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Amazon Echo vs Google Home: os mordomos virtuais querem a sua casa

Na última quarta-feira (18/5), durante o Google I/O 2016, o Google apresentou o Home, um “mordomo virtual” que consegue gerenciar diversas tarefas domésticas a partir dos comandos de voz do usuário. Quando ele foi exibido, claro que a primeira coisa notada é a sua semelhança com o Echo, um dispositivo similar lançado pela Amazon em 2014. Mas quais as diferenças entre eles?

Amazon Echo vs Google Home: as semelhanças

Como você viu nos dois vídeos, tanto o Echo quanto o Home tem um funcionamento bastante parecido. A partir de um dispositivo físico conectado a rede Wi-Fi doméstica, eles são como um assistente pessoal, e funcionam a partir de comandos de voz para realizar diversas tarefas domésticas (acionar alarmes, criar listas de compras, executar playlists de música, etc), responder perguntas, acessar informações na internet (notícias, por exemplo) e controlar várias funções da casa e como luzes e temperatura.  

Ambos os dispositivos são integrados à ferramentas de busca e aplicativos de serviços. Com isso, os usuários conseguem executar tarefas como pedir um Uber ou uma pizza, reservar um restaurante e, como dissemos no parágrafo acima, trazer conteúdos de conhecimentos gerais e informações como o tráfego e a previsão do tempo. 

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Home vs Echo: o design do representante do Google é mais agradável aos olhos/ © ANDROIDPIT

Outra semelhança entre ambos é que, uma vez integrados aos smartphones, eles conseguem “conversar” com aplicativos utilitários dos telefones e reproduzir o que está registrado neles. Por exemplo: se você ficou sem ovos, basta emitir um comando de voz tanto ao Echo quanto ao Google Home, que eles incluirão o item na lista de compras do seu celular. 

Ou é possível checar todos os compromissos do dia a um comando de voz, uma vez que os assistentes pessoais têm acesso à sua agenda. Além disso, pode-se alterá-los sem sequer tocar no smartphone. Basta dizer. 

Amazon Echo vs Google Home: as diferenças

Design

O Amazon Echo tem o formato de um totem cilíndrico e mede 23.5 cm. Pesando pouco mais de 1kg, ele é vendido somente na cor preta, algo que pode combinar em praticamente todos os ambientes, mas sem nenhuma possibilidade de personalização. Para capturar as vozes, ele usa uma tecnologia chamada far-field, que usa sete microfones que “escutam” o usuário em qualquer direção. 

Ele custa US$ 180 e, claro, é vendido somente na Amazon. No Brasil, ele ainda não está disponível. 

ECHODEF Echo: o assistente pessoal da Amazon foi lançado em 2014 / © AMAZON

O Echo também é vendido em outras duas versões, o Tap e o Dot, ambos com menores dimensões. O primeiro funciona tanto como assistente pessoal como um alto-falante portátil Bluetooth, mas não usa cabo e, sim, uma base de carregamento. Seu preço é de US$ 130. Já o Dot é o “caçula”, com um alto-falante menos potente. Com uma potência sonora menor, a ideia é usar o seu assistente de voz baseado nos demais speakers da casa. Ele sai por US$ 90. 

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Amazon Tap e Dot: para quem quer "mordomos" mais baratos/ © AMAZON

Agora vamos ao Google Home: sem dúvida, o seu design é mais simpático que o Echo. Contando com um alto-falante em formato cilíndrico, ele tem a base personalizável e você pode escolher cores diferentes deste item que se encaixam melhor na decoração da casa. Além disso, na parte superior do dispositivo estão quatro luzes LED coloridas – semelhantes as do Google Now do seu smartphone - que indicam que o assistente está ativo. 

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Google Home: um Google Now que pode ser usado como peça decorativa/ © Google

O Google informou que o dispositivo estará à para venda ainda em 2016. Mas não divulgou uma data específica, preços ou em quais países ele estará disponível. Mas você pode se inscrever no site oficial do produto para receber atualizações sobre ele. 

Assistente de voz

Nesse quesito, a Amazon tomou o cuidado de ser mais, digamos, simpática. Isso porque a assistente de voz do Echo leva o nome de Alexa, o que torna o manuseio do dispositivo mais amigável. Basta dizer “Alexa” e ele é ativado para receber os comandos de voz. 

Veja abaixo um vídeo do Echo em funcionamento. Para ler as legendas em português, ative o Close Caption (CC) e, em seguida, clique no símbolo de Configurações (a pequena engrenagem ao lado do "CC"), clique em Subtitles > Auto-translate e escolha a opção "Português".

Já o Google Home é, digamos, mais prático. Seu assistente de voz não tem um nome próprio. Assim como no Google Now, basta dizer “Ok Google” e ele também entra em ativação para executar suas ordens. 

Veja um vídeo do dispositivo em ação. Para visualizar as legendas em português, siga os mesmos passos indicados logo acima, no vídeo do Echo. 

Recursos

Como dissemos anteriormente, tanto o Echo quanto o Home são bastante semelhantes na hora de executar suas tarefas.  No entanto, o que pode contar pontos a favor do Google Home é sua melhor integração com as ferramentas e dispositivos do próprio Google, o que inclui o Chormecast, o YouTube, Calendar, Maps, o Google Play Music e o Google Play Movies. 

Além disso, pela demonstração do Home, podemos notar algo interessante: a possibilidade de alterar itens de compromissos (como mudar o horário de reserva do restaurante e informar o estabelecimento) e ainda enviar mensagens para seus contatos com um simples comando de voz.  

Conclusão

Ainda é cedo para dizer assistentes pessoais como o Echo e o Home vão cair no gosto do público. O representante da Amazon foi lançado no final de 2014 e, um ano e meio depois, não há sinais de que ele tenha virado uma febre nos EUA ou em outros países. 

Além disso, muitos dos recursos promovidos por ambos os dispositivos - principalmente aqueles que controlam funções da casa, como luzes e temperatura – ainda são uma realidade distante, porque exigem um sistema de automação residencial, algo bem caro em boa parte do mundo. Logo, pelo menos em um primeiro momento, podemos considerá-los um assistente de voz mais Premium para tarefas que nossos smartphones já conseguem fazer.

No entanto, a chegada do Google a esse nicho de mercado pode fazer com que esse tipo de dispositivo ganhe força. Tudo dependerá da eficiência da empresa em mostrar o quanto esse “mordomo virtual” pode facilitar a nossa vida. 

E você estaria disposto a ter o Amazon Echo ou o Google Home na sua casa? 

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