 dias, a tela fixou toda preta. Levei na assistência já sabendo que custaria R$ 640 para trocar. Contei toda a verdade ao cara da assistência e o mesmo me disse que a tela, por fora, estava perfeita, portanto, não caracterizando mau uso, e a garantia iria cobrir o reparo. Em quatro dias úteis retirei meu aparelho em perfeito estado. Moto x Style não me convenceu, muito menos o Play. Moto x 2016, a não ser que seja muito cagado, é compra certa.


  • Amei essa tecnologia como usuário, mas odiei como técnico em eletrônica kkk


  • bateria não tem evolução, vi na época ou veja não me lembro, mas se evoluir vai ser pouca coisa, o que pode acontecer é eles usarem outra tecnologia, mas aí o custo sobre muito...


    • O problema das baterias é que utilizam núcleos em série. Se fossem utilizados núcleos em paralelo duraria muito mas. Logo um monte de baterias menores em paralelo reduziria o consumo. Qual a merda? Aumentaria o tamanho dos smartphones. E como agora a moda é ser fino os aparelhos mas gordinhos são deixados de lado.


    • Há boatas qe a motorola também está trabalhando nessa área, aguardem..


  • E revolucionário sim, e pensando no.preço da concorrência, posso dizer que ele vale cada centavo, pq não a nada próximo a ele no momento e mesmo assim estão cobrando até mais caro, mas aínda acho caro 3000 reais por um aparelho, mas c for pagar por algum, esse certamente seria a opção...


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    Tem uma coisa nessa história de tela inquebrável que ta me deixando com a pulga atrás da orelha de físico que sou. Quando o celular cai, a energia do choque tem que ir pra algum lugar. O vidro sendo frágil, assume esse papel e se quebra (os carros modernos são feitos para se deformarem em um choque de modo que a energia não atinja os passageiros). Mas se colocamos um vidro resistente, a energia tem que ir pra outro lugar. Ou seja, outra coisa vai dar problema.


    • Alcides, nem de longe entendo de física, mas meu "achismo" me leva até a seguinte conclusão, veja.

      Conforme nota-se na maioria dos vídeos das quedas, o aparelho não "absorve" a energia da queda, pelo contrário, ele repele, e "pula" longe. Ou seja, a rigidez do conjunto permite que a energia projetada contra a tela seja igualmente transferida contra o piso, tornando a energia da queda em movimento, e jogando o smartphone para longe.

      Além disto, sendo as primeiras telas flexíveis, ou até maleaveis, elas podem simplesmente dissipar a energia recebida através de pequenas vibrações, assim como acontece se derrubar uma gelatina no chão.

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